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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nº47: Carlos Alexandre Fortes Alhinho



  • Carlos Alexandre Fortes Alhinho.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 10 de Janeiro de 1949 em São Vicente (Cabo Verde).
  • Morreu a 31 de Maio de 2008 em Luanda (Angola).
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (1973/74) e 2 Taças de Portugal (1972/73 e 1973/74).
  • 15 Internacionalizações.




Carlos Alhinho foi um dos bons centrais que passou pelo Sporting nos anos 70, conseguindo três títulos nos três anos que vestiu de leão ao peito. Um bom defesa de marcação, não era um craque de alto nível, mas cumpria e fazia o que se pedia a um defesa, ou seja, que não dessem um palmo de terreno aos avançados contrários. Teve uma carreira em que passou pelos três grandes do futebol português, acabando por se tornar um treinador de algum sucesso. Fazia parte de uma família voltada para o futebol, sendo que já faleceu, num acidente bastante estúpido, diga-se. Foi considerado o futebolista cabo-verdiano do século XX.



Nascido em Cabo Verde, fez a sua formação na Académica do Mindelo. Depois, ao querer prosseguir os estudos, rumou a Coimbra para defender as cores da Académica local, ficando por lá durante quatro épocas. Na primeira dessas épocas, realizou 14 jogos.
Na época seguinte, fez um total de 26 jogos, no 10º lugar da equipa. A época de 1970/71, marcou o primeiro golo de Alhinho no Campeonato. Foi apenas 1 golo marcado em 26 jogos a titular, no excelente 5º lugar da equipa de Coimbra. Em 1971/72, a nível colectivo, a época foi terrível com a descida de divisão, mas Alhinho fez 29 jogos e marcou 3 golos o que lhe valeu a transferência para o Sporting na época seguinte.



Logo na primeira época venceu a Taça de Portugal. Estreou-se no Campeonato na 7ª jornada no empate forasteiro no Montijo (0-0) num dia em que Ronnie Allen colocou o Sporting a jogar da seguinte maneira: Damas; José Carlos, Laranjeira, Alhinho e Carlos Pereira; Manaca, Fraguito e Marinho (Pedro Gomes); Nelson (Chico Faria), Yazalde e Vagner Canotilho. Na Taça, foi decisivo ao alinhar em todos os jogos e ao marcar aos 28m o golo do Sporting no terreno da CUF, nas meias-finais. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Damas; José Carlos, Laranjeira, Alhinho e Manaca; Fernando Tomé (Hilário, 80m), Vagner Canotilho e Nelson; Marinho (Chico Faria, 76m), Yazalde e Dinis. No dia 28 de Janeiro de 1973 estreou-se na selecção nacional portuguesa com um empate 1-1 frente à Irlanda do Norte.
A época seguinte foi praticamente perfeita com a conquista da dobradinha e a chegada às meias-finais da Taça das Taças. Alhinho alinhou num total de 42 jogos com 2 golos marcados, ambos no Campeonato. Os golos foram marcados nos seguintes jogos: na goleada por 7-0 em casa do Oriental aos 20m, com os restantes tentos a serem apontados por Yazalde aos 7m, 29m, 30m e 61m, Nando aos 72m e Chico Faria aos 75m; na vitória por 4-1 no Montijo aos 45m com os outros golos a serem da autoria de Marinho aos 68m e 81m e Yazalde aos 77m. Foi titular na final da Taça de Portugal num jogo em que o Sporting venceu o Benfica por 2-1 após prolongamento com Chico Faria a empatar o jogo aos 89m e Marinho a resolver o assunto aos 107m. Nesse dia, Mário Lino colocou a seguinte equipa em jogo: Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e Baltasar; Paulo Rocha (Chico Faria, 73m), Vagner Canotilho (Dani, 105m) e Nelson; Marinho, Dé e Dinis.



A época de 1974/75 foi algo conturbada com Mário Lino a sair do comando técnico do Sporting para entrar Di Stefano, que devido a problemas de inscrição nunca chegou a sentar-se no banco. Alhinho fez um total de 37 jogos, no qual sobressai um episódio ocorrido frente ao St.Étienne, no primeiro jogo da Taça dos Campeões Europeus. Moralmente em baixo pela saída de Di Stefano e por alguns maus resultados, o Sporting sofreu um golo aos 15m com alguma responsabilidade de Alhinho. Damas com o seu habitual estilo enraiveceu-se com o central e ambos estiveram muito próximos do confronto físico. No final da época, Alhinho sairia do Sporting por empréstimo para o FC Porto.



Fez 19 jogos e foi para o Bétis onde não jogou. Regressou na época seguinte para jogar no Benfica, marcando 2 golos em 22 jogos, frente ao Atlético e ao Beira-Mar. Na época seguinte, foi emprestado ao Molenbeek da Bélgica para fazer 19 jogos e marcar 1 golo antes de regressar ao Benfica. Nessa época fez 27 jogos, mas foi novamente emprestado ao New England Tea Men, para fazer 16 jogos.
Voltou novamente ao Benfica e fez 21 jogos, para na época seguinte, apenas realizar 4 jogos. No clube da Luz venceu 2 Campeonatos e 2 Taças.
Em 1981/82, foi para o Portimonense para marcar 6 golos em 24 jogos realizados, no 6º lugar da equipa, sendo convocado pela última vez para a selecção. Foi no jogo que Portugal perdeu no Brasil por 3-1 a 5 de Maio de 1982. Na época seguinte, o Portimonense ficou em 9º e Alhinho marcou 3 golos em 27 jogos. A época de 1983/84 foi a sua última no futebol, indo para o Farense realizar 21 jogos.



Iniciou a sua carreira de treinador logo na época seguinte no Lusitano Évora, passando em seguida para a selecção de Cabo Verde. Depois fez 3 épocas seguidas no Académico Viseu, para treinar Penafiel e Portimonense antes de voltar a Viseu. De 1994 a 1996 esteve à frente da selecção angolana para conseguir o primeiro apuramento desta selecção para uma Taça das Nações Africanas. Foi contratado pela equipa do Rei de Marrocos, mas um ano depois voltou ao Benfica para treinar os juvenis da equipa durante essa época de 1997/98. Rumou a Angola para treinar o ASA e novamente a selecção angolana, antes de treinar o Badajoz.
Andou pelo Médio Oriente com enorme sucesso, para em 2008 voltar a Angola. Assinou um contrato de 4 anos com o 1º Maio, mas a tragédia ocorreu. Uma queda estúpida num poço de um elevador provocou a morte deste grande futebolista. Alhinho, um senhor do futebol.


