terça-feira, 30 de junho de 2009

Nº37: Fernando Manuel Antunes Mendes




  • Fernando Manuel Antunes Mendes.
  • Defesa Esquerdo.
  • Nasceu a 5 de Novembro de 1966 em Setúbal.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).
  • 11 Internacionalizações.


Fernando Mendes, lateral esquerdo internacional português, relativamente apreciado por sportinguistas, bastante apreciado por portistas, odiado pelos benfiquistas. Este jogador, bastante irreverente e sem papas na língua, foi formado em Alvalade, saindo em 1989 por divergências com a direcção. Será considerado craque, pois brilhou por onde passou, com excepção do Benfica, sendo um dos últimos grandes laterais esquerdos portugueses, destacando-se pela sua raça a defender e por gostar de subir no terreno. Actualmente, anda nas bocas do mundo, já que, por coincidência, lançou um livro em que assume ter usado doping depois de sair do Sporting e em que faz acusações bastante graves a certos clubes por onde passou.








Este montijense de gema, como se auto-intitula, foi o único jogador a passar pelos cinco clubes que foram campeões portugueses. Começou a jogar futebol nos iniciados do Montijo, entrando em Alvalade, em 1980, para os iniciados. Aí fez todo o seu percurso de formação, sendo internacional português em todos os escalões de formação.
Em 1985, no último jogo da época, o treinador interino Pedro Gomes resolve chamá-lo para o banco, promovendo mesmo a sua estreia, com apenas 18 anos. Foi no dia 2 de Junho, quando entrou aos 60m para o lugar de Mário Jorge, na vitória leonina, em Alvalade, sobre o V. Setúbal por 4-0.
Na época seguinte, foi aposta desde o início do treinador Manuel José. Estreou-se a titular logo na 1ª jornada do Campeonato, na vitória por 6-0, em Alvalade, frente ao Penafiel, com 1 golo de Mário Jorge aos 44m e 5 golos de Manuel Fernandes aos 14m, 20m, 53m, 72m e 84m. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Vítor Damas; Gabriel, Morato, Venâncio e Fernando Mendes; Litos, Sousa, Romeu e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Jordão. Nessa época, o Sporting ficou em 3º lugar, com Fernando Mendes a somar 33 jogos no total de todas as competições.







Sporting 1986/87



Na época seguinte, voltou a ser aposta de Manuel José e chegou mesmo à selecção, tendo o seu ponto alto o jogo com o Barcelona. Vamos por partes. Na 1ª jornada do Campeonato, o Sporting recebeu e venceu o Chaves por 3-1 com golos de Manuel Fernandes aos 70m e 85m e Meade aos 35m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Vítor Damas; Gabriel (Litos, 34m), Morato, Venâncio e Fernando Mendes; Virgílio (Oceano, 67m), Zinho, Negrete e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Meade.
No dia 12 de Outubro chegou à selecção A, no empate caseiro 1-1 frente à Suécia. Jogou de início na equipa delineada por Ruy Seabra: Zé Beto; Veloso, Eduardo Luís, Dito e Fernando Mendes; Jaime, Nunes, Alberto, Shéu (Coelho, 62m) e Adão (Mário Jorge, 72m); Manuel Fernandes.
Finalmente, um dos seus melhores jogos. A 5 de Novembro, no dia do vigésimo aniversário de Fernando Mendes, o Sporting recebeu o Barcelona depois de ter perdido por 1-0 em Camp Nou. No dia anterior, Mendes disse a Manuel José que faria 2 cruzamentos para golo, sendo que o treinador lhe prometeu uma lagosta se tal acontecesse. Ora, aos 40m e 60m, Fernando Mendes arrancou 2 excelentes cruzamentos para a cabeça de Negrete e Meade, marcando estes os 2 golos. O pior aconteceu perto do fim: Fernando Mendes isola-se, tenta o chapéu e falha por pouco, logo a seguir o Barcelona acaba com o jogo ao marcar um golo. Comeu a lagosta, mas ficou com o travo amargo de falhar o golo que daria a qualificação ao Sporting. Deixou de ser opção com Keith Burkinshaw, perfazendo um total de 25 jogos em todas as competições.Na época seguinte, a mesma situação, só se estreando à 8ª jornada no Bessa (0-0). A equipa alinhou com: Rui Correia; João Luís, Duílio, Morato e Fernando Mendes; Sealy, Oceano, Litos e Mário Jorge; Silvinho e Paulinho Cascavel. No final contabilizou um total de 28 jogos com a conquista da Supertaça frente ao Benfica.








A época de 1988/89, foi a sua última no Sporting, saindo por divergências com a direcção. Fez um total de 27 jogos com 1 golo marcado, o seu único com a camisola do Sporting em jogos oficiais. Foi na 27ª jornada, de novo sob o comando de Manuel José, o treinador da sua vida, na vitória por 1-0 em casa do Fafe. O golo foi apontado aos 48m, sendo que foi substituído por lesão aos 75m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Rodríguez; João Luís, Miguel, Morato e Fernando Mendes (Carlos Xavier, 75m); Oceano, Ricardo Rocha, Silas (Portela, 88m) e Carlos Manuel; Lima e Jorge Plácido.Rumou ao Benfica e fez apenas 5 jogos na sua primeira época. Eriksson não gostava dele e o sentimento tornou-se mútuo ao ponto de Fernando Mendes antes dos treinos pegar na sua pressão de ar e atirar umas chumbadas à porta do balneário do treinador sueco. Aliás, Mendes ficou marcado por um jogo na Luz onde foi completamente ridicularizado por Kostadinov, avançado do Porto. Na época seguinte, apenas 10 jogos, sendo emprestado ao Boavista em 1991/92, onde fez 32 jogos, voltando à Luz para jogar em apenas 13 jogos com 1 golo marcado. Saiu em 1993/94, para a Amadora, dizendo que estava arrependido de ter trocado o Sporting pelo Benfica.








