terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nº24: Vítor Manuel Fernandes dos Santos


  • Vítor Manuel Fernandes dos Santos.
  • Defesa Esquerdo.
  • Nasceu a 6 de Setembro de 1965 no Seixal.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).

O Vítor Santos foi um defesa esquerdo português formado no Sporting que nunca vingou na equipa principal, sendo por isso considerado um flop. Aliás, nunca chegou a vingar no futebol português, muito por culpa das suas consecutivas lesões que o impediam de se afirmar nas equipas que representou. Era um defesa esquerdo, que também podia jogar como médio ala ou interior esquerdo e destacava-se pela sua rapidez e excelente pé esquerdo. Contudo, muitas vezes tornava-se permissivo na zona defensiva devido às suas constantes subidas no terreno.




Começou a sua carreira nos iniciados do Seixal, captando a atenção do Sporting para o qual se transferiu e concluiu a formação. Foi emprestado na sua primeira época de sénior ao Olhanense. Na segunda época como sénior voltou a ser emprestado, desta vez ao Sporting da Covilhã onde fez 15 jogos e marcou 1 golo, não conseguindo a equipa evitar o último lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, descendo de divisão. Na época seguinte, foi novamente emprestado, mas desta vez ao Farense, onde apenas realiza 12 jogos, mas faz excelentes exibições no 15º lugar da equipa no Campeonato, pelo que, na época seguinte, regressou a Alvalade.
Era a época de 1987/88 e o Sporting era treinado por Keith Burkinshaw que entrou em rota de colisão com alguns jogadores, entre os quais Fernando Mendes. Deste modo, Vítor Santos estreia-se com a camisola leonina logo na 1ª jornada do Campeonato, na vitória do Sporting por 4-1 frente ao Rio Ave, em Alvalade. Os golos foram marcados por Marlon Brandão aos 28, Paulinho Cascavel aos 59m e 86m e Tony Sealy aos 78m e a equipa alinhou da seguinte forma: Rui Correia; João Luís Barbosa, Venâncio, Duílio e Vítor Santos; Marlon Brandão (Jorge Cadete, 80m), Mário Coelho (Mário Jorge, 66m), Oceano e Silvinho; Tony Sealy e Paulinho Cascavel.



Ao longo da época jogou um total de 16 jogos em todas as competições, não se afirmando, mas deixando alguma esperança aos adeptos sportinguistas no seu futuro. Ainda conseguiu ser internacional no escalão de esperanças por 3 vezes.
Contudo, na época seguinte, o Sporting de Jorge Gonçalves decide comprar o defesa Miguel ao Vitória de Guimarães e, no negócio, além de pagar um montante em dinheiro, mandou para Guimarães os jogadores Germano, Silvinho e Vítor Santos. Chegava assim ao fim a carreira de Vítor Santos no Sporting.



No Guimarães, começou por ser aposta do treinador Geninho, mas logo perdeu o lugar para Basílio e Roldão. Jogou apenas 9 jogos no 9º lugar da equipa e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, que já tinha vencido na época anterior ao serviço do Sporting.
Na época de 1989/90, manteve-se no plantel sob o comando de Paulo Autuori, mas voltou a jogar muito pouco: apenas 5 jogos no 4º lugar da equipa no Campeonato.
A época seguinte foi a sua última em Guimarães, alcançando o 9º lugar no Campeonato. Mas, nunca foi opção dos três treinadores, Paulo Autuori, Pedro Rocha e João Alves, jogando apenas 5 jogos e todos como suplente utilizado, pelo que foi sem surpresa que saiu na época seguinte.


Foi para o Desportivo de Chaves para ser suplente de Lino, jogando apenas 8 jogos. A equipa ficou no 9º lugar do Campeonato. Na época seguinte, o Chaves ficou em último lugar no Campeonato e Vítor Santos alinhou em 18 jogos, conseguindo finalmente ser opção mais vezes. Contudo, na época seguinte não faz qualquer jogo pela equipa. Assim, deixa o Chaves em Março e vai para o Sporting de Espinho a tempo de alinhar em 7 jogos e ajudar a equipa a permanecer na 2ª Divisão de Honra, no 14º lugar da geral.
Em 1994/95, joga 6 jogos pelo Sporting de Espinho, mas a meio da época vai para o Louletano. Em 1995/96, regressa ao clube que o viu nascer para o futebol: o Seixal. Fica por lá durante 2 épocas, ajudando a equipa a classificar-se no 9º e 2º lugar, respectivamente, da Série F da 3ª Divisão. No final da época de 1997/98 põe fim à sua carreira de jogador de futebol, ao jogar e ajudar o Amora a ficar em 2º lugar da Série F da 3ª Divisão.