Carreira

1968/69: Académica

1969/70: Académica

1970/71: Académica

1971/72: Académica

1972/73: Sporting

1973/74: Sporting

1974/75: Sporting

1975/76: FC Porto
Bétis

1976/77: Benfica

1977/78: Molenbeek

1978/79: Benfica

1979/80: New England Tea Men
Benfica

1980/81: Benfica

1981/82: Portimonense

1982/83: Portimonense

1983/84: Farense

Carreira no Sporting*

1972/73: 17;- / 5;1 / -;-

1973/74: 30;2 / 4;- / 8;-

1974/75: 30;- / 5;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 10 de outubro de 2009

Nº46: Renato Jorge Magalhães Dias Assunção


  • Renato Jorge Magalhães Dias Assunção.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 21 de Janeiro de 1973 no Porto.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.


O Renato foi mais um jogador que passou pelo Sporting nos anos 90 e não vingou. Central do Salgueiros, veio pela mão de Carlos Manuel para o Sporting para ser suplente de Beto e Marco Aurélio acabando por fazer a ponta final da terrível época de 1997/98 a titular. Tornou-se depois da sua passagem pelo Sporting o eterno central do União Leiria. Actualmente, voltou ao Salgueiros do seu coração para participar no novo projecto da equipa de Paranhos.


Nascido no Porto, Renato Assunção, começou a jogar no FC Porto, passando nos juvenis para o Salgueiros, na época de 1988/89. Aí completou o seu processo de formação, ascendendo à equipa principal em 1991/92, fazendo apenas 7 jogos no 15º lugar da equipa, sob o comando de Filipovic.
Na época seguinte, a equipa repetiu a classificação e Renato afirmou-se como titular ao lado de Pedro Reis na defesa salgueirista, completando 25 jogos com 1 golo marcado. A época de 1993/94, com Mário Reis foi mais tranquila para a equipa, mas mais intermitente para Renato que alinhou em 16 jogos, alternando com Djoincevic no lugar ao lado de Pedro Reis.
Na seguinte época, o 11º lugar da equipa permitiu mais uma vez a permanência na principal divisão do futebol português. Para isso contribuiu e muito a titularidade de Renato ao lado do eterno Pedro Reis, realizando 24 jogos. Em 1995/96, Mário Reis deixou a equipa mais uma vez a salvo e Renato marcou 1 golo em 29 jogos disputados.



A época de 1996/97, foi sensacional com Carlos Manuel a levar o Salgueiros ao 6º lugar do Campeonato, ficando às portas da Europa. Renato alinhou em 17 jogos. Depois, 1997/98, foi a última época em Vidal Pinheiro para Renato, com 1 golo em 23 jogos a valerem-lhe a transferência na segunda metade da época para o Sporting, com Carlos Manuel.
Estreou-se a titular a 8 de Março de 1998, no empate caseiro com o Marítimo, com o golo do Sporting a ser apontado por Oceano aos 16m. Nesse dia, Carlos Manuel fez alinhar a seguinte equipa: Tiago; Luís Miguel (Ivo Damas, 66m), Marco Aurélio, Renato e Quim Berto; Pedro Barbosa, Oceano, Vidigal (Paulo Alves, 83m) e Afonso Martins (Simão, 51m); Edmilson e Leandro. Jogou em mais 8 jogos até final da época, 7 deles de forma consecutiva.
Na época seguinte, com Jozic apenas fez metade da época em Alvalade, jogando apenas em 2 jogos. O primeiro foi em Vila do Conde ao entrar aos 82m para o lugar de Leandro. O segundo jogo foi a titular, na 8ª jornada, em Faro na vitória do Sporting por 3-1 com golos de Simão aos 29m, Delfim aos 39m e Krpan aos 83m com o golo do Farense a ser marcado por Granov aos 26m. A equipa desse jogo foi a seguinte: Tiago; Saber, Vidigal, Renato e Nuno Valente; Delfim, Duscher e Bino; Simão, Leandro (Krpan, 82m) e Iordanov.
Foi emprestado ao V. Setúbal onde apenas realizou 1 jogo.
Na época seguinte, foi libertado rumo a Leiria para fazer dupla de centrais com o seu velho conhecido Paulo Duarte. Fez logo 32 jogos, contribuindo para o 10º lugar da equipa na geral.
Em 2000/01, fez 31 jogos no fantástico 5º lugar da equipa sob o comando de Manuel José, formando uma zona defensiva tremendamente eficaz com Costinha à baliza e Bilro, Paulo Duarte e Nuno Valente ao seu lado na defesa, uma defesa que se pode considerar sportinguista, dado que Paulo Duarte foi o único que nunca passou pelos quadros leoninos.



Na época seguinte, o 7º lugar foi assegurado já por Vítor Pontes e Renato voltou a comandar a defensiva leiriense ao alinhar em 30 jogos. A época de 2002/03 ficou marcada por novo 5º lugar e chegada à final da Taça de Portugal com Manuel Cajuda ao comando da equipa e Renato a merecer a confiança para liderar a defensiva em 32 jogos, marcando 1 golo.
Em 2003/04, repartiu a época por Leiria com 12 jogos e 2 golos e Matosinhos com 13 jogos pelo Leixões. Regressou na época seguinte, para realizar 30 jogos e marcar 2 golos. Fez mais três épocas em Leiria, com 26, 22 e 4 jogos disputados respectivamente. A época passada resolveu voltar aos relvados depois de anunciar a despedida para representar o Salgueiros 08 nos escalões distritais, disputando 22 jogos e marcando 2 golos.


Carreira

1991/92: Salgueiros

1992/93: Salgueiros

1993/94: Salgueiros

1994/95: Salgueiros

1995/96: Salgueiros

1996/97: Salgueiros

1997/98: Salgueiros
Sporting

1998/99: Sporting
V. Setúbal

1999/00: U. Leiria

2000/01: U. Leiria

2001/02: U. Leiria

2002/03: U. Leiria

2003/04: U. Leiria
Leixões

2004/05: U. Leiria

2005/06: U. Leiria

2006/07: U. Leiria

2007/08: U. Leiria

2008/09: Salgueiros 08

Carreira no Sporting*

1997/98: 9;- / -;- / -;-
(Desde Fevereiro)

1998/99: 2;- / -;- / -;-
(Até Janeiro)

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nº45: Jorge Amaral Rodrigues


  • Jorge Amaral Rodrigues.
  • Extremo Direito.
  • Nasceu a 1 de Junho de 1970 em João Belo (Moçambique).
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.



O Amaral foi um jogador saído da “cantera” sportinguista, mas que não vingou na primeira equipa. Era um extremo que jogava habitualmente do lado direito, rápido, mas algo trapalhão com a bola nos pés, foi sem surpresa que acabou por abandonar o Sporting na resposta do Benfica aos “roubos” de Paulo Sousa e Pacheco.


