
- Paulo Silas do Prado Pereira.
- Médio Centro/ Nº10.
- Nasceu a 27 de Agosto de 1965 em Campinas (Brasil).
- Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
- 38 Internacionalizações pelo Brasil com 1 golo marcado.
Paulo Silas, foi um internacional brasileiro que passou pelo Sporting e por cá ficou durante 2 épocas cotando-se como um dos melhores jogadores dessa altura. Era considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro, estando presente em 2 Mundiais e sendo inclusive o melhor jogador do Mundial sub-20 de 1985. Chegou ao Sporting como uma das “unhas” de Jorge Gonçalves e pode-se dizer que valeu bem a pena o investimento.

Nasceu em Campinas e começou a sua carreira como profissional no São Paulo em 1985. Antes disso, fez parte da selecção de sub-20 que venceu o Mundial da categoria, na União Soviética, jogando em todos os jogos e vencendo o prémio de melhor jogador da competição. No São Paulo estreou-se na época seguinte, ficando por lá três épocas, nas quais disputou 98 jogos, marcando 20 golos e vencendo dois estaduais e um Brasileirão. Era por esta altura a maior promessa brasileira estreando-se na selecção principal, pela mão de Telé Santana, com 20 anos, no dia 16 de Março de 1986, no amigável frente à Hungria (0-3). Nesse dia, o Brasil alinhou com: Emerson Leão; Edson, Óscar, Mozer e Dida; Elzo, Silas, Alemão e Renato Gaúcho; Casagrande e Sidney (Muller 65m).
Foi convocado para o Mundial de 86, no qual o Brasil chegou aos quartos de final, mas apenas foi suplente utilizado no jogo dos oitavos e no dos quartos. No ano seguinte foi convocado por Carlos Alberto Silva para integrar a selecção que jogou a Copa América, jogando apenas contra a Venezuela.
Em 1988, saia da presidência do Sporting Amado de Freitas para entrar o popular bigodes, Jorge Gonçalves que trouxe para o Sporting nomes sonantes: o guarda-redes Rodolfo Rodríguez, os jogadores de campo Miguel Marques, Carlos Manuel, Rui Maside, Forbs, Eskilsson, Douglas e Silas e o treinador uruguaio Pedro Rocha. A época foi muito atribulada do ponto de vista financeiro e administrativo e dos reforços apenas confirmaram as expectativas Carlos Manuel, Douglas e Silas, que foi o segundo melhor marcador da equipa atrás de Paulinho Cascavel.

Silas estreou-se com um golo, logo na primeira jornada do Campeonato Nacional, no dia 21 de Agosto de 1988, na vitória em Matosinhos sobre o Leixões por 2-0. Silas marcou aos 20m e Carlos Xavier fechou a contagem aos 90m. A equipa que alinhou foi a seguinte: Rodolfo Rodríguez; João Luís Barbosa, Miguel Marques, Morato e Fernando Mendes; Oceano, Silas, Carlos Manuel e Carlos Xavier; José Lima (Mário Jorge 58m) e Paulinho Cascavel. Ao longo da época, Paulo Silas foi confirmando o enorme jogador que era ao arrancar grandes exibições coroadas com golos. Nessa época foram 11 os golos apontados, sendo que 8 deles foram no Campeonato, 2 na Taça e 1 na Europa. Aliás, na Europa, Silas iria fazer enormes exibições na recepção ao Ajax (4-2), na visita ao mesmo Ajax (2-1, com golos de Silas e Rui Maside) e na recepção à Real Sociedad (1-2, com Silas a ser o melhor do Sporting). Em Fevereiro, troca de treinador, saiu Pedro Rocha para regressar Manuel José, ficando Vítor Damas a trabalhar interinamente com a equipa. No final da época, 4º lugar no Campeonato. Nesse ano de 1989 esteve presente na Copa América ganha pelo Brasil e alinhou em 4 jogos. No dia 20 de Agosto de 1989, num jogo frente à Venezuela a contar para o apuramento para o Mundial, Silas marcou o seu único golo pela selecção brasileira. O treinador Lazaroni fez alinhar a seguinte equipa: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Branco, Dunga (Alemão 67m), Valdo (Titã 73m) e Silas; Bebeto e Careca. O Brasil venceu por 6-0 com um poker de Careca, 1 golo de Silas e 1 auto golo de Acosta. De referir que Ricardo Rocha ainda jogou pelo Sporting em 1988.

