terça-feira, 10 de março de 2009

Nº27: José Manuel Martins Dominguez


  • José Manuel Martins Dominguez.
  • Extremo Direito/Esquerdo.
  • Nasceu a 16 de Fevereiro de 1974 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça (1995/96).
  • 3 Internacionalizações.

O Dominguez foi um extremo que passou duas épocas no Sporting. Apesar de ter jogado uma quantidade apreciável de jogos, nunca se impôs verdadeiramente devido ao seu eterno defeito de ser demasiado individualista. Era um jogador muito baixo, rápido, que jogava em ambos os extremos, tecnicista, mas que levava ao desespero pela sua incapacidade de soltar a bola no momento certo. Contudo, era muito apreciado pelos adeptos, mesmo quando não conseguia pôr em prática o seu futebol. Ainda é dele o recorde de jogador mais baixo na Liga Inglesa (1.60m).

Fez toda a sua formação no Benfica e, em 1992/93, esteve emprestado ao Sintrense. Acabou dispensado do Benfica em virtude do seu tamanho e da sua intermitência nos jogos e rumou a Inglaterra para ser o Deus de Birmingham. Os adeptos daquele clube adoravam-no, mas José Dominguez retribuiu com óptimas exibições apenas na época de 1994/95, ao marcar 3 golos em 30 jogos e efectuar numerosas assistências.
No mercado de Verão em 1995, o Sporting fez uma proposta milionária para aquisição do jogador o que veio a acontecer. Deste modo, Carlos Queiroz ficava com um extremo rápido e com futuro para a nova época.
Fez a sua estreia pelo Sporting na 2ª mão da Supertaça, aquando do empate a 2 bolas do Sporting no Estádio das Antas. Foi suplente utilizado. O Sporting jogou com: Costinha; Nelson Alves, Naybet, Marco Aurélio e Vidigal (Dominguez, 25m); Pedro Barbosa (Paulo Alves, 55m), Pedro Martins, Oceano, Assis (Afonso Martins, 45m) e Amunike; Ouattara. Os golos foram marcados por Naybet aos 42m e Ouattara aos 74m em resposta aos dois golos de Domingos.
Estreou-se a titular no empate caseiro frente ao Boavista na 2ª jornada do Campeonato. A equipa nesse dia foi: Luís Vasco; Nelson Alves, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Pedro Barbosa (Chiquinho Conde, 61m), Pedro Martins, Afonso Martins e Dominguez; Ouattara e Paulo Alves (Cadete, 59m).
Nessa época jogou um total de 38 jogos em todas as competições, marcando 1 golo no Campeonato. Foi na 33ª jornada do Campeonato, já com Octávio Machado ao leme da equipa, na vitória do Sporting em Alvalade por 4-1 frente ao Desportivo de Chaves. Dominguez marcou aos 41m, sendo que os restantes golos foram marcados por Afonso Martins aos 22m, Sá Pinto aos 64m e Carlos Xavier aos 73m. Já nessa altura, surgiam relatos das saídas nocturnas de Dominguez com Sá Pinto e Dani. Acabou por ir aos Jogos Olímpicos de Atlanta conquistando o 4º lugar com a selecção, sendo que se estreou pela selecção A por essa altura.



Para a nova época, Dominguez começou por ser aposta de Waseige, sendo titular logo no primeiro jogo da época quando o Sporting foi ganhar por 3-1 a casa do Sporting Espinho com os golos a serem marcados por Pedrosa aos 24m, Vidigal aos 39m e Hadji aos 57m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: De Wilde; Gil Baiano, Oceano, Marco Aurélio e Pedrosa; Pedro Barbosa (Paulo Alves, 85m), Vidigal, Hadji, Afonso Martins e Dominguez (Luís Miguel, 81m); Missé-Missé (Porfírio, 69m).
Nessa época, marcou 3 golos no Campeonato, todos já com Octávio Machado ao leme da equipa, num total de 40 jogos em todas as competições. O primeiro desses golos aconteceu apenas à 24ª jornada do Campeonato, na vitória do Sporting por 4-1 frente ao Guimarães. Marcou aos 61m, imitando Paulo Alves (88m) e Oceano (28m e 45m); o segundo golo foi na vitória caseira frente ao Braga por 1-0, aos 54m, em jogo da 26ª jornada; o terceiro golo foi na última jornada, na derrota por 2-1 no Bessa, aos 14m.
As saídas à noite, levaram à sua venda para o Tottenham pelo mesmo preço pelo qual tinha sido comprado. Aí começou por dar nas vistas, mas com a troca de treinador, acabou por se perder. Em 3 épocas, foram apenas 12 os jogos a titular e 31 como suplente utilizado, marcando 4 golos.