Nascido em Moçambique, fez a sua formação nas camadas jovens leoninas. Acabada a formação, no seu primeiro ano de sénior, foi emprestado ao Académico Viseu. Aí destacou-se, no último ano da equipa viseense na divisão principal do futebol português, ao realizar 30 jogos e marcar 1 golo, algo bastante razoável para um jovem de 19 anos. Regressou ao Sporting na época seguinte, depois de ser campeão em Riade de sub-20 e marcar um golo ao Brasil.
Estreou-se pela mão de Raúl Águas, na 21ª jornada, na vitória em Alvalade frente ao Penafiel por 2-1 com golos de Oceano aos 34m e de Luisinho aos 63m. O onze desse jogo foi o seguinte: Ivkovic; Luisinho, Venâncio e Leal; Amaral (Fernando Gomes, 59m), Silas, Oceano e Ali Hassan; Marlon Brandão, Paulinho Cascavel e Cadete (Marinho, 78m). Até ao final da época realizou mais 2 jogos como titular e 3 como suplente utilizado.
Na época seguinte, fez apenas figura de corpo presente já que não representou o Sporting a nível oficial uma única vez, devido a um acidente de viação que o reteve algum tempo.
Em 1991/92, fez 5 jogos no Campeonato, mas nenhum como titular, entrando sempre a partir do banco. Estreou-se logo à 2ª jornada na vitória caseira sobre o Famalicão com golos de Cadete aos 30m, Leal aos 37m e Iordanov aos 57m, entrando aos 73m.



A época de 1992/93, acabou por ser aquela em que Amaral foi mais utilizado ao alinhar em 13 jogos do Campeonato, 3 da Taça e 2 da Taça UEFA. A sua estreia a titular no Campeonato, ocorreu à 7ª jornada na derrota por 1-0 em Barcelos. A equipa desse jogo foi a seguinte: Ivkovic; Marinho, Valckx, Carlos Jorge e Leal; Amaral (Capucho, 57m), Peixe (Iordanov, 72m), Filipe, Balakov e Figo; Cadete.
Finalmente, em 1993/94, faz apenas 5 jogos para o Campeonato. O seu último jogo com a camisola do Sporting foi na última jornada do Campeonato frente ao Paços Ferreira (3-1, com golos de Carlos Jorge aos 28m e 75m e Paulo Tomás aos 86m. Nesse dia, a equipa alinhou com: Costinha; Marinho, Vujacic, Carlos Jorge e Leal; Amaral (Paulo Tomás, 60m), Poejo, Filipe e Pacheco; Cadete e Porfírio (Renato Santos, 55m).
Saiu rumo ao Benfica, juntamente com Marinho, na resposta damasiana aos roubos de Pacheco e Paulo Sousa na época anterior. No Benfica, não foi feliz fazendo 11 jogos e marcando 1 golo, pelo que foi dispensado para o Felgueiras na época seguinte. Essa acabou por ser a sua época mais consistente, desde a estreia com 23 jogos sob o comando de Jorge Jesus, não conseguindo a equipa evitar a descida de divisão depois de uma primeira volta fantástica.
No Benfica, regressando um pouco atrás, foi dele o célebre golo anulado nas Antas, de forma vergonhosa, em jogo a contar para a Supertaça



Amaral ganhou o prémio de continuar no principal campeonato português, com a camisola do Belenenses, realizando 14 jogos. Rumou depois a Setúbal para ficar por lá durante 2 épocas. Na primeira, ainda marcou 2 golos em 17 jogos, mas na segunda época não marcou qualquer golo nos 14 jogos disputados. A sua última época na I Divisão foi a de 1999/00, em que jogou no Santa Clara, aliciado pelo seu bem conhecido Manuel Fernandes. Alinhou em 13 jogos e marcou 1 golo na última jornada do Campeonato frente ao V. Guimarães (3-2). O Santa Clara esteve a vencer por 2-0 com golos de Prokopenko aos 61m e El Idrissi aos 62m, mas o Vitória respondeu por intermédio de Jairson aos 77m e Riva aos 82m. No seguimento do golo de Riva, bola ao centro e um grande slalom de Amaral para marcar o 3-2 final.


Equipa do Santa Clara em 1999/00.
Amaral está na fila de cima, sendo o terceiro a contar da esquerda.

Na época seguinte, foi para o Atlético na 2ª B para ficar por lá durante 3 épocas. A melhor dessas épocas foi a segunda, onde marcou 7 golos em 21 jogos. Em 2003/04, rumou a Olhão para realizar 31 jogos com a camisola do Olhanense. Retirou-se depois de 2 épocas na 3ª divisão ao serviço do Beira-Mar de Monte Gordo.


Carreira

1988/89: Ac. Viseu

1989/90: Sporting

1990/91: Sporting

1991/92: Sporting

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Benfica

1995/96: Felgueiras

1996/97: Belenenses

1997/98: V. Setúbal

1998/99: V. Setúbal

1999/00: Santa Clara

2000/01: Atlético

2001/02: Atlético

2002/03: Atlético

2003/04: Olhanense

2004/05: Beira-Mar MG

2005/06: Beira-Mar MG

Carreira no Sporting*

1989/90: 6;- / 1;- / -;-

1990/91: -;- / -;- / -;-

1991/92: 5;- / 1;-- / 1;-

1992/93: 13;- / 3;- / 2;-

1993/94: 5;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

domingo, 20 de setembro de 2009

4º Treinador: Mirko Jozic


  • Mirko Jozic.
  • Nasceu a 8 de Abril de 1940 e Trilj (Croácia).
  • No Sporting durante: 1 época.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.


O Mirko Jozic foi um treinador que passou pelo Sporting no seu último ano de jejum, não indo além de um 4º lugar no Campeonato. Contudo, esse foi um ano em que talvez mais do que nunca o Sporting foi completamente roubado pelas arbitragens…arbitragens incríveis que se sucediam jogo após jogo e que levaram ao luto pela verdade desportiva. Apesar disso, o Sporting com uma equipa bastante jovem foi preparado para o título da época seguinte, por este homem, que conseguiu pôr a equipa a jogar o melhor futebol que já vi o Sporting jogar desde que me lembre, muito à frente da propalada era Peseiro, sendo traído pelas arbitragens e excessiva juventude e inexperiência da equipa

Jogou até aos 20 anos no Hajduk Split, passando depois para o Osijek onde aproveitou a proximidade da universidade para estudar Educação Física. Esse curso valeu-lhe trabalho logo a seguir à sua retirada do futebol por lesão. Foi trabalhar para o Junak onde conseguiu ascender esta modesta equipa à 2ª Divisão Jugoslava.
Em 1972, iniciou o seu trabalho nas camadas jovens das selecções jugoslavas, o que durou até 1988, ou seja, 16 anos à frente dos destinos do futebol jovem jugoslavo. Nesse tempo, ganha destaque a vitória no Mundial de sub-18 em 1987 com jogadores como Suker, Prosinecki e Boban. Ficou com o coração no Chile e para lá voltou quando rebentou a guerra jugoslava. Esteve uns tempos nas camadas jovens do Colo Colo, passando à equipa principal. Aí, foi logo campeão da Libertadores em 1991.
Voltou a ser campeão antes de sair para a selecção chilena em 1993. Aí fica até 1995, conseguindo alguns bons resultados a princípio, mas depois decepciona.