Carreira

1984/85: Olhanense

1985/86: Sp. Covilhã

1986/87: Farense

1987/88: Sporting

1988/89: V. Guimarães

1989/90: V. Guimarães

1990/91: V. Guimarães

1991/92: Desp. Chaves

1992/93: Desp. Chaves

1993/94: Desp. Chaves
Sp. Espinho

1994/95: Sp. Espinho
Louletano

1995/96: Seixal

1996/97: Seixal

1997/98: Amora

Carreira no Sporting*

1987/88: 12;- / 1;- / 3;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nº23: João Pedro da Cruz

  • João Pedro da Cruz.
  • Extremo Esquerdo/Avançado.
  • Nasceu a 31 de Outubro de 1915, em Évora.
  • Faleceu a 7 de Julho de 1981, em Évora.
  • Títulos no Sporting: 3 Campeonatos Nacionais (1940/41, 1943/44 e 1946/47), 2 Taças de Portugal (1940/41 e 1945/46), 1 Campeonato de Portugal (1937/38) e 8 Campeonatos de Lisboa (1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45 e 1946/47).
  • 10 Internacionalizações.

João Cruz foi um fabuloso jogador que passou pelo Sporting durante 11 anos, conseguindo inúmeros títulos e sendo o 10º melhor marcador de sempre do clube. Era avançado, mas jogava a extremo esquerdo no habitual esquema da época de cinco avançados ao lado daqueles que os mais antigos garantem ter superado os Cinco Violinos: Adolfo Mourão, Manuel Soeiro, Fernando Peyroteo (que fez parte depois dos Cinco Violinos) e Pedro Pireza. Acabou por perder fulgor quando apareceu o Violino Albano e acabou a sua carreira aquando do aparecimento do Violino Manuel Vasques.



Nascido em Évora, começou a carreira no Vitória de Setúbal e veio para o Sporting em 1936. Estreou-se na 1ª jornada do Campeonato de Lisboa, que viria a vencer, no jogo frente ao Carcavelinhos que acabou com um empate a 2 golos, com Soeiro a marcar os dois golos aos 35m e 88m. Sob o comando de Joseph Szabo, o Sporting alinhou nesse dia 11 de Outubro de 1936 com: Azevedo; António Serrano e Joaquim Serrano; Abelhinha, Henriques e Faustino; João Cruz, Pireza, Soeiro, Adolfo Mourão e Francisco Lopes. A sua estreia a marcar com a camisola leonina ocorreu uma semana depois na goleada que o Sporting infligiu ao Benfica por 5-0, no Campo das Amoreiras. João Cruz iria inaugurar o marcador aos 17m, sendo seguido por Soeiro aos 29m e 70, Pireza aos 77m e Faustino aos 88m.
Na época seguinte, chegaria ao Sporting um senhor chamado Fernando Peyroteo e estava formado o primeiro grande quinteto atacante do Sporting com João Cruz, Fernando Peyroteo, Pedro Pireza, Adolfo Mourão e Manuel Soeiro. Os antigos garantem que este suplantou os Cinco Violinos, Peyroteo, Albano, Vasques, Jesus Correia e Travassos. João Cruz iria marcar 22 golos num total de 28 jogos disputados, ajudando à conquista de mais um Campeonato de Lisboa.

João Cruz iria marcar sempre uma quantidade apreciável de golos ao longo da sua carreira de leão ao peito, sendo que o seu ano mais produtivo foi o de 1942/43, em que apontou um total de 25 golos em 30 jogos. Nesse ano, história com contornos de épico: num jogo contra o Benfica, o guarda-redes Azevedo lesiona-se aos 52m e João Cruz vai para a baliza. Não sofreu golos durante os restantes 38m do jogo!
Começou a perder algum fulgor com a chegada de Albano e, após uma época em mal jogou, vê a chegada de Vasques cortar a sua presença na equipa. De facto, o seu último jogo com a camisola do Sporting data da época de 1946/47, no Campeonato da I Liga, na derrota por 3-1 em casa do Benfica. Foi no dia 8 de Junho de 1947, sob o comando de Robert Kelly, com o golo a ser marcado por Sidónio Silva aos 26m, sendo que o Sporting apresentou uma equipa de segunda linha: Manuel Reis; Ismael Borges e Juvenal Silva; Canário, Manuel Marques e Veríssimo Alves; Armando Ferreira, Luís Cordeiro, Sidónio Silva, António Marques e João Cruz.
João Cruz, que faleceu em 1981, fica, assim, na história do Sporting ao ser o 10º melhor marcador de sempre com mais de uma centena de golos e por ser dos mais titulados. Contabilizou um total de 14 títulos e 10 Internacionalizações pela selecção portuguesa. É uma figura incontornável na história do Sporting Clube de Portugal!

Carreira

1934/35: V. Setúbal

1935/36: V. Setúbal

1936/37: Sporting

1937/38: Sporting

1938/39: Sporting

1939/40: Sporting

1940/41: Sporting

1941/42: Sporting

1942/43: Sporting

1943/44: Sporting

1944/45: Sporting

1945/46: Sporting

1946/47: Sporting

Carreira no Sporting*

1936/37: 14;5 / 7;2 / 10/2

1937/38: 13;7 / 5;3 / 10;12

1938/39: 13;6 / 6;1 / 8;6

1939/40: 17;10 / 4;3 / 10;4

1940/41: 13;5 / 7;4 / 10;11

1941/42: 21;12 / 3;1 / 10;12

1942/43: 17;15 / 3;1 / 10;9

1943/44: 16;3 / 2;- / 7;3

1944/45: 7;2 / 8;- / 8;1

1945/46: 12;- / -;- / 3;-

1946/47: 2;- / -;- / 1;-

*Época: Campeonato I Liga (J;G)/Campeonato Portugal e Taça (J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

Avaliação: Craque

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

2º Treinador: Harry Keith Burkinshaw


  • Harry Keith Burkinshaw.
  • Nasceu a 23 de Junho de 1935 em Higham (Inglaterra).
  • No Sporting durante: 1 ano.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).