Foi sem surpresa que, no final do contrato, assinou pelo Kaiserslautern, acabando por ser campeão pelo clube, mas jogando muito pouco. Em 4 épocas, jogou um total de 56 jogos com 5 golos marcados, com direito a passagem pela equipa de reservas. No final do contrato rumou ao Qatar para jogar pelo Al-Ahly, sem sucesso.
Voltou a Portugal e esteve a treinar com a U. Leiria para manter a forma, sendo que o tomou a derradeira opção da sua carreira ao ir jogar no Vasco da Gama do Brasil. Apenas 7 jogos e regresso a Portugal, para experimentar o futebol de praia onde também não se deu bem. Dominguez é apenas mais um exemplo de um jogador que podia ter sido um craque mundial, mas simplesmente perdeu-se por não conseguir evoluir o seu futebol e a sua cabeça.

Carreira

1992/93: Sintrense

1993/94: Birmingham

1994/95: Birmingham

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting

1997/98: Tottenham

1998/99: Tottenham

1999/00: Tottenham

2000/01: Tottenham
Kaiserslautern

2001/02: Kaiserslautern

2002/03: Kaiserslautern

2003/04: Kaiserslautern

2005: Al-Ahly
Vasco da Gama

Carreira no Sporting*

1995/96: 30;1 / 4;- / 4;-

1996/97: 32;3 / 5;- / 3;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

domingo, 1 de março de 2009

Nº26: Fábio Camilo de Brito, “Nenê”


  • Fábio Camilo de Brito, “Nenê”.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 6 de Junho de 1975 em São Paulo (Brasil).
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
  • 5 Internacionalizações pelo Brasil.

O Nenê foi um central brasileiro que passou pelo Sporting na negra época de 1997/98. Jovem internacional chegou como alternativa de futuro a Marco Aurélio, mas nunca se afirmou, jogando muito pouco. Ainda joga no Coritiba.

Fez toda a sua formação como jogador nos escalões jovens da Juventus de São Paulo e foi por essa equipa que fez a sua estreia a profissional. Em 1996, saiu rumo ao Guarani para lá ficar durante um ano e meio em que chamou a atenção de alguns clubes europeus acabando por ingressar no Sporting. Antes disso, no ano de 1995, conseguiu as suas 5 internacionalizações pelo Brasil ao ser convocado para a Taça Mercosul. Estreou-se contra o Uruguai e teve a sua última internacionalização dois meses depois frente às Honduras.
Em 1997, chega pela mão de Norton de Matos e José Roquette ao Sporting para integrar o plantel às ordens de Octávio Machado que iria disputar a Liga dos Campeões. O que começou por ser uma boa época, acabou mal com quatro treinadores e muitas dispensas no final da época.
Jogou pela primeira vez no dia 27 de Setembro de 1997 na visita ao Estádio da Luz que acabou num empate a zero entrando aos 55m para o lugar de Leandro para reforçar a defesa já que Oceano tinha sido expulso na 1ª parte ainda.

A sua estreia a titular ocorreu a 5 de Novembro de 1997, na copiosa derrota de 4-1 sofrida pelo Sporting em Leverkusen. Hadji marcou o único golo dos leões aos 44m, sendo que o Sporting acabou o jogo com 9 jogadores por força do vermelho directo a Pedro Barbosa aos 81m e da expulsão de Vidigal aos 22m por acumulação de amarelos. O Sporting alinhou com: De Wilde; Quim Berto, Nenê, Marco Aurélio e Vinicius (Saber, 40m); Hadji, Oceano, Vidigal, Pedro Martins (Luís Miguel, 88m) e Pedro Barbosa; Leandro Machado (Giménez, 75m).
Até ao final da época, jogaria apenas mais 3 jogos no Campeonato, 2 na Liga dos Campeões e 1 na Taça. Foi emprestado ao Bahia onde foi campeão baiano.
Em 1998/99, regressou ao Sporting, mas nunca jogou. Apenas foi ao banco um jogo. Foi então para o Corinthians, onde marcou 4 golos em 19 jogos e ajudou a equipa a vencer o Campeonato e o Estadual de S. Paulo.


Na época seguinte, rumou ao Grémio onde conquistou 1 Estadual do Rio Grande e 1 Taça Brasileira, jogando um total de 32 jogos com 1 golo marcado, nas duas épocas em que esteve naquele clube. Despertou a atenção do Hertha Berlim que o contratou para a época de 2002/03, mas disputou apenas 10 jogos.
Voltou ao Brasil para jogar no Vitória onde conquistou mais um Campeonato Baiano com 28 jogos e 1 golo marcado. Rumou ao Japão para representar o Urawa Red Diamonds e em 4 anos, jogou 41 jogos e marcou 4 golos, conquistando 1 Campeonato, 2 Taças do Imperador e 1 Taça Asiática. Voltou então no ano passado ao Brasil para jogar no Coritiba, onde ainda se mantém. Na época passada jogou 13 jogos.




Carreira

1995: Juventus SP

1996: Juventus SP

1997: Guarani

1997/98: Sporting
Bahia

1998/99: Sporting
Corinthians

2000: Grémio

2001: Grémio

2002: Grémio

2002/03: Hertha Berlim
Vitória

2004: Vitória
Urawa RD

2005: Urawa RD

2006: Urawa RD

2007: Urawa RD

2008: Coritiba

Carreira no Sporting*

1997/98: 4;- / 1;- / 3;-

1998/99: -;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Nº25: Samuel Ferreira Fraguito

  • Samuel Ferreira Fraguito.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 8 de Setembro de 1951 em Vila Real.
  • Títulos no Sporting: 2 Campeonatos Nacionais (1973/74 e 1979/80) e 3 Taças de Portugal (1972/73, 1973/74 e 1977/78).
  • 6 Internacionalizações com 1 golo marcado.