Tem uma pequena experiência no América do México para depois regressar à Croácia para treinar o Hajduk Split, onde fica uma época antes de rumar ao Al-Hilal da Arábia Saudita. Depois, em 1998 vai para o Newell’s na Argentina onde é contratado por Roquette para treinar o Sporting. Forma uma equipa de jogadores muito jovens e inicia a época com um empate em Setúbal a 1 bola, com o golo do Sporting a ser apontado por Bino aos 53m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Tiago; Saber, Beto, Marco Aurélio e Vinicius; Edmilson (Kmet, 76m), Bino, Delfim, Duscher e Rui Jorge (Quiroga, 65m); Ramírez (Iordanov, 52m).
Tem um bom início de campeonato, pese embora a eliminação na Taça frente ao Gil Vicente e na UEFA frente ao Bolonha e começa a ver arbitragens incríveis a prejudicar o Sporting. Logo à 3ª jornada, o Sporting empata 2-2 com a Académica e vê um golo limpo a ser espoliado a Edmilson, com um fora de jogo inexistente. O árbitro era António Costa e o auxiliar cego Luís Vilhena. Na 7ª jornada, empate em casa com o Beira-Mar com arbitragem terrível de Mário Mendes que até expulsa Ivkovic do banco de suplentes. Os resultados continuavam periclitantes e as arbitragens cada vez pior, até que em Chaves, Jorge Coroado ignora 3 penalties claros, dizendo que estava com azia no dia seguinte, o que faz despoletar a ira leonina. É nessa altura que Leandro e Marco Aurélio saem e entra Acosta e o Sporting faz o luto pela verdade desportiva com um enterro antes do jogo com a Académica e a utilização de faixas e meias pretas. O Sporting vence esse jogo por 5-0 com mais uma fantástica exibição, principalmente de Edmilson que esteve nos 5 golos. O Sporting alinhou com: Tiago; Saber, Marcos, Beto e Vinicius; Delfim (Santamaría, 70m), Vidigal (Duscher, 52m) e Rui Jorge; Simão, Acosta (Krpan, 77m) e Edmilson. Os golos foram marcados por Beto aos 22m, Edmilson aos 28m, Simão aos 58m e Acosta aos 62m e 67m.
Contudo, na jornada seguinte, arbitragem vergonhosa de Isidoro Rodrigues em Campomaior volta a fazer com que o Sporting perca pontos. O último jogo de Jozic no Sporting foi contra o Benfica, mas com Ivkovic no banco, com o resultado a ser 3-3. Os golos foram marcados por Iordanov aos 5m e 38m e Rui Jorge aos 75m e o Sporting alinhou com: Nélson; Saber, Marcos, Beto e Rui Jorge; Pedro Barbosa, Delfim (Krpan, 88m), Duscher e Simão; Iordanov (Vidigal, 63m) e Acosta (Nuno Valente, 80m). Saiu do Sporting mas deixou uma equipa para ser campeã.

Em cima, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Tiago, Beto, Saber, Duscher e Pedro Barbosa.
Em baixo, pela mesma ordem: Edmilson, Rui Jorge, Bino, Leandro e Delfim.

Depois do Sporting foi para os sub-21 croatas, sendo apontado para seleccionar principal, depois do fracasso do Euro 2000. Apurou a equipa com distinção, mas fracassou no Mundial ao não passar da fase de grupos depois de vencer a Itália, mas perder com Equador e México.


Actualmente é director desportivo e responsável pelas camadas jovens do Dínamo Zagreb.

Carreira como treinador

1970/71: Junak

1971/72: Junak

1972 a 1988: Jugoslávia (Camadas Jovens)

1988: Colo Colo (Juvenis)

1990/91: Colo Colo

1991/92: Colo Colo

1992/93: Colo Colo

1994/95: Chile

1995/96: América México
Hajduk Split

1996/97: Al-Hilal

1998: Newell's

1998/99: Sporting

1999/00: Croácia Sub-21

2000 a 2002: Croácia

2006: Dinamo Zagreb

Carreira no Sporting

1998/99: 4º lugar

Avaliação: Craque

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nº44: Vitorino Manuel Antunes Bastos


  • Vitorino Manuel Antunes Bastos.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 4 de Julho de 1950 em Lisboa.
  • Faleceu a 30 de Maio de 2006 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 3 Campeonatos Nacionais (1973/74, 1979/80 e 1981/82), 3 Taças de Portugal (1972/73, 1973/74 e 1981/82) e 1 Supertaça (1982/83).




O Bastos foi um nome histórico do Sporting, que dedicou grande parte da sua vida à causa sportinguista, falecendo mesmo quando desempenhava um papel na estrutura leonina. Um grande homem, como o descreveu Manuel Fernandes, um defesa duro, mas ao mesmo tempo, inteligente e rápido. Representou o Sporting durante 9 temporadas, sem contar com o tempo que passou nos escalões de formação, contribuindo, depois para mais títulos do Sporting enquanto adjunto.




Entrou para o Sporting aos 14 anos, para jogar nas camadas jovens. Desde logo se afirmou, sendo um jogador de referência, com muitas internacionalizações, ele que curiosamente, não viria a ser internacional A. Contudo, foi titularíssimo das selecções jovens ao lado de Humberto Coelho.
Fez a sua estreia na equipa principal na época de 1968/69, com apenas 19 anos, entrando para o lugar de Armando Manhiça, no jogo da 15ª jornada frente ao Atlético (4-2). Até ao final dessa época fez mais 2 jogos.
Na época seguinte, foi emprestado ao Farense e por lá ficou durante 3 temporadas, regressando muito mais maduro a casa, na época de 1972/73.