Keith Burkinshaw foi um dos treinadores que passou pelo Sporting nos negros anos do jejum de títulos. Apesar de ter ganho uma Supertaça, é um flop como treinador do Sporting, devido às suas atitudes para alguns jogadores e a incapacidade de colocar a equipa a jogar futebol no Campeonato. Ficou no clube exactamente um ano, entrando para o lugar de Manuel José e sendo despedido para entrar António Morais para o comando do Sporting. Foi despedido pelo presidente que o contratou: Amado de Freitas.

Começou a sua carreira de futebolista nas camadas jovens dos Wolves para, já nos anos 50, mudar para o Denaby United onde ficou até 1953. Era um defesa raçudo que foi contratado em 1953 pelo Liverpool. Em 4 épocas apenas jogou uma vez, contra o Port Vale em 1955. Em Dezembro de 1957, o Workington pagou 3 mil libras pela sua contratação e o dinheiro foi muito bem empregue.
Em 8 épocas no clube jogou um número impressionante de 293 desafios e marcou 9 golos. Teve aqui a sua primeira experiência como treinador ao orientar a equipa na última época em que lá esteve, mais especificamente entre Novembro de 1964 e Março de 1965. Em Maio, saiu rumo ao Scunthorpe United e, em três épocas, marcou 3 golos em 108 jogos realizados, outro número impressionante. No final da época de 1967/68, com 33 anos, anuncia o final da sua carreira de futebolista profissional e assume uma carreira de treinador.

Foi para a Zâmbia treinar durante alguns meses e regressou a Inglaterra para treinar o Newcastle, de onde foi despedido já em 1975. Foi para Tottenham onde ficou durante 8 anos para se tornar o segundo técnico mais bem sucedido da história daquele clube londrino logo atrás de Bill Nicholson. No primeiro ano, os spurs desceram de divisão, mas na época seguinte iriam regressar e Burkinshaw levaria o clube à glória, ao ganhar duas taças de Inglaterra e uma Taça UEFA. Sairia em 1984 com o dever cumprido, mas nunca mais teria o mesmo sucesso, entrando a sua carreira numa espiral decrescente. Nesse ano, foi apontado como treinador da selecção do Bahrain onde ficou até 1986.
No final de 1986, o Sporting treinado por Manuel José e presidido por Amado de Freitas que tinha substituído João Rocha pouco tempo antes goleou o Benfica por 7-1, mas ficou 6 jogos sem ganhar. Em Fevereiro, Amado de Freitas apresenta Keith Burkinshaw como novo treinador do Sporting.
Estreou-se com um empate a uma bola, em Portimão, em jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato Nacional, no dia 22 de Fevereiro de 1987. A equipa que fez alinhar foi a seguinte: Vítor Damas; João Luís Barbosa, Morato, Venâncio e Fernando Mendes (Silvinho, 45m); Zinho (Houtman, 66m), Oceano, Litos e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Meade. O golo do Sporting foi marcado por Houtman aos 84m. O Sporting, no final da época, ficaria em 4º lugar no Campeonato e seria derrotado pelo Benfica na final da Taça de Portugal. Em 11 jogos para o Campeonato, Burkinshaw conseguiu 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 22 golos marcados e 11 sofridos.

No início da época de 1987/88, Amado de Freitas renovou a confiança em Burkinshaw que não correspondeu. Apesar de vencer a Supertaça, a equipa não funcionava no Campeonato e havia uma tensão com alguns jogadores do clube. De facto, depois de dispensar Manuel Fernandes e Jordão, negou oportunidades a Fernando Mendes, que acabaria por sair e quase renegava Vítor Damas em favor de Rui Correia e Vital. O Sporting fez poucas contratações para essa época. Apenas fez subir Rui Correia dos juniores, fez regressar Cadete do empréstimo ao V. Setúbal e contratou Tony Sealy e Paulinho Cascavel.
Na Taça de Portugal, o Sporting foi derrotado pelo Farense logo na primeira eliminatória em que entrou. No Campeonato, manteve-se até 31 de Janeiro de 1988, sendo despedido após derrota pesada por 4-0 em Penafiel, para entrar António Morais. Num total de 19 jogos no Campeonato conseguiu apenas 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 26 golos marcados e 23 golos sofridos.
Um exemplo da guerra que mantinha com alguns jogadores foi numa eliminatória da Taça das Taças frente ao Kalmar (5-0) em que, após renegar Vítor Damas, promove o seu regresso. No final do jogo, Damas não esteve para menos: “Não estou ao serviço do senhor Burkinshaw nem me estou a servir a mim próprio, sirvo apenas o Sporting Clube de Portugal. Suplente? Nem sempre fui suplente, cheguei até a ser terceiro guarda-redes…”
O único ponto positivo foi a conquista da Supertaça. O Sporting venceu a 6 de Dezembro, na 1ª Mão, na Luz, por 3-0 e na 2ª Mão venceu em Alvalade por 1-0 com a seguinte equipa: Vital; João Luís Barbosa, Duílio, Morato e Virgílio; Silvinho, Oceano, Carlos Xavier (Marlon Brandão, 80m) e Mário Jorge; Sealy (Mário Coelho, 72m) e Paulinho Cascavel. O único golo seria marcado por Silvinho aos 20m.
Depois de sair do Sporting, foi para o Gillingham onde ficou uma época. Depois foi assistente no West Bromwich, subindo a treinador principal na época de 1993/94, mas foi despedido depois de evitar por pouco a despromoção. Em 1997 assumiu por pouco tempo o comando do Aberdeen, onde era director. Finalmente, em 2005 foi contratado como adjunto para o Watford, saindo em 2007 por razões que se prendiam com a saúde de um familiar.