Na Amadora, voltou aos velhos tempos, ao disputar 18 jogos, saindo para o Boavista na temporada seguinte para fazer 13 jogos apenas. Ainda na Amadora envolveu-se num caso de tribunal ao morder um bombeiro.
Em 1995/96 foi para o Belenenses disputar 31 jogos e 2 golos, não sendo, surpreendentemente, convocado para a selecção que disputou o Euro 96, tendo a sua última internacionalização frente à Grécia, antes do Europeu.
Transferiu-se para o Porto para fazer 3 épocas de grande nível, coroadas com 3 Campeonatos. Nesses 3 anos, fez 68 jogos e marcou 5 golos, tornando-se o melhor defesa esquerdo a actuar nessa altura em Portugal, mas sem nunca voltar à selecção.


Em 1999/00, vai para o Belenenses, para disputar 22 jogos e marcar 2 golos. Um desses golos foi na vitória na Luz, após a qual voltou a incendiar ânimos ao dizer que tinha prazer em ganhar a uma equipa foleira. No final da época ao não ser convocado por Humberto Coelho para o Euro 2000 volta a proferir declarações polémicas nas quais deixa transparecer a sua insatisfação pela não convocatória afirmando ser o melhor defesa esquerdo português.
Acabou a primeira parte da sua carreira em Setúbal onde fez duas épocas. Na primeira, disputou 29 jogos e marcou 10 (!) golos na Liga de Honra, para na segunda época, já na Primeira Liga disputar 22 jogos.Em 2004/05, resolveu voltar aos relvados (ou pelados) e foi para o “seu” Montijo, para passar as 3 épocas seguintes no São Marcos Ataboeira, onde foi colega de Pitico e Cadete. Agora está a jogar no Olímpico do Montijo. Há poucos dias, lançou o livro polémico “Jogo Sujo”, onde relata os casos de doping que viveu e presenciou. Um livro que vai dar que falar.




Carreira

1984/85: Sporting

1985/86: Sporting

1986/87: Sporting

1987/88: Sporting

1988/89: Sporting

1989/90: Benfica

1990/91: Benfica

1991/92: Boavista

1992/93: Benfica

1993/94: E. Amadora

1994/95: Boavista

1995/96: Belenenses

1996/97: FC Porto

1997/98: FC Porto

1998/99: FC Porto

1999/00: Belenenses

2000/01: V. Setúbal

2001/02: V. Setúbal

2004/05: Montijo

2005/06: São Marcos

2006/07: São Marcos

2007/08: São Marcos

2008/09: Olímpico Montijo

Carreira no Sporting*

1984/85: 1;- / -;- / -;-

1985/86: 23;- / 3;- / 7;-

1986/87: 21;- / 2;- / 2;-

1987/88: 26;- / 1;- / 1;-

1988/89: 23;1 / 1;- / 3;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de junho de 2009

Nº36: António Luís Alves Ribeiro Oliveira


  • António Luís Alves Ribeiro Oliveira.
  • Médio Centro/Nº10.
  • Nasceu a 10 de Junho de 1952 em Penafiel.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (1981/82), 1 Taça de Portugal (1981/82) e 1 Supertaça (1982/83).
  • 24 Internacionalizações com 7 golos marcados.

O Oliveira foi um grande jogador que passou pelo Sporting no início dos anos 80, um dos melhores nº 10 do futebol português que juntou a sua magia a uma grande quantidade de golos de leão ao peito.
Estratega rápido, goleador e de passe fácil, Oliveira deixou saudades entre sportinguistas, portistas e penafidelenses, ao ponto de Pedroto o ter classificado como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Hoje em dia, depois de ter saído da presidência do Penafiel estuda Direito no Porto.




Começou a sua carreira no FC Porto, ao entrar para as camadas jovens. Com apenas 17 anos começou a treinar com a equipa principal e faria o primeiro jogo no final da época 1970/71.
Na época seguinte, faria 15 jogos de dragão ao peito, conquistando a confiança plena na época que se seguiu, a de 1972/73 ao jogar em 21 jogos e marcar 3 golos. Em 1973/74, marcou 2 golos em 23 jogos e chegou à selecção nacional. Isso fez com que em 1974/75, explodisse definitivamente ao concretizar 12 golos em 23 jogos, número apesar de tudo impressionante. Em 1975/76, marcou 7 golos em 18 jogos, continuando sem ganhar títulos.
Seria na época seguinte que apareceria o primeiro título de Oliveira, a Taça de Portugal ganha ao Sporting Braga por 1-0 com golo de Gomes. Nesse dia, o FC Porto de José Maria Pedroto, um dos melhores treinadores de sempre do futebol português, alinhou com: Joaquim Torres; Gabriel, Simões, Freitas e Alfredo Murça; Octávio Machado, Taí, Rodolfo, Oliveira e Duda; Gomes. No decorrer do jogo ainda entrou Seninho. No Campeonato, 3º lugar e Oliveira realizou 28 jogos, marcando 11 golos.




Finalmente, na época seguinte, o FC Porto ganharia o Campeonato após um jejum de 19 anos. José Maria Pedroto entregou a manobra da equipa a um Oliveira em grande forma que marcou 19 golos em 30 jogos e venceu o prémio de jogador do ano. Em 1978/79, novo título, com Oliveira a marcar 16 golos em 28 jogos.
Na época seguinte, foi contratado pelo Bétis, onde não foi feliz ao marcar 1 golo em apenas 10 jogos, pelo que em Janeiro voltou ao Porto para marcar 1 golo em 12 jogos.