Estreou-se a titular logo na 1ª jornada, nas Antas, na vitória do Sporting por 1-0 com golo de Yazalde aos 17m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Damas; Pedro Gomes, Laranjeira, Bastos e Carlos Pereira; Manaca (Fernando Tomé, 45m), Fraguito e Vagner Canotilho (Vítor Gonçalves, 60m); Marinho, Yazalde e Nelson.
Fez mais 17 jogos em todas as competições dessa época, vencendo a Taça de Portugal.
A época seguinte foi praticamente perfeita, com a vitória no Campeonato e na Taça e a chegada às meias-finais da Taça das Taças. Bastos jogou 31 jogos em todas as competições, sendo titular por exemplo na vitória frente ao FC Porto que embalou o Sporting para o título. Nesse dia, Mário Lino alinhou com: Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e Carlos Pereira; Nelson, Vagner Canotilho e Baltasar (Dé, 72m); Marinho (Chico Faria, 71m), Yazalde e Dinis. Os golos foram marcados por Dinis aos 5m e 19m.



Pelo contrário, a época seguinte não foi tão boa. Bastos jogou num total de 32 jogos. Destaque-se, nesse ano, a vitória por 7-0 frente ao Olhanense, com golos de Yazalde aos 1m, 23m, 40m, 77m e 83m e de Nelson aos 18m e 56m. Fernando Riera colocou a seguinte equipa em campo: Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e Carlos Pereira; Nelson, Vagner Canotilho e Fraguito (Paulo Rocha, 70m); Marinho (Garcês, 78m), Yazalde e Dinis. Saiu para Espanha para passar 3 épocas no Saragoça até regressar em 1978 ao Sporting, o seu clube de sempre. Estreou-se a titular na 4ª jornada, frente ao Estoril (1-1, com golo de Jordão aos 90m), a defesa direito. A equipa desse dia foi a seguinte: Botelho; Bastos (Murça, 56m), Meneses, Laranjeira e Inácio; Mota (Cerdeira, 72m), Zezinho, Zandonaide e Vítor Fernandes; Manuel Fernandes e Jordão.
Fez um total de 22 jogos em todas as competições.



Na época seguinte, voltou a ser campeão com Rodrigues Dias e Fernando Mendes como treinador. Jogou em todas as competições um total de 36 jogos e marcou o seu único golo com a camisola do Sporting. Foi na 4ª jornada do Campeonato, na vitória por 3-0 frente ao Varzim. Inaugurou o marcador aos 55m, para Manoel ampliar a vantagem aos 77m e 80m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Vaz; José Eduardo (Carlos Freire, 43m), Bastos, Eurico e Barão: Helinho, Fraguito e Meneses; Manuel Fernandes, Manoel (Nicolau, 80m) e Jordão.
Em 1980/81, jogou 22 jogos, entrando na fase descendente da sua carreira.



Na época de 1981/82, jogou muito pouco (apenas 7 jogos em todas as competições), sendo que o treinador Malcolm Allison, utilizou-o mais na parte final da temporada para beneficiar a equipa com a sua experiência. O Sporting acabou por ser campeão e vencer a Taça de Portugal com Bastos a alinhar na final frente ao Braga (4-0, com golos de Oliveira aos 37m e 86m, Manuel Fernandes aos 67m e Jordão aos 71m). Nesse dia, o Sporting alinhou com: Meszaros; Ademar, Bastos, Zezinho e Inácio; Marinho (Nogueira, 56m), Virgílio (Meneses, 79m) e Lito; Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão.
A sua última época ao mais alto nível foi a de 1982/83, onde apenas jogou 3 jogos do Campeonato, por estar tapado pelo então jovem Pedro Venâncio. O seu último jogo foi na 16ª jornada frente ao Marítimo (1-1, com golo de Jordão aos 90m). O Sporting alinhou com: Meszaros; Virgílio, Venâncio (Bukovac, 45m), Bastos e Mário Jorge; Marinho (Kostov, 76m), Festas e Carlos Xavier; Oliveira, Jordão e Manuel Fernandes. Nesse ano, conquistou a Supertaça.
Depois foi treinador, subindo o Alverca à II Divisão de Honra em 1994/95, sendo treinador adjunto de Inácio, Boloni e Fernando Santos, conquistando mais 2 Campeonatos, 2 Taças e 2 Supertaças. Faleceu em 2006, quando era responsável do departamento de scouting do Sporting. Paz à alma dum grande sportinguista!


Carreira

1968/69: Sporting

1969/70: Farense

1970/71: Farense

1971/72: Farense

1972/73: Sporting

1973/74: Sporting

1974/75: Sporting

1975/76: Saragoça

1976/77: Saragoça

1977/78: Saragoça

1978/79: Sporting

1979/80: Sporting

1980/81: Sporting

1981/82: Sporting

1982/83: Sporting

Carreira no Sporting*

1968/69: 3;- / 1;- / -;-

1972/73: 13;- / 3;- / 2;-

1973/74: 22;- / 5;- / 4;-

1974/75: 25;- / 5;- /2;-

1978/79: 16;- / 5;- / 1;-

1979/80: 27;1 / 5;- / 4;-

1980/81: 21;- / -;- / 1;-

1981/82: 5;- / 2;- / -;-

1982/83: 3;- / 1;- / 1;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

domingo, 30 de agosto de 2009

Nº43: Emmanuel Amunike


  • Emmanuel Amunike.
  • Extremo Esquerdo/Avançado.
  • Nasceu a 25 de Dezembro de 1970 em Eze Obodo (Nigéria).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • 40 Internacionalizações pela Nigéria com 8 golos marcados.

Quem não se lembra do pequeno Amunike (ou Amuneke como até é mais correcto, mas tratemo-lo pelo nome com que ficou mais conhecido) no flanco esquerdo ou a fazer os seus lançamentos longos para a área? Este extremo esquerdo que podia jogar também a avançado, esteve no Sporting durante duas épocas e meia, deixando muitas saudades aos adeptos. Era um jogador muito rápido, possuidor de uma excelente técnica e de um potente remate que praticamente acabou a sua carreira depois de ter saído do Sporting, sendo vítima de muitas lesões. Os seus irmãos mais novos também são jogadores de futebol, tendo ambos passado por Portugal. De facto, Kevin joga no Nacional depois de ter estado no V. Setúbal e Kingsley jogou no Fornos de Algodres e no Mangualde.