Carreira como treinador

1968: Zâmbia

1969/70: Newcastle

1970/71: Newcastle

1971/72: Newcastle

1972/73: Newcastle

1973/74: Newcastle

1974/75: Newcastle

1975/76: Newcastle

1976/77: Tottenham

1977/78: Tottenham

1978/79: Tottenham

1979/80: Tottenham

1980/81: Tottenham

1981/82: Tottenham

1982/83: Tottenham

1983/84: Tottenham

1985: Bahrain

1986/87: Sporting

1987/88: Sporting

1988/89: Gillingham

1993/94: West Bromwich Albion

1997: Aberdeen

Carreira no Sporting

1986/87: 4º lugar
(Desde Fevereiro)

1987/88: Inc.
(Até Janeiro)

Avaliação: Flop

sábado, 10 de janeiro de 2009

Nº22: Hugo Cardoso Porfírio


  • Hugo Cardoso Porfírio.
  • Extremo / Avançado.
  • Nasceu a 28 de Setembro de 1973 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
  • 3 Internacionalizações por Portugal.

O Porfírio foi uma das maiores esperanças que saíram das camadas jovens do Sporting, sendo o jogador perfeito para colocar o rótulo de promessa eternamente adiada. De facto, apesar de ter chegado a internacional e de ter representado clubes de renome nunca confirmou as expectativas que criou à sua volta quando ainda era júnior do Sporting. Retirou-se no final da época passada depois de ter andado esquecido pelas divisões inferiores.

Sempre foi um jogador rápido e que se destacava pelo seu pé esquerdo fantástico, com uma técnica acima da média, pelo que foi sem surpresa que na época de 1992/93 começou a ser chamado por Bobby Robson para treinar com a equipa principal depois de se destacar nos juniores. Chegou mesmo a participar em 2 jogos, contabilizando apenas 53m nessa época. A sua estreia deu-se a 8 de Maio de 1993 na 30ª jornada do Campeonato no jogo em que o Sporting recebeu e venceu o Beira-Mar por 3-1, com golos de Juskowiak aos 52m e 83m e de Cherbakov aos 62m, quando entrou aos 85m para o lugar de Balakov. Na última jornada do Campeonato estreou-se a titular jogando os primeiros 45m do jogo, em Alvalade, frente ao Paços Ferreira. Foi no dia 6 de Junho de 1993 e o Sporting venceu por 3-1 com golos de Iordanov aos 66m, Capucho aos 82m e Cadete aos 89m. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Rogério Peres; Nelson, Peixe, Carlos Jorge e Paulo Torres; Capucho, Figo (Iordanov, 57m), Filipe e Porfírio (Balakov, 45m); Cadete e Juskowiak. No final da época iria participar no Mundial de Juniores da Austrália onde jogou 2 jogos.
Na época seguinte, Porfírio jogou um pouco mais ao disputar 9 jogos para o Campeonato e 4 para a Taça com 1 golo marcado. Esse golo aconteceu no dia 15 de Fevereiro de 1994 em jogo a contar para os quartos de final da Taça, em Alvalade, frente ao Trofense (3-1). Sob arbitragem de Fortunato Azevedo, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nelson, Peixe, Valckx e Paulo Torres; Capucho, Poejo (Iordanov, 45m), Paulo Sousa e Pacheco (Porfírio, 68m); Cadete e Juskowiak. Os golos foram apontados por Capucho aos 29m, Iordanov aos 52m e Porfírio aos 88m.


Era preciso ganhar maturidade e experiência, pelo que Porfírio foi emprestado pelo Sporting na época de 1994/95 ao Tirsense. A equipa de Eurico Gomes atingiu um impressionante 8º lugar tendo em conta que tinham acabado de subir de divisão e Porfírio disputou 19 jogos, pelo que na época seguinte foi novamente emprestado, desta feita ao U. Leiria. Pode-se dizer que explodiu como era previsto ao disputar 28 jogos e marcar 8 golos no 7º lugar da equipa. Chega à selecção nacional pela mão de António Oliveira num jogo frente à Irlanda em Dublin, na vitória de Portugal por 1-0. Foi convocado para o Europeu de Inglaterra onde apenas jogou os 15 minutos finais do jogo da fase de grupos frente à Turquia, sendo que a sua última internacionalização data de 9 de Novembro desse ano, na vitória caseira de Portugal por 1-0 frente à Ucrânia já com Artur Jorge ao leme da equipa das quinas. Voltando ao Verão de 1996, Porfírio foi uma das figuras da selecção portuguesa que conseguiu um inédito 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta, sob o comando de Nelo Vingada.