Em 1980, no meio de disputas entre Pinto da Costa e Américo de Sá, então presidente do Porto, aquele e Pedroto abandonam a equipa para onde eventualmente voltam. Quanto a Oliveira, vai para a sua terra natal onde se torna jogador-treinador do Penafiel, alcançando 10 golos em 22 jogos, guiando a equipa ao 10º lugar no Campeonato. É em 1981, que marca o primeiro golo pela selecção no empate 1-1 com a Bulgária. Todos os restantes golos pela selecção seriam alcançados ao serviço já do Sporting.
Na época de 1981/82, uma das mais vitoriosas de sempre do Sporting, com a dobradinha, chega Oliveira para formar um tridente atacante de luxo com Jordão e Manuel Fernandes. Chegou inclusive a ser considerado jogador do ano e marcou um total de 22 golos em 34 jogos de todas as competições. Fez a sua estreia na 1ª jornada do Campeonato, em Alvalade, frente ao Belenenses. O Sporting orientado por Malcolm Allison, apesar do empate a 2 golos, fez uma excelente exibição, aliás apanágio para o resto da época. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Meszaros; Carlos Xavier, Eurico, Zezinho e Inácio; Ademar, Oliveira e Virgílio; Manuel Fernandes, Jordão e Carlos Freire. Os golos seriam marcados por Jordão aos 42m e 87m, que seria, aliás, o melhor marcador do Sporting nessa época.
Foi também a época em que o Sporting se tornou a primeira equipa portuguesa a vencer um jogo em Inglaterra. Foi em Southampton, por 4-2 com golos de Jordão aos 2m, Manuel Fernandes aos 42m e 88m e auto-golo de Holmes aos 21m. A propósito desse jogo, Malcolm Allison conta uma história curiosa. Antes do jogo ter início disse a Oliveira que iria começar o jogo a defesa direito, porque o lado esquerdo dos ingleses era fraco e podia fazer uso da técnica para romper e conseguir um golo cedo. Oliveira, ficou insatisfeito, mas cumpriu a ordem e logo aos 2m, arrancou pela direita, passou pelo lado esquerdo inglês e assistiu Jordão para o golo. Virou-se para o banco e gritou “tinha razão, mister”. Allison limitou-se a sorrir e a mandá-lo de volta para a sua posição original. Ainda nesse jogo, o treinador do Southampton disse: “Como Oliveira não há em Inglaterra! É um fabuloso jogador!”Na final da Taça, marcaria 2 golos na vitória por 4-0 sobre o Braga.




Na época seguinte, após um conturbado estágio na Bulgária que acabaria com o despedimento de Allison, Oliveira foi promovido a jogador-treinador, vencendo a Supertaça.
Nessa época, voltou a vencer o prémio de jogador do ano e num total de 31 jogos, marcou 15 golos. Não se podia passar por esta época sem contar o conto de fadas de Oliveira.
No dia 29 de Setembro de 1982, o Sporting jogava a 2ª Mão da Taça dos Campeões Europeus frente ao Dínamo Zagreb, sendo que tinha perdido 1-0 na 1ª Mão. Aos 30m, Oliveira abre o livro. Num espaço muito reduzido, faz uma finta, um rodopio, mudança de pé, remate e golo, para seis minutos depois fazer o segundo golo. Aos 65m, simula um cruzamento e leva a bola a entrar junto ao ângulo, fazendo com que o Estádio de Alvalade quase viesse abaixo. Aos 89m, substituiu-se ouvindo ovação de pé. No final, recebeu a notícia que o seu pai estava à beira da morte, o que veio a ocorrer 15 dias depois, ao contrário do que dizem, ou seja, que o pai de Oliveira faleceu durante o jogo.




Na época seguinte já não era o mesmo. Apenas 3 golos num total de 18 jogos em todas as competições. Esses golos foram na Taça UEFA frente ao Sevilha e no Campeonato frente ao Salgueiros e Farense.
Em 1984/85, a sua última época no Sporting, sofreu uma lesão nos pés que o impediu de estar ao seu nível, disputando um total de 10 jogos em todas as competições com apenas 3 golos marcados. Esses golos foram todos no Campeonato, frente ao Braga na vitória por 8-1, onde marcou 2 golos e frente ao Rio Ave. O seu último jogo pelo Sporting foi a 30 de Dezembro de 1984, frente ao Vitória Setúbal, que o Sporting ganhou por 4-0 com golos de Litos aos 42m, Jordão aos 56m, Eldon aos 80m e António Sousa aos 88m. Oliveira sairia lesionado logo aos 15m, sendo que o Sporting orientado por John Toshack, alinhou da seguinte maneira: Kátzirz; Morato, Gabriel e Carlos Xavier; Oceano, Litos (Kostov, 62m), António Sousa, Oliveira (Eldon, 15m) e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Jordão.
Em 1985/86, fez a última época da carreira ao serviço do Marítimo jogando apenas em 7 jogos, todos como suplente utilizado, no 12º lugar da equipa madeirense no Campeonato. António Oliveira, prosseguiu depois carreira de treinador que será relembrada aquando do post sobre o Oliveira treinador. Foi presidente do Penafiel e agora estuda Direito no Porto. É irmão de Joaquim Oliveira da Olivedesportos.




Carreira

1970/71: FC Porto

1971/72: FC Porto

1972/73: FC Porto

1973/74: FC Porto

1974/75: FC Porto

1975/76: FC Porto

1976/77: FC Porto

1977/78: FC Porto

1978/79: FC Porto

1979/80: Bétis
FC Porto

1980/81: Penafiel

1981/82: Sporting

1982/83: Sporting

1983/84: Sporting

1984/85: Sporting

1985/86: Marítimo

Carreira no Sporting*

1981/82: 24;12 / 4;6 / 4;6

1982/83: 22;10 / 3;2 / 6;3

1983/84: 12;2 / 2;- / 4;1

1984/85: 9;3 / 1;- / -;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nº35: Ricardo Roberto Barreto da Rocha


  • Ricardo Roberto Barreto da Rocha.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 11 de Setembro de 1962 no Recife (Brasil).
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.
  • 42 Internacionalizações pelo Brasil.