Na época seguinte, saiu Jorge Gonçalves para entrar um novo presidente: Sousa Cintra. Silas lesionou-se e só pôde dar o contributo à equipa a partir de Janeiro, já com o treinador Raul Águas. Ainda disputou 12 jogos no Campeonato, marcando 3 golos. A sua estreia na nova época ocorreu apenas a 30 de Dezembro de 1989, na vitória caseira frente ao União da Madeira (2-0). A equipa foi a seguinte: Ivkovic; João Luís Barbosa, Luisinho e Venâncio; Oceano, Carlos Manuel, Silas, Douglas e Marlon Brandão (Carlos Xavier 60m); Fernando Gomes e Jorge Cadete (Paulinho Cascavel 66m). Os golos foram marcados por Douglas aos 26m e 65m.Como já foi dito, marcou 3 golos ao longo da sua participação na prova. Foram eles: a 20 de Janeiro de 1990, na visita ao terreno do V. Setúbal (1-1), aos 44m; aos 79m, no dia 10 de Fevereiro, na recepção ao Beira-Mar (2-0), com o outro golo a ser apontado por Cadete aos 44m; a 25 de Março na derrota por 2-1 na Luz, aos 85m. No final da época, terceiro lugar da geral para o Sporting.
Nesse Verão, foi convocado por Sebastião Lazaroni para o Mundial de Itália, no qual o Brasil não passou dos oitavos de final. Silas foi suplente em todos os jogos e utilizado em 3 deles.
Em 1990, saiu do Sporting para o Central Español e marcou 3 golos em 2 jogos antes de voltar à Europa para jogar no Cesena, onde marcou 3 golos em 26 jogos não conseguindo evitar a despromoção da equipa. Na época seguinte rumou à Sampdoria para marcar 3 golos em 31 jogos e ajudar a equipa a ficar no 6º lugar da Liga Italiana. No final da época voltou ao Brasil para jogar pelo Internacional e ganhar o estadual de Rio Grande do Sul e a Taça Brasileira.
De seguida foi para o Vasco da Gama e ganhou o estadual do Rio de Janeiro, antes de ir jogar 1 mês no Japão no Kashiwa Reysol.

Em 1995, foi para a Argentina e tornou-se o ídolo dos adeptos do San Lorenzo, ganhando o Campeonato Argentino de 1995. É mesmo considerado o melhor número 10 que por lá passou, disputando 95 jogos com 24 golos marcados e deixando muitas saudades aos adeptos.
Em 1997, volta ao clube do coração, o São Paulo para jogar pouco, mas mesmo assim vencer o estadual de São Paulo. Ruma novamente ao Japão para jogar no Kyoto Sanga durante 2 épocas e marcar 11 golos em 56 jogos. Em 2000 regressa ao Brasil para jogar no Atlético Paranaense e com 20 jogos disputados sagra-se campeão do Estado do Paraná. Foi o seu último título. A partir daqui passou sem sucesso por Rio Branco, Ituano, América Mineiro, Portuguesa e Inter Limeira até se retirar em 2004. Enveredou pela carreira de treinador e treinou em primeiro lugar o Fortaleza, para actualmente treinar o Avaí, com o qual já leva 40 jogos, com 22 vitórias, 13 empates, 5 derrotas, 83 golos marcados e 32 sofridos.

Carreira
1985/86: São Paulo
1986/87: São Paulo
1987/88: São Paulo
1988/89: Sporting
1989/90: Sporting
1990/91: Central Español
Cesena
1991/92: Sampdoria
1992/93: Internacional
1993/94: Vasco da Gama
1995/96: Kashiwa Reysol
San Lorenzo
1996/97: San Lorenzo
1997/98: São Paulo
1998/99: Kyoto Sanga
1999/00: Kyoto Sanga
Atlético Paranaense
2001: Rio Branco
Ituano
2002: América
Portuguesa
2003: Inter Limeira
2004: Inter Limeira
Carreira no Sporting*
1988/89: 33 8 / 3 2 / 4 1
1989/90: 12 3 / - - / - -
*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)
Avaliação: Craque


Plantel 1997/98, com Nuno Valente a figurar na fila de cima, 3º a contar da esquerda.





A sua estreia com a camisola leonina aconteceu, da melhor maneira, na 5ª Eliminatória da Taça de Portugal, em Alvalade frente à União de Leiria. César Prates foi titular e marcou o único golo do desafio aos 45m. A equipa que alinhou nesse dia foi: Nelson; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Vidigal, Toñito, Afonso Martins (Delfim, 46m) e Mbo Mpenza (Bino, 84m); Ayew e Acosta (Iordanov, 73m). No Campeonato estreou-se à 17ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Salgueiros. No final da época, César Prates seria campeão nacional pelo Sporting, pondo fim a um jejum que durava há 18 anos. O jogo do título foi em Vidal Pinheiro frente ao Salgueiros, vencendo o Sporting por 4-0, ficando César Prates de fora por lesão. Ainda nesse ano, marcaria no Campeonato, no dia 10 de Março, em Braga na vitória por 2-0, aos 88m, depois do golo de Ayew aos 76m.
Equipa do Sporting em 2001/02. Em cima, da esquerda para a direita: Nelson, Niculae, André Cruz, Dimas, Beto e Paulo Bento. Em baixo, pela mesma ordem: Rui Bento, Horváth, Sá Pinto, João Pinto e César Prates.
Carreira
No Paços Ferreira 1994/95, na fila de cima é o 6º a contar da esquerda.









Regressado ao PSV entrou logo para o onze, ao lado de Numan, numa época em que por lá pontificava Ronaldo. O PSV não passou do 3º lugar da classificação atrás de Ajax e Roda, apesar da ajuda de Valckx que realizou 27 jogos e marcou 3 golos.