Regressou a Alvalade como grande esperança, mas não passou disso mesmo ao apenas ter jogado por 2 vezes com Robert Waseige. Foi na 1ª jornada do Campeonato, na vitória em Espinho por 3-1, quando entrou aos 69m para o lugar de Missé-Missé e na 1ª mão da 1ª Eliminatória da Taça UEFA em Montpellier (1-1) quando entrou aos 70m para o lugar de Dominguez. Foi emprestado no mercado de Inverno ao West Ham, onde marcou 2 golos em 23 jogos no 15º lugar da sua equipa no Campeonato.
Já com o rótulo de promessa adiada foi vendido pelo Sporting ao Racing Santander onde chegou como contratação mais cara da história do clube. Nunca confirmou o seu valor, destacando-se por uma permanente má forma física. Mesmo assim jogou 20 jogos e marcou 1 golo, no empate a 2 bolas frente ao Tenerife, e coleccionou cartões (9 amarelos e 2 vermelhos). A equipa ficou no 15º lugar da Liga Espanhola.

Na época seguinte chega ao Benfica pela mão de Vale e Azevedo, mas volta a ser uma desilusão. Jogou apenas 6 jogos em 2 épocas na equipa principal e marcou 2 golos na Taça. Muito pouco para quem, na conferência de imprensa em que foi apresentado, disse que “não tinha nada a provar a ninguém”. Na época de 1999 foi emprestado ao Nottingham Forest onde apenas jogou 9 jogos e marcou 1 golo. No que restou do seu contrato com o Benfica jogou na equipa B e foi emprestado em 2000/01 ao Marítimo onde marcou 1 golo em 17 jogos. Foi dispensado no final da época de 2003/04 para ingressar no 1º Dezembro da 3ª Divisão Portuguesa onde conseguiu algum destaque e ajudou a equipa a ficar no 12º lugar da Série E em 2004/05 e no 5º lugar em 2005/06.
No final da época ruma ao Oriental, para na mesma série, alcançar um 3º lugar com a equipa. Em 2007/08 rumou ao Al-Nassr da Arábia Saudita, para encerrar a carreira no final da época. Hugo Porfírio, sem dúvida uma promessa eternamente adiada.

Carreira

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Tirsense

1995/96: U. Leiria

1996/97: Sporting
West Ham

1997/98: Racing Santander

1998/99: Benfica
Nottingham Forest

1999/00: Benfica

2000/01: Marítimo

2001/02: Benfica

2002/03: Benfica B

2003/04: Benfica B

2004/05: 1º Dezembro

2005/06: 1º Dezembro

2006/07: Oriental

2007/08: Al-Nassr

Carreira no Sporting*

1992/93: 2 - / - - / - -

1993/94: 9 - / 4 1 / - -

1996/97: 1 - / - - / 1 -
(Até Dezembro)

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Nº21: Fernando Mamede Mendes


  • Fernando Mamede Mendes.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 15 de Julho de 1937 em Seia.
  • Títulos no Sporting: 2 Campeonatos Nacionais (1957/58, 1961/62), 1 Taça de Portugal (1962/63) e 1 Taça das Taças (1963/64).
  • 21 Internacionalizações.


Fernando Mendes é um dos maiores nomes da história do Sporting Clube de Portugal. Um médio tecnicista, com grande disponibilidade física e uma capacidade de liderança fantástica que o levou a ser capitão de equipa. Foi nessa função que levantou a Taça das Taças em 1964. Ainda faz parte dos quadros do Sporting tendo treinado a equipa principal de futebol em algumas ocasiões, normalmente em momentos de transição. Como treinador principal foi campeão, fazendo parte do grupo restrito de pessoas que ganharam o Campeonato como jogador e treinador do Sporting. Como já aconteceu com Augusto Inácio, depois será criado um post sobre o Fernando Mendes como treinador. Uma carreira excelente que teve o seu fim num jogo da selecção em que contraiu uma lesão grave que fez com que nunca mais fosse o mesmo.

Nascido em Seia, o jovem Fernando Mendes ingressou no Sporting com 16 anos de idade. Começou por fazer parte do plantel sénior já na época de 1957/58, jogando apenas 5 jogos no Campeonato e 1 na Taça, mas deu nas vistas pela sua maturidade e capacidade de liderança no meio campo. O seu jogo de estreia foi no dia 26 de Janeiro de 1958, na 20ª jornada do Campeonato (naquela altura eram 26 jornadas), em Alvalade na vitória do Sporting por 6-1 frente ao Torreense. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Octávio de Sá; Manuel Caldeira e Mário Gonçalves; Joaquim Pacheco, David Júlio e Fernando Mendes; Ivson Freitas, Manuel Vasques, Vadinho, Joaquim José Barreira e João Martins. Os golos do Sporting foram marcados por David Júlio aos 4m e 30m, por Joaquim José Barreira aos 10m, Ivson Freitas aos 45m e 57m e Manuel Vasques aos 84m. Esse ano acabou com a conquista do título nacional, sob o comando de Enrique Fernandez.