O Ricardo Rocha foi um central brasileiro que passou pouco tempo no Sporting, por vir em trânsito para Madrid, mas que nesse pouco tempo demonstrou toda a sua qualidade. Jogador que fazia da marcação forte e da sua grande capacidade de liderança as suas forças, acabou por deixar saudades. De referir que era apelidado de Xerife, devido à já referida capacidade de liderança.






Começou a sua carreira profissional no Santo Amaro e, em 1983 mudou-se para o Santa Cruz onde ficou 2 anos e ganhou o Campeonato Pernambucano. Aí ainda actuava a defesa direito. Daí passou para o Guarani onde se tornou o Xerife do centro da defesa. Fez 62 jogos e marcou 1 golo em 3 anos e meio, chegando à selecção brasileira onde se estreou em 1987.
Foi a 19 de Maio em Wembley, no empate 1-1 com a Inglaterra. O Brasil de Carlos Alberto Silva alinhou com: Carlos; Josimar, Geraldão, Ricardo Rocha e Nelsinho; Douglas, Silas (Dunga, 82m), Edu Marangon (Raí, 82m) e Mirandinha; Valdo e Muller. O golo seria marcado por Mirandinha aos 36m, logo depois do golo de Lineker aos 35m. Destaque nesta equipa para Carlos Alberto Silva que viria a treinar o Porto e o Santa Clara, Geraldão que jogaria no Porto, Valdo que jogaria no Benfica e 3 futuros jogadores do Sporting: Ricardo Rocha, Douglas e Silas. Referir que em 1986, Ricardo ganhou a bola de prata brasileira atribuída pela revista Placar.




Em 1988, estávamos em pleno reinado de Jorge Gonçalves que construiu uma excelente equipa, mas sem pagar ordenados, o que é bastante engraçado. Essa história todos sabemos como acaba. No mercado de Inverno, chega Ricardo Rocha para reforçar a defesa leonina. Contudo, acaba por nunca jogar com Pedro Rocha, sendo preciso chegar o primeiro jogo de Vítor Damas à frente da equipa para que Ricardo se estreie. Foi no jogo a contar para a 24ª jornada do Campeonato, em Alvalade, com o Sporting a golear o Nacional (4-0), com golos de Paulinho Cascavel aos 11m, 76m e 90m e de Forbs aos 56m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Vital; João Luís Barbosa, Ricardo Rocha (Jorge Portela, 81m), Morato e Fernando Mendes; Carlos Manuel, Oceano e Douglas; Forbs, Paulinho Cascavel e Jorge Plácido (José Lima, 72m).
Jogaria um total de 10 jogos no Campeonato e 2 na Taça com 1 golo marcado. Foi na 35ª jornada, na vitória em Alvalade por 1-0 frente ao Farense, aos 80m. Manuel José fez alinhar a seguinte equipa: Vital; João Luís Barbosa, Miguel, Ricardo Rocha e Oceano; Douglas (Litos, 70m), Carlos Manuel e Silas; Forbs, Paulinho Cascavel e José Lima (João Luís Esteves, 45m). Iria despedir-se na Luz com uma derrota (2-0).




Supostamente, no final do empréstimo iria rumar a Madrid, mas afinal foi para o São Paulo, onde em 3 anos fez uma quantidade apreciável de jogos, vencendo um Estadual e um Campeonato Brasileiro. Foi ainda galardoado com a Bola de Prata da Revista Placar por 2 vezes e foi convocado para o Mundial de 1990 e Copa América de 1991.Finalmente, em 1991, ruma a Madrid para jogar no Real Madrid. Ganha apenas uma Taça e uma Supertaça, mas impressiona. Na primeira época joga em 36 jogos e na segunda joga em 31.


Regressa ao Brasil para ganhar mais uma Bola de Prata em 1993, ao serviço do Santos. Jogou 15 jogos de Julho a Novembro.
Na época seguinte, vai para o Vasco da Gama onde vence um Estadual e a Bola de Ouro da Placar. Em 2 anos joga 32 jogos e marca 2 golos, mas o ponto alto da sua carreira seria o Verão de 1994, com a convocatória e vitória no Mundial. Jogou apenas 1 jogo, contra a Rússia, que a selecção venceria por 2-0 com golos de Romário aos 26m e Raí aos 53m. O Brasil alinhou com: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha (Aldaír, 74m), Márcio Santos e Leonardo; Zinho, Mauro Silva, Dunga (Mazinho, 80m) e Raí; Bebeto e Romário.




Em 1996, vai para o Fluminense para jogar apenas 5 jogos e logo de seguida emigra para a Argentina. No Newell’s Old Boys marcou 5 golos em 36 jogos. A última época da sua carreira foi em 1998, com 1 jogo apenas pelo Flamengo. Depois disso, o Xerife encerrava a carreira.


Carreira

1982: Santo Amaro

1983: Santa Cruz

1984: Santa Cruz

1985: Guarani

1986: Guarani

1987: Guarani

1988/89: Guarani
Sporting

1989: São Paulo

1990: São Paulo

1991/92: São Paulo
Real Madrid

1992/93: Real Madrid
Santos

1994: Vasco da Gama

1995: Vasco da Gama

1996: Fluminense

1997/98: Newell's
Flamengo

Carreira no Sporting*

1988/89: 10;1 / 2;- / -;-
(Desde Janeiro)

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 30 de maio de 2009

Nº34: Emílio Manuel Delgado Peixe

  • Emílio Manuel Delgado Peixe.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 16 de Janeiro de 1973 na Nazaré.
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • 12 Internacionalizações.

O Peixe foi uma das grandes esperanças da chamada Geração de Ouro do futebol português, mas acabou por redundar num dos maiores flops portugueses. Este vai ser dos jogadores que mais controvérsia vai causar aqui no blog, simplesmente porque vou considerá-lo craque. Porquê? Simplesmente, Peixe na sua primeira “era” no Sporting fez exibições de grande nível, muitas vezes fora da sua posição natural. Nunca deslumbrou, nunca chegou ao nível que esperavam, mas não era mau, apenas não aguentou o peso nas costas do que esperavam dele. Depois de ir para Espanha é que declinou. Por isto tudo, será um craque, essencialmente pelo período entre 1991 e 1995. O resto da sua carreira é o efeito de uma má gestão e de um jovem que foi posto nos píncaros demasiado cedo sem amadurecer o suficiente, como Dani, Porfírio ou Paulo Torres.



Começou a sua carreira na formação dos Nazarenos, de onde se mudou em 1986 para os escalões jovens do Sporting. Aqui começou o seu percurso nas selecções jovens, ao mesmo tempo que brilhava pelos juvenis e juniores leoninos. A 2 de Dezembro de 1990, Marinho Peres, estreia Peixe como opção de recurso num jogo para o Campeonato em casa do Farense. O Sporting venceu por 1-0 com golo de João Luís Esteves aos 56m e alinhou com: Ivkovic; João Luís Barbosa, Miguel (José Lima, 76m), Peixe e Leal; Litos, Bozinovski, Careca (João Luís Esteves, 56m) e Filipe; Fernando Gomes e Cadete.
Voltou aos juniores o resto da época para jogar regularmente e preparar o Campeonato Mundial de Juniores de Lisboa de 1991. Portugal ganhou o Mundial e Peixe venceu o prémio de melhor jogador do torneio. Destacava-se pelo seu excelente posicionamento, grande cultura táctica e rapidez de processos no movimento ofensivo da equipa. Era o pêndulo ideal no meio campo para libertar o talento dos jogadores mais avançados. Durante a sua carreira ganhou uma certa fama de duro, mas a verdade é que era ele quem acabava por sair mais lesionado dos lances. Logo nesse ano estreou-se pela selecção principal pela mão de Carlos Queiroz, contabilizando um total de 12 jogos pela selecção das quinas, todos entre os 18 e 20 anos.


Selecção Portuguesa num amigável.
Em cima, da esquerda para a direita: Vítor Baía, Fernando Couto, Leal, Paneira, Futre e João Pinto.
Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Rui Bento, Peixe, João V. Pinto e Oceano.

Na época de 1991/92, com apenas 18 anos assume a titularidade indiscutível do meio campo leonino de Marinho Peres. O Sporting fica em 3º no Campeonato. O primeiro jogo da época foi logo na 1ª jornada no empate sem golos nas Antas. O Sporting alinhou com: Ivkovic; João Luís Barbosa, Luisinho, Jorginho e Leal; Figo, Peixe, Filipe e Douglas; Iordanov e José Lima (Cadete, 70m).
Faz um total de 32 jogos, num total de 38 possíveis em todas as competições.
Na época seguinte, o Sporting contrata Bobby Robson para treinador que aproveita para lançar mais jovens jogadores. Peixe manteve o estatuto de intocável e nessa época que o Sporting voltou a acabar em 3º, jogou 36 jogos em 41 possíveis e estreou-se a marcar de leão ao peito. Foi na 3ª jornada, num início desastroso do Sporting, em Alvalade frente ao Famalicão, na vitória por 4-3. O Sporting alinhou com: Ivkovic; Marinho, Pedro Barny, Valckx e Leal; Figo, Peixe, Filipe e Balakov; Cadete (Iordanov, 74m) e Juskowiak. Os golos foram marcados por Peixe aos 9m, Cadete aos 30m e 55m e Juskowiak aos 47m.
Na época seguinte, com a contratação de Paulo Sousa, Peixe começa a perder fulgor ao ser recuado para central. Estreou-se à 3ª jornada, na vitória do Sporting por 3-1 em Alvalade frente ao Belenenses com golos de Balakov aos 13m, Capucho aos 17m e Paulo Sousa aos 37m. Nesse dia 23 de Setembro de 1993, o Sporting alinhou com Costinha; Nelson, Peixe, Valckx e Paulo Torres; Capucho (Juskowiak, 80m), Paulo Sousa, Balakov, Cherbakov (Figo, 71m) e Pacheco; Cadete.


Nessa época, fez um total de 39 jogos em todas as competições. A meio da época chegou Carlos Queiroz que o manteve a titular.
No ano seguinte, o Sporting iria quebrar o jejum de títulos ao vencer a Taça de Portugal. Peixe disputou um total de 25 jogos em todas as competições, não sendo convocado para a final da Taça. Marcou 1 golo no Campeonato. Foi a 15 de Janeiro de 1995, na 17ª jornada, quando o Sporting recebeu e venceu o V. Guimarães por 2-0 com golos de Peixe aos 18m e Sá Pinto aos 62m. Nesse dia o Sporting alinhou com: Costinha; Nelson, Marco Aurélio, Naybet e Vujacic; Figo (Sá Pinto, 36m), Oceano, Peixe (Filipe, 72m) e Balakov; Iordanov e Juskowiak.
Na época seguinte rumou ao Sevilha, mas não se afirmou, disputando apenas 5 jogos. No mercado de Inverno regressou ao Sporting sem o fulgor de outrora e seria utilizado apenas em 13 jogos, marcando 1 golo no Campeonato. Foi na 31ª jornada, em Felgueiras na vitória por 1-0 do Sporting. O golo surgiu logo aos 4m e o Sporting alinhou, sob o comando de Octávio Machado com: Costinha; Luís Miguel, Naybet, Marco Aurélio (Vidigal, 15m) e Nelson; Carlos Xavier, Peixe, Mauro Soares e Dominguez (Ouattara, 65m), Iordanov e Paulo Alves (Filipe, 75m). Foi convocado para os Jogos Olímpicos de Atlanta onde a selecção portuguesa conseguiu o 4º lugar, melhor resultado de sempre.