Começou a sua carreira no Concord, passando em 1990 para o Julius Berger, onde ficou até ao ano seguinte, transferindo-se para o Zamalek do Egipto.
Aqui foi onde começou a jogar todo o seu futebol. Na primeira época jogou em 27 jogos, marcando 4 golos. Na época seguinte, estreou-se pela selecção numa época em que marcou 9 golos em 24 jogos disputados.A sua última época no Egipto foi em 1993/94 onde fez 20 jogos e marcou 13 golos, sendo convocado para o Mundial. Aqui foi uma das estrelas da Nigéria, jogando em todos os 4 jogos (foram eliminados, após prolongamento, pela Itália, nos oitavos de final, e marcou 2 golos. Um contra a Bulgária na fase de grupos e o outro contra a Itália. Captou logo o interesse do Sporting e Sousa Cintra teve que mover mundos para ir buscá-lo ao Egipto. A história conta-se da seguinte maneira: soube-se do interesse de um clube alemão e Sousa Cintra decidiu que tinha que ir buscar Amunike ao Egipto, conseguindo um passaporte depois das instâncias competentes já terem fechado. Chegado ao Egipto, com o intérprete, reuniu-se com os dirigentes do Zamalek. Metade destes queria o acordo com o clube alemão, houve facas à mostra, mas Sousa Cintra acabou por sair com o contrato assinado. No aeroporto, dirigentes do clube alemão ainda tentaram raptar Amunike, mas sem sucesso e este tornou-me mesmo jogador do Sporting de Carlos Queiroz.



Fez a sua estreia apenas na 9ª jornada na vitória frente ao Beira-Mar por 2-0 com golos de Juskowiak aos 8m e Pedro Miguel na própria baliza aos 89m. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Costinha; Nelson, Marco Aurélio, Naybet e Vujacic; Figo, Peixe, Balakov (Carlos Xavier) e Amunike; Sá Pinto (Chiquinho Conde) e Juskowiak. Marcou o seu primeiro golo com a camisola leonina na 13ª jornada e logo o golo da vitória frente ao Benfica, aos 56m desse jogo. Para a história fica o onze escalonado por Queiroz: Costinha; Nelson, Marco Aurélio, Naybet e Vujacic; Figo, Peixe, Carlos Xavier (Filipe, 45m), Balakov (Sá Pinto, 73m) e Amunike; Juskowiak.Ao todo marcou 8 golos nos 24 jogos que disputou em todas as competições, vencendo a Taça de Portugal.



Equipa do Sporting em 1995/96.
Em cima, da esquerda para a direita: Ouattara, Vidigal, Pedro Barbosa, Naybet, Costinha e Marco Aurélio.
Em baixo, pela mesma ordem: Amunike, Pedro Martins, Assis, Nelson e Oceano.

Na época seguinte, venceu a Supertaça e foi determinante ao longo da época com um total de 31 jogos disputados em todas as competições e 9 golos marcados. O seu primeiro jogo do Campeonato foi a derrota na 1ª jornada nas Antas por 2-1, com o golo do Sporting a ser marcado por Ouattara aos 24m, sendo expulso aos 48m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Costinha; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Pedro Barbosa (Chiquinho Conde, 61m), Oceano, Carlos Xavier (Vidigal, 31m), Assis e Amunike; Ouattara (Paulo Alves, 68m). Os seus primeiros golos surgiram na vitória por 7-1 frente ao Campomaiorense, na 4ª jornada, aos 35m e 81m. Os restantes foram marcados por Oceano aos 44m e 66m, Pedro Barbosa aos 47m, Sá Pinto aos 77m e Paulo Alves aos 88m.
A época de 1996/97 foi a sua última no Sporting, ficando apenas até Dezembro. Jogou um total de 12 jogos com 4 golos marcados. No Campeonato, marcou 3 golos, frente ao Rio Ave, Leça e Gil Vicente. Na Taça marcou no seu último jogo com a camisola do Sporting, frente ao Rio Ave (4-1 após prolongamento, com golos de Iordanov aos 2m, Amunike aos 102m e Paulo Alves aos 107m e 110m). O Sporting de Octávio Machado alinhou com: De Wilde; Luís Miguel, Beto, Marco Aurélio e Balajic; Pedro Barbosa (Paulo Alves, 84m), Oceano, Hadji (Afonso Martins, 66m), Pedro Martins e Amunike (Dominguez, 103m); Iordanov.Em Dezembro, foi contratado pelo Barcelona a troco de 3,7 milhões de dólares, mas começou a lesionar-se com mais frequência, podendo jogar apenas no final da época. Ainda fez 19 jogos e marcou 1 golo, mas nas 3 épocas seguintes ficou em branco.



Em 2000/01 foi emprestado ao Albacete por 2 épocas. Na primeira, marcou 1 golo e 11 jogos e na segunda apenas fez 6 jogos.Saiu para a Coreia do Sul onde jogou nos Busan Icons, antes de acabar a carreira em 2004 no Al-Wahdat dos Emiratos Árabes Unidos. Em 2008/09, depois de ter estado em cursos de treinador na Europa assumiu o comando do Julius Berger, saindo no final da época.


Carreira

1989: Concord

1990: Julius Berger

1991/92: Julius Berger
Zamalek

1992/93: Zamalek

1993/94: Zamalek

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting
Barcelona

1997/98: Barcelona

1998/99: Barcelona

1999/00: Barcelona

2000/01: Albacete

2001/02: Albacete
Busan Icons

2002/03: Busan Icons
Al-Wahdat

Carreira no Sporting*

1994/95: 21;7 / 3;1 / -;-

1995/96: 23;7 / 5;2 / 3;-

1996/97: 8;3 / 1;1 / 3;-
(Até Dezembro)

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nº42:Walter Machado da Silva Filho, “Valtinho”



  • Walter Machado da Silva Filho, "Valtinho".
  • Médio Centro/Defesa Direito/Esquerdo.
  • Nasceu a 5 de Fevereiro de 1967 em Ribeirão Preto (Brasil).
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.


Valtinho, o rei dos cartões, foi um médio brasileiro que passou uma época no Sporting, no meio das suas muitas épocas em Portugal. Também jogava a lateral esquerdo ou direito, conforme era preciso, ficando marcado pelo seu estilo raçudo e agressivo com que encarava cada lance, sendo que era muitas vezes admoestado com cartões de ambas as cores devido a esse mesmo estilo. Possuía um forte pontapé que o fazia marcar alguns golos em remates de longe. Dizer que há alguma ignorância acerca de alguns clubes por onde passou.

Alto e forte (1.90m e 90kg), chegou a Portugal para jogar no Sporting Braga com apenas 19 anos. A primeira época foi de adaptação e apenas jogou em 6 jogos.
A época seguinte já foi de afirmação, com Manuel José a dar-lhe oportunidades de jogo em 21 jogos, tendo Valtinho marcado 1 golo no 11º lugar da equipa no Campeonato. Em 1988/89, o Braga de Vítor Manuel ficou em 7º lugar com um Valtinho de alto nível a marcar 4 golos em 27 jogos. Daí a ser contratado para o Sporting de Manuel José foi apenas um passo.

Equipa do Sporting em 1989/90 (jogo da 1ª jornada).
Em cima da esquerda para a direita: Venâncio, João Luís, Valtinho, Miguel, Douglas e Ivkovic.
Em baixo pela mesma ordem: Marlon, Gomes, Paulinho Cascavel, Carlos Xavier e Carlos Manuel.


Começou a época a titular e a todo o gás com 2 golos nos primeiros dois jogos. Fez a sua estreia na 1ª jornada na vitória sobre o V. Guimarães por 3-2 com golos de Paulinho Cascavel aos 43m, Valtinho aos 68m e Douglas aos 88m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Ivkovic; João Luís, Miguel, Venâncio e Valtinho; Carlos Manuel (José Lima, 78m), Carlos Xavier, Douglas e Marlon; Paulinho Cascavel e Fernando Gomes (Ali Hassan, 89m).
Na jornada seguinte, marcou o golo da vitória em Aveiro aos 26m. Marcaria o seu último golo pelo Sporting na vitória por 2-1 nos Barreiros aos 32m depois do golo de Gomes aos 15m. O Sporting alinhou nesse dia com: Ivkovic; Oceano, Luisinho, Venâncio e Leal; Marinho (Carlos Xavier, 77m), Valtinho, Carlos Manuel, Douglas e Marlon; Gomes (Cadete, 86m).
O seu último jogo pelo Sporting foi na 27ª jornada, depois de algumas lesões, frente ao Braga no empate (1-1) com golo de Carlos Xavier aos 29m. A equipa do Sporting escalonada por Raúl Águas foi a seguinte: Vital; João Luís, Luisinho, Venâncio e Paulo Torres; Douglas, Oceano, Carlos Xavier (Valtinho, 80m) e Marlon; Cadete (Paulinho Cascavel, 74m) e Gomes.
Saiu no final da época para voltar a Braga com Raúl Águas, mas apenas jogou em 11 jogos. Em 1991/92, foi para o Penafiel. A equipa desceu de divisão, mas isso não impediu uma excelente época de Valtinho com 6 golos em 24 jogos disputados. Ficou na principal divisão do futebol português para jogar no Paços de Ferreira e marcar 2 golos em 21 jogos. Nesses 21 jogos recebeu 19 cartões amarelos e 2 vermelhos.

Regressou ao Brasil, desconhecendo-se os clubes voltando a Portugal para jogar na Divisão de Honra ao serviço do U. Madeira. Muito pesado jogou apenas em 7 jogos, marcando 1 golo. Voltou ao Brasil e só se conhece a estada em 1999 no Vitória Espírito Santo.

Carreira

1986/87: Sp. Braga

1987/88: Sp. Braga

1988/89: Sp. Braga

1989/90: Sporting

1990/91: Sp. Braga

1991/92: Penafiel

1992/93: Paços Ferreira

1996/97: U. Madeira

1999: Vitória Espírito Santo

Carreira no Sporting*

1989/90: 14;3 / 1;- / 2;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Nº41: Francisco Queriol Conde Júnior, "Chiquinho Conde"




  • Francisco Queriol Conde Júnior, “Chiquinho Conde”.
  • Avançado.
  • Nasceu a 22 de Novembro de 1965 na Beira (Moçambique).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • Internacional por Moçambique.


Chiquinho Conde foi um avançado moçambicano que fez a sua carreira em Portugal, tornando-se um ídolo no Vitória de Setúbal, o que o fez chegar a Alvalade, sendo que não revelou todo o seu dote goleador tornando-se mais um flop das nossas linhas avançadas dos anos 90.








Começou a sua carreira em Moçambique ao serviço do Maxaquene, antigo Sporting de Lourenço Marques e aí ganhou o passaporte para Portugal. Chegou ao Belenenses na época de 1987/88 para jogar 21 jogos e marcar 8 golos no excelente 3º lugar da turma do Restelo no Campeonato Nacional.
Na época seguinte, o Belenenses ficou em 6º lugar e Chiquinho jogou em 30 partidas, marcando 6 golos. A época de 1989/90 ficou marcada por novo 6º lugar da equipa de Belém, com o jogador moçambicano a marcar 11 golos em 33 jogos. Finalmente, em 1990/91, encerrou a sua primeira passagem pelo Belenenses com 4 golos em 31 jogos, num campeonato em que a equipa desceu de divisão.Em 1991, foi para Braga participar em 22 jogos e marcar 3 golos no 11º lugar da equipa. Foi dispensado rumo a Setúbal para fazer dupla mortífera com Yekini na Divisão de Honra. Chiquinho marcou 12 golos em 28 jogos e Yekini marcou 34 golos em 32 jogos. Na época seguinte, a equipa conseguiu um excelente 6º lugar na divisão principal sob o comando de Raul Águas, com a dupla africana novamente em grande forma. Yekini foi o melhor marcador com 21 golos em 28 jogos e Chiquinho conseguiu a excelente marca de 15 golos em 30 jogos. Esta época valeu a transferência de Yekini para o Olympiacos e de Chiquinho Conde para o Sporting de Carlos Queiroz.






Estreou-se a titular na 1ª jornada do Campeonato em que o Sporting visitou o sempre difícil S. Luís em Faro e venceu por 2-0 com golos de Juskowiak aos 32m e de Sá Pinto aos 75m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nelson, Marco Aurélio, Naybet e Vujacic; Oceano, Valckx e Balakov (Filipe, 84m); Sá Pinto, Chiquinho Conde (Carlos Xavier, 65m) e Juskowiak
O seu primeiro golo ocorreu na jornada seguinte, na vitória do Sporting por 2-1 frente ao Belenenses, com golos de Figo aos 60m e de Chiquinho aos 80m. Marcou mais 2 golos nessa época: na 5ª jornada frente ao Boavista (2-2) e na 24ª jornada frente ao Tirsense (1-1). Ao todo foram 3 golos em 23 jogos.
Na época seguinte, apenas 4 jogos no Campeonato e apenas 1 a titular. Foi na 12ª jornada na vitória por 6-2 frente ao E. Amadora, com golos de Oceano aos 7m, Pedro Barbosa aos 14m, Amunike aos 44m, Sá Pinto aos 52m e 88m e de Pedro Martins aos 84m. O Sporting alinhou com: Costinha; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Nuno Valente; Pedro Barbosa, Oceano (Pedro Martins, 43m) e Dominguez (Vidigal, 73m); Sá Pinto, Chiquinho Conde (Dani, 77m) e Amunike.
O seu último jogo pelo Sporting foi na jornada seguinte, na vitória por 1-0 no Restelo com golo de Sá Pinto aos 60m. O Sporting alinhou com: Costinha; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic (Vidigal, 75m); Sá Pinto, Pedro Martins, Carlos Xavier, Amunike e Dominguez (Chiquinho Conde, 89m); Paulo Alves.
No mercado de Inverno saiu rumo ao Belenenses por empréstimo para fazer apenas 4 jogos sem qualquer golo marcado.