Na época seguinte, Fernando Mendes assumiu-se como patrão do meio campo, como homem que mexia os cordelinhos da equipa e fez 22 jogos no Campeonato, sempre a excelente nível. Realizou 5 jogos na Taça e 4 na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Num desses jogos marcou o seu único golo na Europa. Foi na derrota caseira do Sporting com o Standard de Liège por 3-2, a contar para a 2ª Eliminatória. Fernando Mendes marcou aos 80m, sendo que o outro golo foi um auto-golo do defesa belga Bolzée aos 23m. Pelo Standard marcaram Paeschen aos 13m, Jadot aos 69m e Mallants aos 70m.
Na época de 1959/60, estreou-se pela selecção portuguesa, onde contabilizaria 21 jogos. Assumiu-se como capitão de equipa do Sporting e realizou 26 jogos no Campeonato, marcando o seu único golo naquela prova. Foi a 27 de Setembro de 1959, na vitória por 2-1 em Alvalade frente à Académica. O golo foi marcado aos 58m e Puglia iria fazer o segundo aos 67m. Na Taça de Portugal iria fazer 10 jogos.


Na época seguinte, o Sporting iria ficar em 2º lugar do Campeonato e Mendes realizaria um total de 30 jogos entre Campeonato e Taça. Na época de 1961/62, o Sporting seria campeão sob o comando do ex-jogador Juca, com Fernando Mendes a realizar um total de 29 jogos.
Em 1962/63, uma arreliadora lesão iria impedir o contributo do capitão do Sporting durante algum tempo, ficando com apenas 16 jogos no Campeonato. O Sporting ressentiu-se e acabou o Campeonato no 3º lugar a 10 pontos do Benfica. Contudo, ficaria para a história a vitória na Taça de Portugal, pois permitiu o acesso à Taça dos Vencedores das Taças.
Chegamos à época histórica de 1963/64, onde o Sporting venceu a Taça das Taças com o capitão Fernando Mendes em grande destaque. Se no plano interno as coisas não correram muito bem com o 3º lugar a 12 pontos do campeão Benfica, na Europa o Sporting alcançou grande sucesso. O comando técnico ficou a cargo de Gentil Cardoso, mas a meio da época este foi despedido para entrar o arquitecto Anselmo Fernández, com Francisco Reboredo a ficar com o cargo de treinador de campo. Nessa época, o Sporting alcançou a maior vitória de sempre de um clube nas competições europeias ao vencer os cipriotas do APOEL por 16-1, com 6 golos de Mascarenhas, 3 de Figueiredo, 2 de Ferreira Pinto e Augusto Martins e 1 de Mário Lino, Pérides e Louro. Jogo histórico ocorreu a 18 de Março de 1964. O Sporting tinha perdido por 4-1 em Manchester com o Manchester U. e na 2ª mão, numa noite de sonho, venceu os ingleses por 5-0. Fernando Mendes foi determinante ao saber incutir nos colegas de equipa confiança, coragem e força de vontade. Os golos do Sporting foram marcados por Osvaldo Silva aos 3m, 12m e 54, por Geo aos 47m e João Morais aos 52m e a equipa que alinhou foi a seguinte: Carvalho; Pedro Gomes e Hilário; Fernando Mendes, Alexandre Baptista e José Carlos; Figueiredo, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Geo e João Morais.



Equipa do Sporting que venceu a Taça das Taças, com Fernando Mendes a segurar a bola.


A finalíssima da competição foi a 15 de Maio em Antuérpia, com o Sporting a vencer o MTK Budapeste por 1-0 fruto do golo de canto directo de João Morais, aos 20m. Nesse dia histórico para o Sporting e para o futebol português, a equipa que alinhou foi a seguinte: Carvalho; Pedro Gomes, Alexandre Baptista, Fernando Mendes e José Carlos; Pérides e Geo; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e João Morais. Nessa época, Fernando Mendes jogaria um total de 38 jogos em todas as competições.
Na época seguinte, o Sporting ficaria num péssimo 5º lugar, com Fernando Mendes a disputar um total de 25 jogos. Essa temporada ficaria marcada pelo infeliz dia 25 de Abril de 1965. O jogo Checoslováquia – Portugal, em Bratislava marcou o princípio do fim da carreira de Fernando Mendes. Aos 3m de jogo, uma entrada assassina destruiu-lhe o joelho direito. Mendes iria recuperar depois de uma época sem jogar, na qual o Sporting se sagrou campeão, mas nunca mais seria o mesmo jogador, apesar da sua disponibilidade e sacrifício na recuperação. Esse título não é contabilizado no seu palmarés por não ter jogado. Regressou na época de 1966/67, jogando apenas 11 vezes e na época seguinte encerraria a carreira muito novo, ao disputar apenas 3 jogos. O último jogo com a camisola leonina foi na 23ª jornada do Campeonato, no dia 21 de Abril de 1968, na vitória do Sporting por 3-0, em Alvalade diante do Barreirense, com golos de Marinho aos 5m e Lourenço aos 79m e 86m. A equipa desse dia foi a seguinte: Carvalho; Pedro Gomes, Armando Manhiça, José Carlos e Hilário; Fernando Mendes e Fernando Peres; José Morais, Marinho, Lourenço e Figueiredo. No final da época, acabava o Fernando Mendes para a prática do futebol.
Assumiu por 3 vezes o comando do Sporting, chegando mesmo a ser campeão em 1979/80, mas isso será contado aquando do post sobre o Fernando Mendes treinador.