Em 1996/97, decai completamente ao só efectuar 10 jogos. O seu último jogo pelo Sporting foi na penúltima jornada do Campeonato, frente ao Belenenses (3-1, com golos de Iordanov aos 2m e 51m e Afonso Martins aos 89m). O Sporting alinhou com: Costinha (Tiago, 81m); Luís Miguel, Marco Aurélio, Beto e Pedrosa; Pedro Barbosa, Oceano (Peixe, 16m), Vidigal e Dominguez; Sá Pinto e Iordanov (Afonso Martins, 79m).
Na época seguinte, entrou em rota de colisão com os dirigentes leoninos e acaba por rumar ao FC Porto juntamente com Costinha, por troca com Bino e Rui Jorge. Jogou apenas uma vez. Na época seguinte, abre-se uma oportunidade com a venda de Doriva e a lesão de Paulinho Santos. Logo na estreia marca um grande golo frente à U. Leiria que o coloca nas boas graças dos adeptos. Faz 13 jogos e na época seguinte mais 21 jogos.


Depois vai abaixo e joga apenas 2 jogos em 2000/01, entrando em divergências com Pinto da Costa por causa do seu empresário, sendo relegado para a equipa B para ser emprestado ao Alverca onde faz 7 jogos.
Na época seguinte vai para o Benfica onde faz apenas 2 jogos como suplente utilizado. Em 2003/04, retira-se do futebol após fazer apenas 2 jogos pela União Leiria.
Tornou-se uma figura do Sindicato de Jogadores, sendo que agora treina os sub-16 portugueses.


Carreira

1990/91: Sporting

1991/92: Sporting

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting

1995/96: Sevilha
Sporting

1996/97: Sporting

1997/98: FC Porto

1998/99: FC Porto

1999/00: FC Porto

2000/01: FC Porto

2001/02: FC Porto B
Alverca

2002/03: Benfica

2003/04: U. Leiria

Carreira no Sporting*

1990/91: 1;- / -;- / -;-

1991/92: 28;- / 2;- / 2;-

1992/93: 29;1 / 5;- / 2;-

1993/94: 26;- / 8;- / 5;-

1994/95: 21;1 / 2;- / 2;-

1995/96: 10;1 / 3;- / -;-
(Desde Janeiro)

1996/97: 10;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quarta-feira, 20 de maio de 2009

3º Treinador: Ronald “Ronnie” Allen


  • Ronald “Ronnie” Allen.
  • Nasceu a 15 de Janeiro de 1929 em Fenton (Inglaterra).
  • Faleceu a 9 de Junho de 2001 em Great Wyrley (Inglaterra).
  • No Sporting durante: 8 meses.
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1972/73).

Terceiro treinador apresentado neste blog, terceiro treinador inglês. Ronnie Allen foi um treinador inglês que passou pelo Sporting nos anos 70, com sucesso nulo. No seu palmarés figura uma Taça de Portugal ganha no clube leonino, mas não seria ele o treinador no Jamor, pois já tinha sido preterido em favor de Mário Lino, a até há pouco tempo pior derrota de sempre do Sporting na Europa e ainda uma das piores, senão mesmo a pior época de sempre do Sporting no Campeonato.

Como jogador foi dos melhores pontas de lança de Inglaterra e uma lenda do West Bromwich Albion. Dividido entre o rugby e o futebol acabou por prosseguir a carreira no segundo desporto, iniciando-a em 1946 no Port Vale. Em 4 anos no clube, marcou 34 golos em 123 jogos.
Em 1950, mudou-se para o WBA onde atingiu grande sucesso, vencendo uma Taça. Estreou-se na selecção inglesa a 28 de Maio de 1952 e contabilizou mais 4 internacionalizações com 2 golos. Foi o melhor marcador da liga inglesa em 1954/55, com 27 golos. Ao todo entre 1950 e 1961, foram 208 golos em 415 jogos pela equipa do The Hawthorns.
Em 1961, mudou-se para o Crystal Palace para marcar 34 golos em 100 jogos oficiais pelo clube londrino.




Entre 1966 e 1968 esteve no comando dos Wolves, sendo despedido em Novembro de 1968. Em 1969, rumou a Espanha para treinar o Atlético Bilbao a tempo de ganhar a Taça do Rei e colocar o clube em 2º lugar da Liga Espanhola. Na época seguinte, o clube basco ficou em 5º, com Allen a sair em Novembro de 1971, quando as coisas começaram a correr mal.
É no ano de 1972 que é contratado para treinador do Sporting. No final da época, o clube ficou em 5º lugar a 21 (!) pontos do Benfica num campeonato que até nem começou mal com 4 vitórias consecutivas, a primeira das quais nas Antas. Nesse jogo, sob o juízo do árbitro Saldanha Ribeiro, o Sporting alinhou com: Damas; Pedro Gomes, Laranjeira, Vitorino Bastos e Carlos Pereira; Manaca (Fernando Tomé, 45m), Fraguito e Marinho; Vagner Canotilho (Vítor Gonçalves, 60m), Yazalde e Nelson Fernandes. O golo seria marcado por Yazalde aos 17m.
Mas a maior vergonha foi a 1ª Eliminatória da Taça das Taças. Até há bem pouco tempo, Ronnie Allen teve a maior derrota de sempre do Sporting na Europa ao perder por 6-1 na Escócia com o Hibernian. Nesse jogo vergonhoso, o Sporting alinhou com: Damas; Pedro Gomes, Laranjeira, Manaca e Carlos Pereira; Fraguito, Nelson Fernandes e Vagner Canotilho (Fernando Tomé, 75m); Marinho, Yazalde e Chico Faria (Dinis, 73m). O golo seria marcado aos 40m pelo inevitável Yazalde. No final do jogo, críticas de Allen a Damas: “Damas teve culpa em 3 golos, Damas é o culpado por esta eliminação”.
Foi despedido à 25ª jornada após o empate em Aveiro a 0 golos. O Sporting foi incapaz de marcar com uma equipa composta por: Damas; José Carlos, Vitorino Bastos, Alhinho e Hilário; Nelson Fernandes, Vagner Canotilho e Marinho; Chico Faria (João Moniz), Yazalde e Dinis.





Saiu do Sporting e foi treinar o Walsall sem resultados dignos de registo. Em 1977, treinou durante pouco tempo o “seu” WBA e logo depois assumiu a selecção da Arábia Saudita. Em 1980, esteve alguns meses no Panathinaikos para acabar a sua carreira de treinador em 1981/82, no comando do “seu” WBA com o qual conseguiu a permanência ao ficar no 17º lugar da Liga Inglesa, num campeonato com 22 equipas.




Carreira como treinador

1966/67: Wolves

1967/68: Wolves

1969/70: Atlético Bilbao

1970/71: Atlético Bilbao

1972/73: Sporting
Walsall

1977: WBA
Arábia Saudita

1980: Panathinaikos

1981/82: WBA

Carreira no Sporting

1972/73: Inc.
(Até Março)

Avaliação: Flop

domingo, 10 de maio de 2009

Nº33: António Maurício Farinha Henriques Morato




  • António Maurício Farinha Henriques Morato.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 6 de Novembro de 1964 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça de Portugal (1987/88).
  • 6 Internacionalizações.


Morato foi um defesa central formado no Sporting que jogou nos anos 80 em Alvalade, chegando a capitão de equipa. Apesar de não ser alto era exemplar a defender, acabando por sair para o FC Porto.



Filho de um antigo jogador leonino, com o mesmo nome, Morato fez a formação em Alvalade e chegou à equipa principal na época de 1983/84. Estreou-se com 19 anos a titular na vitória do Sporting em Alvalade frente ao V. Setúbal por 3-1, com golos de Manuel Fernandes aos 54m, Paulo Futre aos 81m e Roger Wilde aos 83m. Sob o comando de Josef Venglos, o Sporting alinhou com: Kátzirz; Zezinho, Venâncio, Morato e Mário Jorge; Romeu (Kostov, 22m), Virgílio e Paulo Futre; Roger Wilde, Fernando Cruz (Jordão, 65m) e Manuel Fernandes. Até ao final da época jogou mais 4 vezes no Campeonato.
Na época seguinte, foi grande aposta de John Toshack, jogando um total de 27 jogos em todas as competições. Foi logo promovido a titular no primeiro jogo da época em casa frente ao V. Guimarães. O Sporting venceu por 3-0 com golos de Venâncio aos 12m, Manuel Fernandes aos 18m e Eldon aos 63m e alinhou com: Vítor Damas; Carlos Xavier, Morato e Venâncio; Zezinho, António Sousa, Lito (Forbs, 83m), Virgílio (Litos, 73m) e Mário Jorge; Manuel Fernandes e Eldon.
Em 1985/86, chegava ao Sporting, Manuel José. Morato iria estrear-se a marcar pelo Sporting nessa época e iria chegar à selecção. O seu primeiro golo foi para a Taça em Ponte de Sor, frente ao Eléctrico. 2-1 seria o resultado com Morato a inaugurar o marcador aos 38m e António Sousa dar a vitória aos 84m. No Campeonato marcaria poucos dias depois na Covilhã (vitória por 5-0) aos 25m, sendo imitado por Venâncio aos 42m, Meade aos 48m, Carlos Xavier aos 54m e Manuel Fernandes aos 71m. Marcaria mais 2 golos nessa época, 1 na Taça frente ao União Coimbra (6-0) e outro no Campeonato frente ao Benfica (2-1).






Iria ser convocado para o Mundial 86, mas não chegaria a ser utilizado.
Em 1986/87, jogaria um total de 30 jogos. Na época seguinte, faria 36 jogos e venceria a Supertaça frente ao Benfica com 3-0 na Luz e 1-0 em Alvalade. Recordando o jogo da Luz, dizer que o Sporting marcou por Edmundo (auto-golo) aos 20m, Silvinho aos 72m e Paulinho Cascavel aos 78m e alinhou com: Vital; João Luís, Duílio, Morato e Fernando Mendes; Silvinho, Carlos Xavier, Virgílio (Mário, 68m) e Mário Jorge; Sealy (Marlon, 68m) e Paulinho Cascavel. Seria nesta época que chegaria a capitão do Sporting.
A época seguinte, seria a sua última pelo Sporting. Jogou um total de 40 jogos, marcando 2 golos no Campeonato. Esses golos ocorreram na 6ª jornada, na vitória por 4-3 frente ao V. Setúbal, com Morato a marcar aos 27m, com os outros golos a serem apontados por Forbs aos 9m, João Luís ais 65m e Oceano aos 80m. O outro golo iria acontecer 3 jornadas depois no empate a uma bola em Alvalade frente ao Boavista. O Sporting comandado por Pedro Rocha fez alinhar Vítor Damas; João Luís, Venâncio, Morato e Fernando Mendes (Mário Jorge, 65m); Carlos Manuel, Litos (Rui Maside, 45m), Oceano e Silas; Forbs e Paulinho Cascavel. O golo seria apontado por Morato aos 78m. Refira-se que nessa época Morato chegou a fazer várias vezes dupla com outro central muito baixo como o era Miguel.





Na época seguinte iria rumar ao Porto, ficando lá apenas uma época para ser campeão, jogando apenas 2 jogos, indo jogar para o Belenenses na época seguinte onde disputou 35 jogos. Daí foi para o Gil Vicente durante 2 épocas, jogando um total de 36 jogos com 1 golo marcado. A sua última época foi a de 1993/94, no Estoril, com 3 jogos.





Carreira

1983/84: Sporting

1984/85: Sporting

1985/86: Sporting

1986/87: Sporting

1987/88: Sporting

1988/89: Sporting

1989/90: FC Porto

1990/91: Belenenses

1991/92: Gil Vicente

1992/93: Gil Vicente

1993/94: Estoril

Carreira no Sporting*

1983/84: 5;- / -;- / -;-

1984/85: 21;- / 6;- / -;-

1985/86: 27;2 / 5;2 / 6;-

1986/87: 24;- / 3;- / 3;-

1987/88: 31;- / 1;- / 4;-

1988/89: 32;2 / 4;- / 4;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nº32: Luís Filipe Pereira Vasco


  • Luís Filipe Pereira Vasco.
  • Guarda-redes.
  • Nasceu a 29 de Dezembro de 1966 na Nazaré.
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1994/95) e 1 Supertaça de Portugal (1995/96).

O Luís Vasco foi um guarda-redes que passou pelo Sporting em meados dos anos 90 para ser apenas um suplente ou mesmo terceiro guarda-redes. Contratado ao Famalicão, apenas jogou um total de 5 jogos em 2 épocas, mas denotou um enorme profissionalismo. Depois voltou a passar por clubes de menor dimensão até acabar a carreira.



Natural da Nazaré, iniciou a sua carreira nos Nazarenos, o clube da terra que andava pela 3ª Divisão Nacional. Em 1988/89 foi para o Caldas, onde ficou 2 épocas, jogando no Alcobaça em 1990/91, até que chegou ao Famalicão, para substituir Figueiredo.
Logo na primeira época, fez 32 jogos no bom 14º lugar da equipa o que garantiu a manutenção ao conjunto de Vila Nova de Famalicão, sendo que a equipa acabou com um total de 40 golos sofridos. Na época seguinte, fez 21 jogos, com a equipa a repetir a classificação da época transacta. Em 1993/94, o Famalicão desceu de divisão e Luís Vasco fez 23 jogos com a camisola famalicense.



Supertaça 1995/96, 1ª Mão
Em pé, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Luís Vasco, Oceano, Naybet, Vujacic e Amunike.Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Sá Pinto, Nelson, Pedro Martins e Assis.

Em 1994/95, estando em final de contrato, foi contratado pelo Sporting para ser terceiro guarda-redes. Nessa época não chegou a jogar pelo que podemos avançar até à época seguinte, a de 1995/96, a única em que jogou de verde e branco em jogos oficiais.
A sua estreia oficial ocorreu na 1ª Mão da Supertaça, disputada em Alvalade frente ao FC Porto, num jogo que acabou empatado 0-0. O Sporting iria acabar por vencer a Supertaça. A equipa que alinhou nesse dia foi a seguinte: Luís Vasco; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Sá Pinto, Pedro Martins, Oceano (Pedro Barbosa, 57m), Assis e Amunike; Cadete (Ouattara, 66m). O jogo ficaria marcado pelo grande número de cartões distribuídos pelo árbitro Lourenço Ferreira, sendo que o Sporting viu os seus jogadores serem admoestados 8 vezes, com Pedro Martins a ser expulso perto do final.
Carlos Queiroz voltou a dar-lhe a titularidade na 2ª jornada do Campeonato, no empate 0-0 em Alvalade frente ao Boavista. Sob arbitragem de Carlos Calheiros, o Sporting alinhou com: Luís Vasco; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Pedro Barbosa (Chiquinho Conde, 61m), Pedro Martins, Afonso Martins e Dominguez; Ouattara e Paulo Alves (Cadete, 59m).
Jogou nos 2 jogos seguintes, sofrendo 2 golos nas vitórias frente a Braga (3-1) e Campomaiorense (7-1). O seu último jogo foi no empate (1-1) em Santo Tirso, com golo de Naybet aos 90m. Nesse final de tarde, o Sporting alinhou com: Luís Vasco; Nelson, Naybet, Marco Aurélio e Nuno Valente; Pedro Barbosa, Oceano (Dominguez, 60m), Afonso Martins (Pedro Martins, 86m) e Amunike; Sá Pinto e Paulo Alves. No total disputou 5 jogos pelo Sporting, sofrendo 3 golos.




No final da época, com a chegada de De Wilde, Luís Vasco saiu do Sporting rumo ao Desportivo de Chaves. Aí ajudou a equipa a classificar-se no 10º lugar, jogando em 31 partidas. Na época seguinte, jogou em 27 jogos, mas o Chaves acabou por descer de divisão.
Não se manteve no clube e rumou então à Amadora onde ficaria até final da carreira. Logo na primeira época, fez 7 jogos no excelente 8º lugar da equipa da Reboleira sob o comando de Jorge Jesus, não conseguindo jogar mais em virtude da presença de Hilário.
Em 1999/00, o Estrela repetiu o 8º lugar e Luís Vasco apenas jogou em 6 jogos, mercê da titularidade do ex-colega Tiago, emprestado pelo Sporting.
Em 2000/01, Tiago manteve a titularidade, mas perdeu-a para Luís Vasco a 11 jornadas do fim. A equipa ficou em último lugar do Campeonato, mas Luís Vasco fez exibições muito boas, fazendo o seu último jogo ao mais alto nível na derrota em casa frente ao FC Porto por 3-2, na última jornada do Campeonato.
Na pré-época seguinte, partiu a perna num jogo treino e atravessou um calvário que durou até 2002, data em que ia regressar aos jogos. Aí verificou-se que a operação não tinha corrido bem e Luís Vasco acabou a carreira, com muita tristeza à mistura.




Carreira

1985/86: Nazarenos

1986/87: Nazarenos

1987/88: Nazarenos

1988/89: Caldas

1989/90: Caldas

1990/91: Alcobaça

1991/92: Famalicão

1992/93: Famalicão

1993/94: Famalicão

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting

1996/97: Desportivo Chaves

1997/98: Desportivo Chaves

1998/99: Estrela Amadora

1999/00: Estrela Amadora

2000/01: Estrela Amadora

Carreira no Sporting*

1994/95: -;- / -;- / -;-

1995/96: 4;-3 / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop