
- Harry Keith Burkinshaw.
- Nasceu a 23 de Junho de 1935 em Higham (Inglaterra).
- No Sporting durante: 1 ano.
- Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).
Keith Burkinshaw foi um dos treinadores que passou pelo Sporting nos negros anos do jejum de títulos. Apesar de ter ganho uma Supertaça, é um flop como treinador do Sporting, devido às suas atitudes para alguns jogadores e a incapacidade de colocar a equipa a jogar futebol no Campeonato. Ficou no clube exactamente um ano, entrando para o lugar de Manuel José e sendo despedido para entrar António Morais para o comando do Sporting. Foi despedido pelo presidente que o contratou: Amado de Freitas.

Começou a sua carreira de futebolista nas camadas jovens dos Wolves para, já nos anos 50, mudar para o Denaby United onde ficou até 1953. Era um defesa raçudo que foi contratado em 1953 pelo Liverpool. Em 4 épocas apenas jogou uma vez, contra o Port Vale em 1955. Em Dezembro de 1957, o Workington pagou 3 mil libras pela sua contratação e o dinheiro foi muito bem empregue.
Em 8 épocas no clube jogou um número impressionante de 293 desafios e marcou 9 golos. Teve aqui a sua primeira experiência como treinador ao orientar a equipa na última época em que lá esteve, mais especificamente entre Novembro de 1964 e Março de 1965. Em Maio, saiu rumo ao Scunthorpe United e, em três épocas, marcou 3 golos em 108 jogos realizados, outro número impressionante. No final da época de 1967/68, com 33 anos, anuncia o final da sua carreira de futebolista profissional e assume uma carreira de treinador.

Foi para a Zâmbia treinar durante alguns meses e regressou a Inglaterra para treinar o Newcastle, de onde foi despedido já em 1975. Foi para Tottenham onde ficou durante 8 anos para se tornar o segundo técnico mais bem sucedido da história daquele clube londrino logo atrás de Bill Nicholson. No primeiro ano, os spurs desceram de divisão, mas na época seguinte iriam regressar e Burkinshaw levaria o clube à glória, ao ganhar duas taças de Inglaterra e uma Taça UEFA. Sairia em 1984 com o dever cumprido, mas nunca mais teria o mesmo sucesso, entrando a sua carreira numa espiral decrescente. Nesse ano, foi apontado como treinador da selecção do Bahrain onde ficou até 1986.
No final de 1986, o Sporting treinado por Manuel José e presidido por Amado de Freitas que tinha substituído João Rocha pouco tempo antes goleou o Benfica por 7-1, mas ficou 6 jogos sem ganhar. Em Fevereiro, Amado de Freitas apresenta Keith Burkinshaw como novo treinador do Sporting.
Estreou-se com um empate a uma bola, em Portimão, em jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato Nacional, no dia 22 de Fevereiro de 1987. A equipa que fez alinhar foi a seguinte: Vítor Damas; João Luís Barbosa, Morato, Venâncio e Fernando Mendes (Silvinho, 45m); Zinho (Houtman, 66m), Oceano, Litos e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Meade. O golo do Sporting foi marcado por Houtman aos 84m. O Sporting, no final da época, ficaria em 4º lugar no Campeonato e seria derrotado pelo Benfica na final da Taça de Portugal. Em 11 jogos para o Campeonato, Burkinshaw conseguiu 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 22 golos marcados e 11 sofridos.

No início da época de 1987/88, Amado de Freitas renovou a confiança em Burkinshaw que não correspondeu. Apesar de vencer a Supertaça, a equipa não funcionava no Campeonato e havia uma tensão com alguns jogadores do clube. De facto, depois de dispensar Manuel Fernandes e Jordão, negou oportunidades a Fernando Mendes, que acabaria por sair e quase renegava Vítor Damas em favor de Rui Correia e Vital. O Sporting fez poucas contratações para essa época. Apenas fez subir Rui Correia dos juniores, fez regressar Cadete do empréstimo ao V. Setúbal e contratou Tony Sealy e Paulinho Cascavel.
Na Taça de Portugal, o Sporting foi derrotado pelo Farense logo na primeira eliminatória em que entrou. No Campeonato, manteve-se até 31 de Janeiro de 1988, sendo despedido após derrota pesada por 4-0 em Penafiel, para entrar António Morais. Num total de 19 jogos no Campeonato conseguiu apenas 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 26 golos marcados e 23 golos sofridos.
Um exemplo da guerra que mantinha com alguns jogadores foi numa eliminatória da Taça das Taças frente ao Kalmar (5-0) em que, após renegar Vítor Damas, promove o seu regresso. No final do jogo, Damas não esteve para menos: “Não estou ao serviço do senhor Burkinshaw nem me estou a servir a mim próprio, sirvo apenas o Sporting Clube de Portugal. Suplente? Nem sempre fui suplente, cheguei até a ser terceiro guarda-redes…”
O único ponto positivo foi a conquista da Supertaça. O Sporting venceu a 6 de Dezembro, na 1ª Mão, na Luz, por 3-0 e na 2ª Mão venceu em Alvalade por 1-0 com a seguinte equipa: Vital; João Luís Barbosa, Duílio, Morato e Virgílio; Silvinho, Oceano, Carlos Xavier (Marlon Brandão, 80m) e Mário Jorge; Sealy (Mário Coelho, 72m) e Paulinho Cascavel. O único golo seria marcado por Silvinho aos 20m.
Depois de sair do Sporting, foi para o Gillingham onde ficou uma época. Depois foi assistente no West Bromwich, subindo a treinador principal na época de 1993/94, mas foi despedido depois de evitar por pouco a despromoção. Em 1997 assumiu por pouco tempo o comando do Aberdeen, onde era director. Finalmente, em 2005 foi contratado como adjunto para o Watford, saindo em 2007 por razões que se prendiam com a saúde de um familiar.

Carreira como treinador
1968: Zâmbia
1969/70: Newcastle
1970/71: Newcastle
1971/72: Newcastle
1972/73: Newcastle
1973/74: Newcastle
1974/75: Newcastle
1975/76: Newcastle
1976/77: Tottenham
1977/78: Tottenham
1978/79: Tottenham
1979/80: Tottenham
1980/81: Tottenham
1981/82: Tottenham
1982/83: Tottenham
1983/84: Tottenham
1985: Bahrain
1986/87: Sporting
1987/88: Sporting
1988/89: Gillingham
1993/94: West Bromwich Albion
1997: Aberdeen
Carreira no Sporting
1986/87: 4º lugar
(Desde Fevereiro)
1987/88: Inc.
(Até Janeiro)
Avaliação: Flop








Na época seguinte, Fernando Mendes assumiu-se como patrão do meio campo, como homem que mexia os cordelinhos da equipa e fez 22 jogos no Campeonato, sempre a excelente nível. Realizou 5 jogos na Taça e 4 na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Num desses jogos marcou o seu único golo na Europa. Foi na derrota caseira do Sporting com o Standard de Liège por 3-2, a contar para a 2ª Eliminatória. Fernando Mendes marcou aos 80m, sendo que o outro golo foi um auto-golo do defesa belga Bolzée aos 23m. Pelo Standard marcaram Paeschen aos 13m, Jadot aos 69m e Mallants aos 70m.







Carreira

Estreou-se apenas à 3ª jornada, sob o comando de Augusto Inácio, na derrota do Sporting por 3-2 em Braga, entrando aos 67m para o lugar de Horváth. Na jornada seguinte estreou-se a titular na recepção ao Alverca que acabou com um empate a 1 golo, com o do Sporting a ser marcado por Horváth aos 28, um grande golo diga-se de passagem. Nesse dia 16 de Setembro de 2000, o Sporting campeão em título apresentou a seguinte equipa: Schmeichel; César Prates, Hugo, André Cruz e Rui Jorge; Edmilson (Mbo Mpenza, 67m), Paulo Bento, Horváth (João Pinto, 78m), Toñito e Rodrigo Fabri (Carlos Martins, 58m); Acosta.
Regressou ao Real Madrid para ser emprestado de novo, desta vez ao Grémio onde ficou durante 2 anos. No que restou de 2001, ajudou o Grémio a ficar no 5º lugar da fase regular do Brasileirão. Em 2002, teve um ano de sonho ao tornar-se o melhor marcador do Brasileirão com 22 golos, os mesmos de Luís Fabiano e ao chegar às meias-finais do Brasileirão depois do Grémio ter ficado em 4º na fase regular. Em 2003, saiu a meio da época para o Atlético Madrid, deixando um total de 39 golos marcados em 66 jogos pelo Grémio. No Atlético Madrid, venceu o Troféu de Madrid e o Ramón Carranza, troféus de pré-época. Na época, propriamente dita, o Atlético ficou em 7º lugar na Liga e Fabri jogou 15 jogos. No final de 2004, regressou ao Brasil por empréstimo para o Atlético Mineiro onde jogou 45 jogos marcando 7 golos, no final dessa época em que a equipa ficou em 19º lugar e na época seguinte em que a equipa se quedou pelo 20º lugar.



Equipa do Santos
Regressou ao Brasil para jogar na Portuguesa durante 2 anos. A propósito, há que dar nota de uma história curiosa com contornos de filme de gangsters. Sousa Cintra foi um dia ao Brasil para se reunir com o empresário Juan Figger e, reza a história, que Rodríguez encontrou Cintra e o ameaçou com uma arma, devido a dinheiro que lhe era devido pelo Sporting. Rodríguez negou tal facto dizendo que não tinha feito nada e que “se ele se assustou é porque sou feio e disso não tenho culpa”.