Carreira

1957/58: Sporting

1958/59: Sporting

1959/60: Sporting

1960/61: Sporting

1961/62: Sporting

1962/63: Sporting

1963/64: Sporting

1964/65: Sporting

1965/66: Sporting

1966/67: Sporting

1967/68: Sporting

Carreira no Sporting*

1957/58: 5 - / 1 - / - -

1958/59: 22 - / 5 - / 4 1

1959/60: 26 1 / 10 - / - -

1960/61: 23 - / 7 - / - -

1961/62: 20 - / 9 - / - -

1962/63: 16 - / - - / - -

1963/64: 22 - / 4 - / 12 -

1964/65: 19 - / 4 - / 2 -

1965/66: - - / - - / - -

1966/67: 9 - / - - / 2 -

1967/68: 3 - / - - / - -

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de dezembro de 2008

Nº20: Miguel Alberto Fernandes Marques


  • Miguel Alberto Fernandes Marques.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 7 de Junho de 1963 em Guimarães.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
  • 5 Internacionalizações.

O Miguel foi um defesa central que passou pelo Sporting sem deslumbrar, apesar de não ser mau jogador. Contudo, como não atingiu a projecção esperada, embora os tempos fossem negros, terá que ser considerado um flop. Não um grande flop, mas no limiar entre as duas avaliações deste blog. Conhecido por ser um central com bom poder de elevação e com elevada entrega ao jogo e espírito de sacrifício acabou por regressar um pouco aos bons velhos tempos depois de sair do Sporting. Um dia, Miguel ou Miguel Marques como também era conhecido partiu os dentes na cabeça de Fernando Gomes.

Nascido em Guimarães, começou a sua carreira de profissional sénior no clube da cidade. Foi lançado na equipa sénior no final da época 1984/85 pelo treinador belga Raymond Goethels e, na época seguinte afirmou-se de imediato ao lado de Nené na defesa vimaranense. Nessa época, o Vitória conseguiu um excelente 4º lugar no Campeonato Nacional e Miguel Marques disputou 28 jogos marcando 1 golo. Na época seguinte, o Vitória Guimarães maravilhou tudo e todos com um excelente futebol e alcançou um brilhante 3º lugar no Campeonato sob o comando de Marinho Peres, com Miguel a ser figura preponderante no eixo da defesa disputando 28 jogos. Por essa altura estreou-se na selecção portuguesa num jogo frente à Suécia, sob o comando de Juca, realizando excelente exibição. Contabilizou mais 4 jogos pela selecção nacional e 8 pela selecção olímpica.
Em 1987/88, com António Oliveira ao leme, as coisas não correram muito bem, com o Vitória a acabar o Campeonato na 14ª posição. A nível individual, Miguel realizou 38 jogos, despertando a atenção do Sporting que avançou para a sua contratação.

Essa época foi marcada pela presidência de Jorge Gonçalves, o popular Bigodes, que fez uma revolução no plantel contratando um lote de jogadores de renome, sendo que Miguel estava incluído neste lote. Para a sua contratação, o Sporting além de ter dado um montante em dinheiro ainda dispensou a título definitivo para Guimarães os jogadores Germano, Silvinho e Vítor Santos. Deste modo, chegava a Alvalade o defesa Miguel para integrar o plantel treinado pelo treinador uruguaio Pedro Rocha. Começou por ser titular, ao lado de António Morato, o que não deixava de ser estranho dada a baixa estatura de ambos. Apesar de possuírem um excelente poder de elevação mediam 1,78m e 1,76m respectivamente. A estreia em jogos oficiais ocorreu na 1ª jornada do Campeonato Nacional, a 21 de Agosto de 1988, no Estádio do Mar em Matosinhos, na vitória do Sporting por 2-0 sobre o Leixões, com golos de Silas aos 20m e Carlos Xavier aos 90m. A equipa que alinhou foi a seguinte: Rodolfo Rodríguez; João Luís Barbosa, Miguel, Morato e Fernando Mendes; Silas, Oceano, Carlos Xavier e Carlos Manuel; José Lima (Mário Jorge, 58m) e Paulinho Cascavel. No total, Miguel efectuou 20 jogos entre Campeonato e Taça, marcando 1 golo. Foi a 8 de Março de 1989, em jogo a contar para os quartos de final da Taça, com o Sporting a vencer o Vizela por 4-1, já com Manuel José a treinador. A equipa que jogou nesse dia foi a seguinte: Rodolfo Rodríguez; Ferrinho, Miguel e Morato; Forbs, Oceano, Silas (Marinho 85m), Carlos Manuel e Mário Jorge (Rui Maside, 75m); Eskilsson e Jorge Plácido. Os golos foram marcados por Mário Jorge aos 40m, Silas aos 54m, Miguel aos 69m e Jorge Plácido aos 82m.

Equipa do Sporting em 1989/90.
Em cima, da esquerda para a direita: Pedro Venâncio, João Luís Barbosa, Valtinho, Miguel, Douglas e Ivkovic.
Em baixo, pela mesma ordem: Marlon Brandão, Fernando Gomes, Paulinho Cascavel, Carlos Xavier e Carlos Manuel.


Na época seguinte, Manuel José continuou a treinador. Miguel começou novamente a titular, mas perdeu a titularidade no decorrer da época. Logo no primeiro jogo da época, o Sporting recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 3-2. A equipa foi a seguinte: Ivkovic; João Luís Barbosa, Miguel, Pedro Venâncio e Valtinho; Marlon Brandão, Carlos Xavier, Carlos Manuel (José Lima, 78m) e Douglas; Paulinho Cascavel e Fernando Gomes (Ali Hassan, 89m). Os golos do Sporting foram marcados por Paulinho Cascavel aos 43m, Valtinho aos 68m e Douglas aos 88m. No total, Miguel disputou um total de 10 jogos.
A época de 1990/91, foi um pouco melhor em termos de jogos disputados, mas a frequência de utilização foi mais irregular. De facto, Miguel, apesar de reencontrar Marinho Peres como treinador só se estreou a titular na 14ª jornada do Campeonato na derrota por 2-0 no Estádio das Antas. A equipa que jogou nesse jogo foi a seguinte: Ivkovic; Carlos Xavier, Miguel, Pedro Venâncio e Leal; Careca (João Luís Esteves, 80m), Oceano, Filipe e Douglas; Fernando Gomes e Jorge Cadete. No total, Miguel disputou 20 jogos entre Campeonato, Taça de Portugal e Taça UEFA.
Na época seguinte, foi dispensado por Marinho Peres rumo ao Gil Vicente para se tornar num homem da casa. Ficou 6 épocas em Barcelos sempre a bom nível. Em 1991/92, disputou 32 jogos no Campeonato e ajudou a equipa gilista a ficar no 13º lugar da classificação. Na época seguinte, com Vítor Oliveira a treinador jogou em 32 jogos, marcando 2 golos, sendo determinante para o 9º lugar final da sua equipa.
Em 1993/94, a equipa ficou em 10º com Miguel a jogar em 24 jogos marcando 2 golos. A época de 1994/95 foi mais complicada para os comandados de Vítor Oliveira, que mesmo assim ficaram em 13º lugar da classificação evitando a despromoção, com Miguel a ser pedra basilar da equipa com 3 golos marcados em 21 jogos disputados. Na época seguinte iria jogar em 26 jogos, no 11º lugar da equipa. A sua última época em Barcelos foi a de 1996/97, na qual disputou 28 jogos marcando 2 golos. A nível colectivo a época foi terrível com a descida à 2ª Divisão de Honra, já que o Gil ficou no 18º e último lugar da classificação. Miguel desceu mais do que a equipa, pois foi jogar no Trofense que se encontrava na 2ª Divisão B.


Ficou no Trofense durante 8 anos, com destaque para as suas duas últimas épocas, nas quais começou a tomar forma o projecto que levaria a equipa da Trofa da 2ª B à 1ª Divisão em poucos anos. Nessas duas épocas, Miguel disputou 36 jogos apesar dos seus 40 anos, marcando 1 golo em 2003/04 e 4 golos em 2004/05. Com 43 anos retirou-se do futebol, após uma derradeira época no Torcatense, na Série A da 2ª Divisão B, fazendo 18 jogos, não conseguindo evitar o último lugar da classificação para a sua equipa.

Carreira

1984/85: V. Guimarães

1985/86: V. Guimarães

1986/87: V. Guimarães

1987/88: V. Guimarães

1988/89: Sporting

1989/90: Sporting

1990/91: Sporting

1991/92: Gil Vicente

1992/93: Gil Vicente

1993/94: Gil Vicente

1994/95: Gil Vicente

1995/96: Gil Vicente

1996/97: Gil Vicente

1997/98: Trofense

1998/99: Trofense

1999/00: Trofense

2000/01: Trofense

2001/02: Trofense

2002/03: Trofense

2003/04: Trofense

2004/05: Trofense

2005/06: Torcatense

Carreira no Sporting*

1988/89: 16 - / 4 1 / - -

1989/90: 10 - / - - / - -

1990/91: 16 - / 2 - / 2 -

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

(Agradecimento a Alberto de Castro Abreu pelas fotos e dados)

Avaliação: Flop

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Informação

Informo que por motivos profissionais (falta de tempo), os jogadores serão apresentados de 10 em 10 dias (dia 10, 20 e 30 de cada mês) e não todas as 4ªs. Espero que continuem a visitar, saudações desportivas!