Fraguito foi um grande centro campista do Sporting nos anos 70. Tinha um aspecto pesado, mas andava sempre a correr atrás da bola, sempre pressionante, imprimindo velocidade ao ataque. A isto aliava uma excelente visão de jogo. Este craque leonino podia ter ido mais além, não fosse o facto de estar tapado na selecção por João Alves e as inúmeras lesões, a grande maioria bem graves. O actual jogador do Sporting João Moutinho é comparado a Samuel Fraguito pelos mais antigos, devido à forma de jogar e ao facto de serem os dois médios box-to-box.

Nascido em Vila Real, foi para o Brasil com os pais. Começou a jogar nas camadas jovens do Fluminense e completou a sua formação quando regressou a Portugal, no clube da sua terra: o Vila Real. Foi depois para o Boavista onde ficou duas épocas. Na primeira época, realizou 24 jogos e marcou 2 golos, no 6º lugar da equipa no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Na segunda, a equipa ficou no 11º lugar e Fraguito realizou 29 jogos, marcando 4 golos.
É então que surge o convite do Sporting para integrar o plantel de Ronnie Allen. Faz a sua estreia na 1ª jornada do Campeonato no jogo em que o Sporting foi às Antas vencer o FC Porto por 1-0 com golo de Yazalde aos 17m. A equipa que alinhou nesse dia 11 de Setembro de 1972 foi a seguinte: Vítor Damas; Pedro Gomes, Laranjeira, Vitorino Bastos e Carlos Pereira; Manaca (Fernando Tomé, 45m), Fraguito e Marinho; Vagner Canotilho (Vítor Gonçalves, 60m), Yazalde e Nelson. Dois dias depois, em jogo a contar para a 1ª mão da 1ª Eliminatória da Taça das Taças, Fraguito marca o seu primeiro golo pelo Sporting. Aconteceu aos 59m e foi um lance genial em que do lado esquerdo com uma só finta tira três adversários do caminho antes de rematar à baliza. O Sporting venceria o Hibernians por 2-1 com o outro golo a ser marcado por Manaca aos 61m. A época acabaria com a vitória na Taça de Portugal e Fraguito jogaria um total de 21 jogos em todas as competições.

A época seguinte ficaria marcada pela dobradinha sob o comando de Mário Lino. Fraguito perderia parte da época por lesão, mas mesmo assim em 16 jogos marcou 6 golos, 2 na Taça das Taças e 4 no Campeonato. Na época de 1974/75, o Sporting ficaria em 3º lugar do Campeonato e Samuel Fraguito iria realizar 19 jogos em todas as competições e marcaria 3 golos. Esses golos ocorreram: na Taça de Portugal na vitória sobre o Atlético; no Campeonato na 26ª jornada na vitória por 5-1 frente ao Sporting de Espinho e na 29ª jornada no empate 1-1 com o Benfica.


Na época seguinte, não teria lesões e deste modo foi totalista no Campeonato, disputando os 30 jogos e marcando 2 golos. Na 22ª jornada, o Sporting recebeu e venceu o FC Porto por 5-1 com Fraguito a marcar aos 49m, sendo que os outros golos foram marcados por Chico Faria aos 6m e 28m, Manuel Fernandes aos 61m e Baltasar aos 83m. O outro golo no Campeonato foi marcado na jornada seguinte, aos 2m, na vitória por 1-0 frente ao U. Tomar. Na Taça de Portugal marcaria 2 golos, ambos ao Sesimbra na vitória por 5-0. A época de 1976/77 também correu bem a Fraguito que disputou 28 jogos e marcou 4 golos, frente ao Portimonense, FC Porto, Penalva Castelo e U. Lamas.

Na época de 1977/78, o Sporting venceria a Taça de Portugal e Fraguito teria uma época marcada por lesões. Disputou um total de 17 jogos, com 2 golos marcados. 1 no Campeonato, logo na 1ª jornada no empate 1-1 com o Benfica e o outro na derrota por 3-2 frente ao Bastia. Na época seguinte, continuaria o calvário com apenas 15 jogos disputados e todos já no final da época.

Equipa em 1979/80.
Em cima da esquerda para a direita: Eurico, Jordão, Fidalgo, Meneses, Fraguito e Vitorino Bastos.
Em baixo pela mesma ordem: Ademar, Manuel Fernandes, Barão, José Eduardo e Manoel.

Na época seguinte, o Sporting seria campeão com Fernando Mendes e Fraguito apesar de algumas pequenas lesões disputou 26 jogos e marcou 2 golos. Um desses golos foi no Campeonato, na vitória por 3-0 frente ao Marítimo, na Madeira. O golo seria marcado aos 71m, depois dos golos de Jordão aos 60m e Manuel Fernandes aos 68m. O outro golo seria marcado na Taça de Portugal no jogo em que o Sporting venceu o Amarante por 5-0. Fraguito marcou o 3-0 e saiu a seguir lesionado.
Finalmente, a época de 1980/81 seria a sua última ao serviço do Sporting, sendo já notórias as dificuldades físicas do enorme Samuel Fraguito. Disputou 20 jogos e despediu-se com 3º lugar no Campeonato. Hoje em dia, segundo o que ouvi dizer explora um restaurante em Vila Real, sua terra natal.

Carreira

1968/69: Vila Real

1969/70: Vila Real

1970/71: Boavista

1971/72: Boavista

1972/73: Sporting

1973/74: Sporting

1974/75: Sporting

1975/76: Sporting

1976/77: Sporting

1977/78: Sporting

1978/79: Sporting

1979/80: Sporting

1980/81: Sporting

Carreira no Sporting*

1972/73: 18;- / 1;- / 2;-

1973/74: 11;4 / -;- / 5;2

1974/75: 15;2 / 4;1 / -;-

1975/76: 30;2 / 4;2 / 2;-

1976/77: 23;2 / 5;2 / -;-

1977/78: 13;1 / 2;- / 2;1

1978/79: 10;- / 5;- / -;-

1979/80: 21;1 / 2;1 / 3;-

1980/81: 18;- / 1;- / 1;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nº24: Vítor Manuel Fernandes dos Santos


  • Vítor Manuel Fernandes dos Santos.
  • Defesa Esquerdo.
  • Nasceu a 6 de Setembro de 1965 no Seixal.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).

O Vítor Santos foi um defesa esquerdo português formado no Sporting que nunca vingou na equipa principal, sendo por isso considerado um flop. Aliás, nunca chegou a vingar no futebol português, muito por culpa das suas consecutivas lesões que o impediam de se afirmar nas equipas que representou. Era um defesa esquerdo, que também podia jogar como médio ala ou interior esquerdo e destacava-se pela sua rapidez e excelente pé esquerdo. Contudo, muitas vezes tornava-se permissivo na zona defensiva devido às suas constantes subidas no terreno.




Começou a sua carreira nos iniciados do Seixal, captando a atenção do Sporting para o qual se transferiu e concluiu a formação. Foi emprestado na sua primeira época de sénior ao Olhanense. Na segunda época como sénior voltou a ser emprestado, desta vez ao Sporting da Covilhã onde fez 15 jogos e marcou 1 golo, não conseguindo a equipa evitar o último lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, descendo de divisão. Na época seguinte, foi novamente emprestado, mas desta vez ao Farense, onde apenas realiza 12 jogos, mas faz excelentes exibições no 15º lugar da equipa no Campeonato, pelo que, na época seguinte, regressou a Alvalade.
Era a época de 1987/88 e o Sporting era treinado por Keith Burkinshaw que entrou em rota de colisão com alguns jogadores, entre os quais Fernando Mendes. Deste modo, Vítor Santos estreia-se com a camisola leonina logo na 1ª jornada do Campeonato, na vitória do Sporting por 4-1 frente ao Rio Ave, em Alvalade. Os golos foram marcados por Marlon Brandão aos 28, Paulinho Cascavel aos 59m e 86m e Tony Sealy aos 78m e a equipa alinhou da seguinte forma: Rui Correia; João Luís Barbosa, Venâncio, Duílio e Vítor Santos; Marlon Brandão (Jorge Cadete, 80m), Mário Coelho (Mário Jorge, 66m), Oceano e Silvinho; Tony Sealy e Paulinho Cascavel.



Ao longo da época jogou um total de 16 jogos em todas as competições, não se afirmando, mas deixando alguma esperança aos adeptos sportinguistas no seu futuro. Ainda conseguiu ser internacional no escalão de esperanças por 3 vezes.
Contudo, na época seguinte, o Sporting de Jorge Gonçalves decide comprar o defesa Miguel ao Vitória de Guimarães e, no negócio, além de pagar um montante em dinheiro, mandou para Guimarães os jogadores Germano, Silvinho e Vítor Santos. Chegava assim ao fim a carreira de Vítor Santos no Sporting.



No Guimarães, começou por ser aposta do treinador Geninho, mas logo perdeu o lugar para Basílio e Roldão. Jogou apenas 9 jogos no 9º lugar da equipa e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, que já tinha vencido na época anterior ao serviço do Sporting.
Na época de 1989/90, manteve-se no plantel sob o comando de Paulo Autuori, mas voltou a jogar muito pouco: apenas 5 jogos no 4º lugar da equipa no Campeonato.
A época seguinte foi a sua última em Guimarães, alcançando o 9º lugar no Campeonato. Mas, nunca foi opção dos três treinadores, Paulo Autuori, Pedro Rocha e João Alves, jogando apenas 5 jogos e todos como suplente utilizado, pelo que foi sem surpresa que saiu na época seguinte.


Foi para o Desportivo de Chaves para ser suplente de Lino, jogando apenas 8 jogos. A equipa ficou no 9º lugar do Campeonato. Na época seguinte, o Chaves ficou em último lugar no Campeonato e Vítor Santos alinhou em 18 jogos, conseguindo finalmente ser opção mais vezes. Contudo, na época seguinte não faz qualquer jogo pela equipa. Assim, deixa o Chaves em Março e vai para o Sporting de Espinho a tempo de alinhar em 7 jogos e ajudar a equipa a permanecer na 2ª Divisão de Honra, no 14º lugar da geral.
Em 1994/95, joga 6 jogos pelo Sporting de Espinho, mas a meio da época vai para o Louletano. Em 1995/96, regressa ao clube que o viu nascer para o futebol: o Seixal. Fica por lá durante 2 épocas, ajudando a equipa a classificar-se no 9º e 2º lugar, respectivamente, da Série F da 3ª Divisão. No final da época de 1997/98 põe fim à sua carreira de jogador de futebol, ao jogar e ajudar o Amora a ficar em 2º lugar da Série F da 3ª Divisão.



Carreira

1984/85: Olhanense

1985/86: Sp. Covilhã

1986/87: Farense

1987/88: Sporting

1988/89: V. Guimarães

1989/90: V. Guimarães

1990/91: V. Guimarães

1991/92: Desp. Chaves

1992/93: Desp. Chaves

1993/94: Desp. Chaves
Sp. Espinho

1994/95: Sp. Espinho
Louletano

1995/96: Seixal

1996/97: Seixal

1997/98: Amora

Carreira no Sporting*

1987/88: 12;- / 1;- / 3;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nº23: João Pedro da Cruz

  • João Pedro da Cruz.
  • Extremo Esquerdo/Avançado.
  • Nasceu a 31 de Outubro de 1915, em Évora.
  • Faleceu a 7 de Julho de 1981, em Évora.
  • Títulos no Sporting: 3 Campeonatos Nacionais (1940/41, 1943/44 e 1946/47), 2 Taças de Portugal (1940/41 e 1945/46), 1 Campeonato de Portugal (1937/38) e 8 Campeonatos de Lisboa (1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45 e 1946/47).
  • 10 Internacionalizações.

João Cruz foi um fabuloso jogador que passou pelo Sporting durante 11 anos, conseguindo inúmeros títulos e sendo o 10º melhor marcador de sempre do clube. Era avançado, mas jogava a extremo esquerdo no habitual esquema da época de cinco avançados ao lado daqueles que os mais antigos garantem ter superado os Cinco Violinos: Adolfo Mourão, Manuel Soeiro, Fernando Peyroteo (que fez parte depois dos Cinco Violinos) e Pedro Pireza. Acabou por perder fulgor quando apareceu o Violino Albano e acabou a sua carreira aquando do aparecimento do Violino Manuel Vasques.



Nascido em Évora, começou a carreira no Vitória de Setúbal e veio para o Sporting em 1936. Estreou-se na 1ª jornada do Campeonato de Lisboa, que viria a vencer, no jogo frente ao Carcavelinhos que acabou com um empate a 2 golos, com Soeiro a marcar os dois golos aos 35m e 88m. Sob o comando de Joseph Szabo, o Sporting alinhou nesse dia 11 de Outubro de 1936 com: Azevedo; António Serrano e Joaquim Serrano; Abelhinha, Henriques e Faustino; João Cruz, Pireza, Soeiro, Adolfo Mourão e Francisco Lopes. A sua estreia a marcar com a camisola leonina ocorreu uma semana depois na goleada que o Sporting infligiu ao Benfica por 5-0, no Campo das Amoreiras. João Cruz iria inaugurar o marcador aos 17m, sendo seguido por Soeiro aos 29m e 70, Pireza aos 77m e Faustino aos 88m.
Na época seguinte, chegaria ao Sporting um senhor chamado Fernando Peyroteo e estava formado o primeiro grande quinteto atacante do Sporting com João Cruz, Fernando Peyroteo, Pedro Pireza, Adolfo Mourão e Manuel Soeiro. Os antigos garantem que este suplantou os Cinco Violinos, Peyroteo, Albano, Vasques, Jesus Correia e Travassos. João Cruz iria marcar 22 golos num total de 28 jogos disputados, ajudando à conquista de mais um Campeonato de Lisboa.

João Cruz iria marcar sempre uma quantidade apreciável de golos ao longo da sua carreira de leão ao peito, sendo que o seu ano mais produtivo foi o de 1942/43, em que apontou um total de 25 golos em 30 jogos. Nesse ano, história com contornos de épico: num jogo contra o Benfica, o guarda-redes Azevedo lesiona-se aos 52m e João Cruz vai para a baliza. Não sofreu golos durante os restantes 38m do jogo!
Começou a perder algum fulgor com a chegada de Albano e, após uma época em mal jogou, vê a chegada de Vasques cortar a sua presença na equipa. De facto, o seu último jogo com a camisola do Sporting data da época de 1946/47, no Campeonato da I Liga, na derrota por 3-1 em casa do Benfica. Foi no dia 8 de Junho de 1947, sob o comando de Robert Kelly, com o golo a ser marcado por Sidónio Silva aos 26m, sendo que o Sporting apresentou uma equipa de segunda linha: Manuel Reis; Ismael Borges e Juvenal Silva; Canário, Manuel Marques e Veríssimo Alves; Armando Ferreira, Luís Cordeiro, Sidónio Silva, António Marques e João Cruz.
João Cruz, que faleceu em 1981, fica, assim, na história do Sporting ao ser o 10º melhor marcador de sempre com mais de uma centena de golos e por ser dos mais titulados. Contabilizou um total de 14 títulos e 10 Internacionalizações pela selecção portuguesa. É uma figura incontornável na história do Sporting Clube de Portugal!

Carreira

1934/35: V. Setúbal

1935/36: V. Setúbal

1936/37: Sporting

1937/38: Sporting

1938/39: Sporting

1939/40: Sporting

1940/41: Sporting

1941/42: Sporting

1942/43: Sporting

1943/44: Sporting

1944/45: Sporting

1945/46: Sporting

1946/47: Sporting

Carreira no Sporting*

1936/37: 14;5 / 7;2 / 10/2

1937/38: 13;7 / 5;3 / 10;12

1938/39: 13;6 / 6;1 / 8;6

1939/40: 17;10 / 4;3 / 10;4

1940/41: 13;5 / 7;4 / 10;11

1941/42: 21;12 / 3;1 / 10;12

1942/43: 17;15 / 3;1 / 10;9

1943/44: 16;3 / 2;- / 7;3

1944/45: 7;2 / 8;- / 8;1

1945/46: 12;- / -;- / 3;-

1946/47: 2;- / -;- / 1;-

*Época: Campeonato I Liga (J;G)/Campeonato Portugal e Taça (J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

Avaliação: Craque

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

2º Treinador: Harry Keith Burkinshaw


  • Harry Keith Burkinshaw.
  • Nasceu a 23 de Junho de 1935 em Higham (Inglaterra).
  • No Sporting durante: 1 ano.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).

Keith Burkinshaw foi um dos treinadores que passou pelo Sporting nos negros anos do jejum de títulos. Apesar de ter ganho uma Supertaça, é um flop como treinador do Sporting, devido às suas atitudes para alguns jogadores e a incapacidade de colocar a equipa a jogar futebol no Campeonato. Ficou no clube exactamente um ano, entrando para o lugar de Manuel José e sendo despedido para entrar António Morais para o comando do Sporting. Foi despedido pelo presidente que o contratou: Amado de Freitas.

Começou a sua carreira de futebolista nas camadas jovens dos Wolves para, já nos anos 50, mudar para o Denaby United onde ficou até 1953. Era um defesa raçudo que foi contratado em 1953 pelo Liverpool. Em 4 épocas apenas jogou uma vez, contra o Port Vale em 1955. Em Dezembro de 1957, o Workington pagou 3 mil libras pela sua contratação e o dinheiro foi muito bem empregue.
Em 8 épocas no clube jogou um número impressionante de 293 desafios e marcou 9 golos. Teve aqui a sua primeira experiência como treinador ao orientar a equipa na última época em que lá esteve, mais especificamente entre Novembro de 1964 e Março de 1965. Em Maio, saiu rumo ao Scunthorpe United e, em três épocas, marcou 3 golos em 108 jogos realizados, outro número impressionante. No final da época de 1967/68, com 33 anos, anuncia o final da sua carreira de futebolista profissional e assume uma carreira de treinador.

Foi para a Zâmbia treinar durante alguns meses e regressou a Inglaterra para treinar o Newcastle, de onde foi despedido já em 1975. Foi para Tottenham onde ficou durante 8 anos para se tornar o segundo técnico mais bem sucedido da história daquele clube londrino logo atrás de Bill Nicholson. No primeiro ano, os spurs desceram de divisão, mas na época seguinte iriam regressar e Burkinshaw levaria o clube à glória, ao ganhar duas taças de Inglaterra e uma Taça UEFA. Sairia em 1984 com o dever cumprido, mas nunca mais teria o mesmo sucesso, entrando a sua carreira numa espiral decrescente. Nesse ano, foi apontado como treinador da selecção do Bahrain onde ficou até 1986.
No final de 1986, o Sporting treinado por Manuel José e presidido por Amado de Freitas que tinha substituído João Rocha pouco tempo antes goleou o Benfica por 7-1, mas ficou 6 jogos sem ganhar. Em Fevereiro, Amado de Freitas apresenta Keith Burkinshaw como novo treinador do Sporting.
Estreou-se com um empate a uma bola, em Portimão, em jogo a contar para a 20ª jornada do Campeonato Nacional, no dia 22 de Fevereiro de 1987. A equipa que fez alinhar foi a seguinte: Vítor Damas; João Luís Barbosa, Morato, Venâncio e Fernando Mendes (Silvinho, 45m); Zinho (Houtman, 66m), Oceano, Litos e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Meade. O golo do Sporting foi marcado por Houtman aos 84m. O Sporting, no final da época, ficaria em 4º lugar no Campeonato e seria derrotado pelo Benfica na final da Taça de Portugal. Em 11 jogos para o Campeonato, Burkinshaw conseguiu 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 22 golos marcados e 11 sofridos.

No início da época de 1987/88, Amado de Freitas renovou a confiança em Burkinshaw que não correspondeu. Apesar de vencer a Supertaça, a equipa não funcionava no Campeonato e havia uma tensão com alguns jogadores do clube. De facto, depois de dispensar Manuel Fernandes e Jordão, negou oportunidades a Fernando Mendes, que acabaria por sair e quase renegava Vítor Damas em favor de Rui Correia e Vital. O Sporting fez poucas contratações para essa época. Apenas fez subir Rui Correia dos juniores, fez regressar Cadete do empréstimo ao V. Setúbal e contratou Tony Sealy e Paulinho Cascavel.
Na Taça de Portugal, o Sporting foi derrotado pelo Farense logo na primeira eliminatória em que entrou. No Campeonato, manteve-se até 31 de Janeiro de 1988, sendo despedido após derrota pesada por 4-0 em Penafiel, para entrar António Morais. Num total de 19 jogos no Campeonato conseguiu apenas 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 26 golos marcados e 23 golos sofridos.
Um exemplo da guerra que mantinha com alguns jogadores foi numa eliminatória da Taça das Taças frente ao Kalmar (5-0) em que, após renegar Vítor Damas, promove o seu regresso. No final do jogo, Damas não esteve para menos: “Não estou ao serviço do senhor Burkinshaw nem me estou a servir a mim próprio, sirvo apenas o Sporting Clube de Portugal. Suplente? Nem sempre fui suplente, cheguei até a ser terceiro guarda-redes…”
O único ponto positivo foi a conquista da Supertaça. O Sporting venceu a 6 de Dezembro, na 1ª Mão, na Luz, por 3-0 e na 2ª Mão venceu em Alvalade por 1-0 com a seguinte equipa: Vital; João Luís Barbosa, Duílio, Morato e Virgílio; Silvinho, Oceano, Carlos Xavier (Marlon Brandão, 80m) e Mário Jorge; Sealy (Mário Coelho, 72m) e Paulinho Cascavel. O único golo seria marcado por Silvinho aos 20m.
Depois de sair do Sporting, foi para o Gillingham onde ficou uma época. Depois foi assistente no West Bromwich, subindo a treinador principal na época de 1993/94, mas foi despedido depois de evitar por pouco a despromoção. Em 1997 assumiu por pouco tempo o comando do Aberdeen, onde era director. Finalmente, em 2005 foi contratado como adjunto para o Watford, saindo em 2007 por razões que se prendiam com a saúde de um familiar.

Carreira como treinador

1968: Zâmbia

1969/70: Newcastle

1970/71: Newcastle

1971/72: Newcastle

1972/73: Newcastle

1973/74: Newcastle

1974/75: Newcastle

1975/76: Newcastle

1976/77: Tottenham

1977/78: Tottenham

1978/79: Tottenham

1979/80: Tottenham

1980/81: Tottenham

1981/82: Tottenham

1982/83: Tottenham

1983/84: Tottenham

1985: Bahrain

1986/87: Sporting

1987/88: Sporting

1988/89: Gillingham

1993/94: West Bromwich Albion

1997: Aberdeen

Carreira no Sporting

1986/87: 4º lugar
(Desde Fevereiro)

1987/88: Inc.
(Até Janeiro)

Avaliação: Flop

sábado, 10 de janeiro de 2009

Nº22: Hugo Cardoso Porfírio


  • Hugo Cardoso Porfírio.
  • Extremo / Avançado.
  • Nasceu a 28 de Setembro de 1973 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
  • 3 Internacionalizações por Portugal.

O Porfírio foi uma das maiores esperanças que saíram das camadas jovens do Sporting, sendo o jogador perfeito para colocar o rótulo de promessa eternamente adiada. De facto, apesar de ter chegado a internacional e de ter representado clubes de renome nunca confirmou as expectativas que criou à sua volta quando ainda era júnior do Sporting. Retirou-se no final da época passada depois de ter andado esquecido pelas divisões inferiores.

Sempre foi um jogador rápido e que se destacava pelo seu pé esquerdo fantástico, com uma técnica acima da média, pelo que foi sem surpresa que na época de 1992/93 começou a ser chamado por Bobby Robson para treinar com a equipa principal depois de se destacar nos juniores. Chegou mesmo a participar em 2 jogos, contabilizando apenas 53m nessa época. A sua estreia deu-se a 8 de Maio de 1993 na 30ª jornada do Campeonato no jogo em que o Sporting recebeu e venceu o Beira-Mar por 3-1, com golos de Juskowiak aos 52m e 83m e de Cherbakov aos 62m, quando entrou aos 85m para o lugar de Balakov. Na última jornada do Campeonato estreou-se a titular jogando os primeiros 45m do jogo, em Alvalade, frente ao Paços Ferreira. Foi no dia 6 de Junho de 1993 e o Sporting venceu por 3-1 com golos de Iordanov aos 66m, Capucho aos 82m e Cadete aos 89m. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Rogério Peres; Nelson, Peixe, Carlos Jorge e Paulo Torres; Capucho, Figo (Iordanov, 57m), Filipe e Porfírio (Balakov, 45m); Cadete e Juskowiak. No final da época iria participar no Mundial de Juniores da Austrália onde jogou 2 jogos.
Na época seguinte, Porfírio jogou um pouco mais ao disputar 9 jogos para o Campeonato e 4 para a Taça com 1 golo marcado. Esse golo aconteceu no dia 15 de Fevereiro de 1994 em jogo a contar para os quartos de final da Taça, em Alvalade, frente ao Trofense (3-1). Sob arbitragem de Fortunato Azevedo, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nelson, Peixe, Valckx e Paulo Torres; Capucho, Poejo (Iordanov, 45m), Paulo Sousa e Pacheco (Porfírio, 68m); Cadete e Juskowiak. Os golos foram apontados por Capucho aos 29m, Iordanov aos 52m e Porfírio aos 88m.


Era preciso ganhar maturidade e experiência, pelo que Porfírio foi emprestado pelo Sporting na época de 1994/95 ao Tirsense. A equipa de Eurico Gomes atingiu um impressionante 8º lugar tendo em conta que tinham acabado de subir de divisão e Porfírio disputou 19 jogos, pelo que na época seguinte foi novamente emprestado, desta feita ao U. Leiria. Pode-se dizer que explodiu como era previsto ao disputar 28 jogos e marcar 8 golos no 7º lugar da equipa. Chega à selecção nacional pela mão de António Oliveira num jogo frente à Irlanda em Dublin, na vitória de Portugal por 1-0. Foi convocado para o Europeu de Inglaterra onde apenas jogou os 15 minutos finais do jogo da fase de grupos frente à Turquia, sendo que a sua última internacionalização data de 9 de Novembro desse ano, na vitória caseira de Portugal por 1-0 frente à Ucrânia já com Artur Jorge ao leme da equipa das quinas. Voltando ao Verão de 1996, Porfírio foi uma das figuras da selecção portuguesa que conseguiu um inédito 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta, sob o comando de Nelo Vingada.

Regressou a Alvalade como grande esperança, mas não passou disso mesmo ao apenas ter jogado por 2 vezes com Robert Waseige. Foi na 1ª jornada do Campeonato, na vitória em Espinho por 3-1, quando entrou aos 69m para o lugar de Missé-Missé e na 1ª mão da 1ª Eliminatória da Taça UEFA em Montpellier (1-1) quando entrou aos 70m para o lugar de Dominguez. Foi emprestado no mercado de Inverno ao West Ham, onde marcou 2 golos em 23 jogos no 15º lugar da sua equipa no Campeonato.
Já com o rótulo de promessa adiada foi vendido pelo Sporting ao Racing Santander onde chegou como contratação mais cara da história do clube. Nunca confirmou o seu valor, destacando-se por uma permanente má forma física. Mesmo assim jogou 20 jogos e marcou 1 golo, no empate a 2 bolas frente ao Tenerife, e coleccionou cartões (9 amarelos e 2 vermelhos). A equipa ficou no 15º lugar da Liga Espanhola.

Na época seguinte chega ao Benfica pela mão de Vale e Azevedo, mas volta a ser uma desilusão. Jogou apenas 6 jogos em 2 épocas na equipa principal e marcou 2 golos na Taça. Muito pouco para quem, na conferência de imprensa em que foi apresentado, disse que “não tinha nada a provar a ninguém”. Na época de 1999 foi emprestado ao Nottingham Forest onde apenas jogou 9 jogos e marcou 1 golo. No que restou do seu contrato com o Benfica jogou na equipa B e foi emprestado em 2000/01 ao Marítimo onde marcou 1 golo em 17 jogos. Foi dispensado no final da época de 2003/04 para ingressar no 1º Dezembro da 3ª Divisão Portuguesa onde conseguiu algum destaque e ajudou a equipa a ficar no 12º lugar da Série E em 2004/05 e no 5º lugar em 2005/06.
No final da época ruma ao Oriental, para na mesma série, alcançar um 3º lugar com a equipa. Em 2007/08 rumou ao Al-Nassr da Arábia Saudita, para encerrar a carreira no final da época. Hugo Porfírio, sem dúvida uma promessa eternamente adiada.

Carreira

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Tirsense

1995/96: U. Leiria

1996/97: Sporting
West Ham

1997/98: Racing Santander

1998/99: Benfica
Nottingham Forest

1999/00: Benfica

2000/01: Marítimo

2001/02: Benfica

2002/03: Benfica B

2003/04: Benfica B

2004/05: 1º Dezembro

2005/06: 1º Dezembro

2006/07: Oriental

2007/08: Al-Nassr

Carreira no Sporting*

1992/93: 2 - / - - / - -

1993/94: 9 - / 4 1 / - -

1996/97: 1 - / - - / 1 -
(Até Dezembro)

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop