
- Hugo Cardoso Porfírio.
- Extremo / Avançado.
- Nasceu a 28 de Setembro de 1973 em Lisboa.
- Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
- 3 Internacionalizações por Portugal.
O Porfírio foi uma das maiores esperanças que saíram das camadas jovens do Sporting, sendo o jogador perfeito para colocar o rótulo de promessa eternamente adiada. De facto, apesar de ter chegado a internacional e de ter representado clubes de renome nunca confirmou as expectativas que criou à sua volta quando ainda era júnior do Sporting. Retirou-se no final da época passada depois de ter andado esquecido pelas divisões inferiores.

Sempre foi um jogador rápido e que se destacava pelo seu pé esquerdo fantástico, com uma técnica acima da média, pelo que foi sem surpresa que na época de 1992/93 começou a ser chamado por Bobby Robson para treinar com a equipa principal depois de se destacar nos juniores. Chegou mesmo a participar em 2 jogos, contabilizando apenas 53m nessa época. A sua estreia deu-se a 8 de Maio de 1993 na 30ª jornada do Campeonato no jogo em que o Sporting recebeu e venceu o Beira-Mar por 3-1, com golos de Juskowiak aos 52m e 83m e de Cherbakov aos 62m, quando entrou aos 85m para o lugar de Balakov. Na última jornada do Campeonato estreou-se a titular jogando os primeiros 45m do jogo, em Alvalade, frente ao Paços Ferreira. Foi no dia 6 de Junho de 1993 e o Sporting venceu por 3-1 com golos de Iordanov aos 66m, Capucho aos 82m e Cadete aos 89m. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Rogério Peres; Nelson, Peixe, Carlos Jorge e Paulo Torres; Capucho, Figo (Iordanov, 57m), Filipe e Porfírio (Balakov, 45m); Cadete e Juskowiak. No final da época iria participar no Mundial de Juniores da Austrália onde jogou 2 jogos.
Na época seguinte, Porfírio jogou um pouco mais ao disputar 9 jogos para o Campeonato e 4 para a Taça com 1 golo marcado. Esse golo aconteceu no dia 15 de Fevereiro de 1994 em jogo a contar para os quartos de final da Taça, em Alvalade, frente ao Trofense (3-1). Sob arbitragem de Fortunato Azevedo, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nelson, Peixe, Valckx e Paulo Torres; Capucho, Poejo (Iordanov, 45m), Paulo Sousa e Pacheco (Porfírio, 68m); Cadete e Juskowiak. Os golos foram apontados por Capucho aos 29m, Iordanov aos 52m e Porfírio aos 88m.

Era preciso ganhar maturidade e experiência, pelo que Porfírio foi emprestado pelo Sporting na época de 1994/95 ao Tirsense. A equipa de Eurico Gomes atingiu um impressionante 8º lugar tendo em conta que tinham acabado de subir de divisão e Porfírio disputou 19 jogos, pelo que na época seguinte foi novamente emprestado, desta feita ao U. Leiria. Pode-se dizer que explodiu como era previsto ao disputar 28 jogos e marcar 8 golos no 7º lugar da equipa. Chega à selecção nacional pela mão de António Oliveira num jogo frente à Irlanda em Dublin, na vitória de Portugal por 1-0. Foi convocado para o Europeu de Inglaterra onde apenas jogou os 15 minutos finais do jogo da fase de grupos frente à Turquia, sendo que a sua última internacionalização data de 9 de Novembro desse ano, na vitória caseira de Portugal por 1-0 frente à Ucrânia já com Artur Jorge ao leme da equipa das quinas. Voltando ao Verão de 1996, Porfírio foi uma das figuras da selecção portuguesa que conseguiu um inédito 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta, sob o comando de Nelo Vingada.

Regressou a Alvalade como grande esperança, mas não passou disso mesmo ao apenas ter jogado por 2 vezes com Robert Waseige. Foi na 1ª jornada do Campeonato, na vitória em Espinho por 3-1, quando entrou aos 69m para o lugar de Missé-Missé e na 1ª mão da 1ª Eliminatória da Taça UEFA em Montpellier (1-1) quando entrou aos 70m para o lugar de Dominguez. Foi emprestado no mercado de Inverno ao West Ham, onde marcou 2 golos em 23 jogos no 15º lugar da sua equipa no Campeonato.
Já com o rótulo de promessa adiada foi vendido pelo Sporting ao Racing Santander onde chegou como contratação mais cara da história do clube. Nunca confirmou o seu valor, destacando-se por uma permanente má forma física. Mesmo assim jogou 20 jogos e marcou 1 golo, no empate a 2 bolas frente ao Tenerife, e coleccionou cartões (9 amarelos e 2 vermelhos). A equipa ficou no 15º lugar da Liga Espanhola.

Na época seguinte chega ao Benfica pela mão de Vale e Azevedo, mas volta a ser uma desilusão. Jogou apenas 6 jogos em 2 épocas na equipa principal e marcou 2 golos na Taça. Muito pouco para quem, na conferência de imprensa em que foi apresentado, disse que “não tinha nada a provar a ninguém”. Na época de 1999 foi emprestado ao Nottingham Forest onde apenas jogou 9 jogos e marcou 1 golo. No que restou do seu contrato com o Benfica jogou na equipa B e foi emprestado em 2000/01 ao Marítimo onde marcou 1 golo em 17 jogos. Foi dispensado no final da época de 2003/04 para ingressar no 1º Dezembro da 3ª Divisão Portuguesa onde conseguiu algum destaque e ajudou a equipa a ficar no 12º lugar da Série E em 2004/05 e no 5º lugar em 2005/06.
No final da época ruma ao Oriental, para na mesma série, alcançar um 3º lugar com a equipa. Em 2007/08 rumou ao Al-Nassr da Arábia Saudita, para encerrar a carreira no final da época. Hugo Porfírio, sem dúvida uma promessa eternamente adiada.

Carreira
1992/93: Sporting
1993/94: Sporting
1994/95: Tirsense
1995/96: U. Leiria
1996/97: Sporting
West Ham
1997/98: Racing Santander
1998/99: Benfica
Nottingham Forest
1999/00: Benfica
2000/01: Marítimo
2001/02: Benfica
2002/03: Benfica B
2003/04: Benfica B
2004/05: 1º Dezembro
2005/06: 1º Dezembro
2006/07: Oriental
2007/08: Al-Nassr
Carreira no Sporting*
1992/93: 2 - / - - / - -
1993/94: 9 - / 4 1 / - -
1996/97: 1 - / - - / 1 -
(Até Dezembro)
*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)
Avaliação: Flop


Na época seguinte, Fernando Mendes assumiu-se como patrão do meio campo, como homem que mexia os cordelinhos da equipa e fez 22 jogos no Campeonato, sempre a excelente nível. Realizou 5 jogos na Taça e 4 na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Num desses jogos marcou o seu único golo na Europa. Foi na derrota caseira do Sporting com o Standard de Liège por 3-2, a contar para a 2ª Eliminatória. Fernando Mendes marcou aos 80m, sendo que o outro golo foi um auto-golo do defesa belga Bolzée aos 23m. Pelo Standard marcaram Paeschen aos 13m, Jadot aos 69m e Mallants aos 70m.







Carreira

Estreou-se apenas à 3ª jornada, sob o comando de Augusto Inácio, na derrota do Sporting por 3-2 em Braga, entrando aos 67m para o lugar de Horváth. Na jornada seguinte estreou-se a titular na recepção ao Alverca que acabou com um empate a 1 golo, com o do Sporting a ser marcado por Horváth aos 28, um grande golo diga-se de passagem. Nesse dia 16 de Setembro de 2000, o Sporting campeão em título apresentou a seguinte equipa: Schmeichel; César Prates, Hugo, André Cruz e Rui Jorge; Edmilson (Mbo Mpenza, 67m), Paulo Bento, Horváth (João Pinto, 78m), Toñito e Rodrigo Fabri (Carlos Martins, 58m); Acosta.
Regressou ao Real Madrid para ser emprestado de novo, desta vez ao Grémio onde ficou durante 2 anos. No que restou de 2001, ajudou o Grémio a ficar no 5º lugar da fase regular do Brasileirão. Em 2002, teve um ano de sonho ao tornar-se o melhor marcador do Brasileirão com 22 golos, os mesmos de Luís Fabiano e ao chegar às meias-finais do Brasileirão depois do Grémio ter ficado em 4º na fase regular. Em 2003, saiu a meio da época para o Atlético Madrid, deixando um total de 39 golos marcados em 66 jogos pelo Grémio. No Atlético Madrid, venceu o Troféu de Madrid e o Ramón Carranza, troféus de pré-época. Na época, propriamente dita, o Atlético ficou em 7º lugar na Liga e Fabri jogou 15 jogos. No final de 2004, regressou ao Brasil por empréstimo para o Atlético Mineiro onde jogou 45 jogos marcando 7 golos, no final dessa época em que a equipa ficou em 19º lugar e na época seguinte em que a equipa se quedou pelo 20º lugar.



Equipa do Santos
Regressou ao Brasil para jogar na Portuguesa durante 2 anos. A propósito, há que dar nota de uma história curiosa com contornos de filme de gangsters. Sousa Cintra foi um dia ao Brasil para se reunir com o empresário Juan Figger e, reza a história, que Rodríguez encontrou Cintra e o ameaçou com uma arma, devido a dinheiro que lhe era devido pelo Sporting. Rodríguez negou tal facto dizendo que não tinha feito nada e que “se ele se assustou é porque sou feio e disso não tenho culpa”.