Na época de 1996/97, o Vitória de Setúbal tentou reeditar a dupla Yekini/Chiquinho Conde, mas sem grandes resultados, com Yekini a não estar em forma. Acabou por ser uma dupla Chiquinho Conde/Ayew, onde o moçambicano fez 7 golos em 20 jogos. Foi para o New England e na época seguinte, mudou-se para os Tampa Bay, voltando a Portugal, novamente para Setúbal a tempo de fazer 17 jogos e marcar 6 golos.
Em 1998/99, o Vitória apurou-se para as competições europeias, com um Chiquinho Conde em grande forma, a marcar 14 golos em 28 jogos.





A época de 1999/00, foi a última em Setúbal com 7 golos marcados em 30 jogos. A nível colectivo, as coisas não correram bem com a turma vitoriana a descer novamente de divisão.Mudou-se para o Alverca para apenas marcar 1 golos em 16 jogos realizados, antes de ir para a Divisão de Honra representar o Portimonense, marcando 2 golos em 33 jogos realizados. Em 2002/03, foi para o Imortal antes de encerrar a carreira duas épocas depois ao serviço do Montijo na 3ª Divisão Nacional. Tirou o curso de treinador e estagiou em Madrid e Manchester, antes de assumir o cargo de treinador do Maxaquene, seu primeiro clube.




Carreira

1986/87: Maxaquene

1987/88: Belenenses

1988/89: Belenenses

1989/90: Belenenses

1990/91: Belenenses

1991/92: Sp. Braga

1992/93: V. Setúbal

1993/94: V. Setúbal

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting
Belenenses

1996/97: V. Setúbal
New England

1997/98: Tampa Bay
V. Setúbal

1998/99: V. Setúbal

1999/00: V. Setúbal

2000/01: Alverca

2001/02: Portimonense

2002/03: Imortal

2003/04: Imortal

2004/05: Montijo

Carreira no Sporting*

1994/95: 23;3 / 3;- / -;-

1995/96: 4;- / 1;- / -;-
(Até Dezembro)

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nº40: Maurício Fábio Hanuch


  • Maurício Fábio Hanuch.
  • Extremo Direito.
  • Nasceu a 16 de Novembro de 1976 em Ciudad Evita (Argentina).
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (1999/00).

Maurício Hanuch, o Turco, foi um promissor extremo direito argentino que passou pelo Sporting sem, contudo, vingar. Um flop, numa época memorável, não fosse a época de 1999/00 a do regresso do Sporting ao título de campeão nacional que escapava há 18 anos. Apenas jogou uma época no Sporting, sendo emprestado no que restou do contrato. Hoje, continua a jogar no seu país natal, sem atingir o fulgor da sua juventude.


Começou a jogar no Platense, progredindo rapidamente até à primeira equipa com apenas 17 anos. Até aos 19 apenas jogou em 11 jogos, marcando 1 golo. Depois, na época 1996/97 começou a explodir fazendo já 14 jogos. Na época seguinte, marcou 9 golos em 29 jogos o que lhe valeu uma transferência para o Independiente.
Nesse clube marcou 3 golos em 34 jogos e cimentou o seu estatuto no futebol argentino. Chegados ao defeso da época 1999/00, os jornais noticiavam uma luta entre Sporting e Benfica por Hanuch.
Chegou a ser dado como certo no Benfica de Juup Heynckes, mas à última hora foi apresentado pelo Sporting, sendo reforço para a nova época juntamente com Schmeichel, Toñito, De Franceschi e Ayew.
Estreou-se na 1ª jornada, como suplente utilizado, no empate a 2 em casa do Santa Clara. Entrou aos 61m para o lugar de Quim Berto, para 3 minutos depois dar o golo a Acosta. Como titular, apenas fez 3 jogos, o primeiro dos quais já com Augusto Inácio a treinador, na 6ª jornada, em Alvalade, frente ao Boavista. O Sporting venceu por 2-0 com golos de Delfim aos 36m e Acosta aos 87m e alinhou da seguinte maneira: Schmeichel; Saber, Vidigal, Quiroga e Rui Jorge; Hanuch (De Franceschi, 75m), Delfim, Duscher e Pedro Barbosa; Edmilson (Iordanov, 60m) e Acosta (Ayew, 89m).O seu último jogo com a camisola do Sporting foi na 17ª jornada na vitória caseira frente ao Salgueiros por 2-0, com golos de Acosta aos 34m e 52m. O Sporting alinhou com: Schmeichel; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Pedro Barbosa (Hanuch, 71m), Vidigal, Delfim e De Franceschi (Iordanov, 76m); Mbo Mpenza (Toñito, 71m) e Acosta. Após este jogo não mais voltou a ser opção ora por culpa de arreliadoras lesões ora por mera opção técnica, mas sagrou-se campeão nacional à semelhança da equipa.




Em 2000/01, foi emprestado aos Estudiantes, fazendo apenas 12 jogos, para na época seguinte regressar a Portugal para ser emprestado ao Santa Clara. Nos Açores, raramente foi opção por culpa de lesões musculares, disputando ainda 9 jogos com 1 golo marcado. No último ano do contrato voltou a ser emprestado ao Badajoz, onde pouco jogou.




Acabando contrato com o Sporting, regressou ao país natal para disputar 26 jogos e marcar 2 golos pelo Olimpo. Na época seguinte, passou por dois clubes. No Talleres marcou 1 golo em 9 jogos e no Defensores Belgrano fez apenas 11 jogos.
Em 2006, teve uma experiência no Brasil com apenas 3 jogos no Rio Branco, para logo em seguida, regressar à Argentina para fazer 14 jogos pelo Nueva Chicago.Na época de 2007/08, no mesmo clube, fez apenas 11 jogos, para ter uma experiência na Albânia, de apenas 4 jogos pelo Dínamo Tirana. Agora, encontra-se no Platense, o seu primeiro clube, onde fez 20 jogos e marcou 1 golo.





Carreira

1993/94: Platense

1994/95: Platense

1995/96: Platense

1996/97: Platense

1997/98: Platense

1998/99: Independiente

1999/00: Sporting

2000/01: Estudiantes

2001/02: Santa Clara

2002/03: Badajoz

2003/04: Olimpo

2004/05: Talleres
Defensores Belgrano

2005/06: Rio Branco

2006/07: Nueva Chicago

2007/08: Nueva Chicago
Dinamo Tirana

2008/09: Platense

Carreira no Sporting*

1999/00: 11;- / 2;- / 2;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop