terça-feira, 30 de março de 2010

Nº62: Budimir Vujacic


  • Budimir Vujacic.
  • Defesa Esquerdo / Central.
  • Nasceu a 4 de Janeiro de 1964 em Podgorica (Montenegro).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • 12 Internacionalizações pela Jugoslávia.



O Vujacic foi um excelente lateral esquerdo, que também jogava a central, que passou pelo Sporting nos anos 90. Dono de uma marcação impiedosa sobre o adversário, muito duro, com um bom cabeceamento ainda marcou alguns golos com a camisola verde e branca. Um grande jogador que chegou a Lisboa já perto dos 30 anos, mas a tempo de demonstrar todo o bom futebol que tinha.


Começou a carreira no Obilic da sua terra natal, passando em seguida para a Alemanha, onde jogou no Friburgo durante 3 épocas realizando 76 jogos com 4 golos marcados.



Em 1987 voltou à Jugoslávia para representar o Vojvodina. Na primeira época fez apenas 10 jogos com 1 golo marcado, explodindo na segunda ao marcar 7 golos em 31 jogos realizados. Foi chamado à selecção jogando contra a Bélgica (0-1).
No final dessa época foi contratado pelo Partizan onde ficaria 4 anos. Fez 115 jogos pelo clube jugoslavo marcando 10 golos, um número bastante bom para um defesa.
É no final dessa época que é contratado por Sousa Cintra para fazer parte do plantel 1993/94 do Sporting. Ao princípio é apenas figurante na equipa de Bobby Robson, mas com a entrada de Carlos Queiroz começou a ganhar espaço. Estreou-se na difícil vitória do Sporting por 1-0 em casa do Salgueiros, com golo de Paulo Torres, em jogo a contar para a 18ª jornada do Campeonato. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nélson, Peixe, Vujacic e Paulo Torres; Figo, Poejo, Paulo Sousa e Balakov; Iordanov (Juskowiak, 78m) e Cadete (Porfírio, 86m).
Marcou o seu primeiro golo com a camisola leonina na goleada por 6-0 frente ao Gil Vicente, voltando a marcar na finalíssima da Taça perdida para o FC Porto.



Na época seguinte, Carlos Queiroz encostou-o à esquerda, relegando Paulo Torres para o esquecimento e Vujacic teve presença muito mais assídua no onze realizando um total de 35 jogos com 3 golos marcados. Um desses golos foi na Taça frente ao Olivais e Moscavide, sendo que os outros 2 foram no Campeonato. A estreia a marcar foi na jornada 16, na vitória por 2-1 em Chaves e o outro golo ocorreu na jornada 19 na vitória por 1-0 em Belém. Venceu a Taça e foi titular nesse jogo frente ao Marítimo: Costinha (Lemajic, 87m); Nélson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Figo, Oceano, Carlos Xavier (Filipe, 75m) e Balakov (Sá Pinto, 79m); Iordanov e Amunike.


Equipa que jogou a 1ª mão da Supertaça.
Em cima, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Luís Vasco, Oceano, Naybet, Vujacic e Amunike.
Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Sá Pinto, Nélson, Pedro Martins e Assis.


Em 1995/96, venceu a Supertaça e jogou um total de 22 jogos, marcando 3 golos todos no Campeonato: à 3ª jornada na vitória por 2-1 em Braga; na 5ª jornada na vitória por 1-0 em Faro; e na 8ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Marítimo.
Na época seguinte, faria apenas 1 jogo, transferindo-se para o Japão no Verão. Esse jogo foi na última jornada na derrota leonina no Bessa por 2-1. O Sporting alinhou com: Costinha; Saber, Beto, Vujacic e Carlos Fernandes; Luís Miguel (Simão, 45m), Vidigal, Peixe, Pedro Martins (Gil Baiano, 67m) e Afonso Martins (Hadji, 52m); Dominguez.
Foi jogar no Vissel Kobe do Japão até encerrar a carreira em 1998. Tornou-se olheiro do Manchester United, sendo responsável pela contratação das jovens estrelas Tosic e Ljajic.


Carreira

1984/85: Obilic

1985/86: Friburgo

1986/87: Friburgo

1987/88: Friburgo
Vojvodina

1988/89: Vojvodina

1989/90: Partizan

1990/91: Partizan

1991/92: Partizan

1992/93: Partizan

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting
Vissel Kobe

1997/98: Vissel Kobe

Carreira no Sporting*

1993/94: 16;2 / 4;1 / -;-

1994/95: 29;2 / 5;1 / 1;-

1995/96: 17;3 / 3;- / 2;-

1996/97: 1;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de março de 2010

Nº61: Diogo Maria de Sousa Franco de Matos


  • Diogo Maria de Sousa Franco de Matos.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 15 de Novembro de 1975 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (2001/02) e 1 Taça de Portugal (2001/02).


O Diogo foi um médio centro formado no Sporting, campeão e internacional nos escalões jovens, cuja carreira acabou por ficar aquém das expectativas. De facto, fez uma carreira quase em exclusivo no Alverca, retirando-se muito novo depois de regressar ao clube do coração e ganhar os dois mais importantes títulos nacionais. Depois, tornou-se o líder do projecto Escolas Academia Sporting.



Nascido em Lisboa, fez a sua formação no Sporting sendo internacional por diversas vezes nos escalões jovens. Em 1995/96, depois de conseguir o 3º lugar no Mundial de sub-20 com a selecção portuguesa, subiu aos seniores e foi emprestado à Académica a militar na IIª Divisão de Honra. A briosa realizou um péssimo campeonato, ficando à beira da descida, sendo que Diogo realizou 15 jogos.
Na época seguinte foi para o Alverca onde realizou 18 jogos, repetindo o 15º lugar que tinha alcançado com a Académica no ano transacto. Na época seguinte, assumiu-se como patrão do meio campo ao actuar em 22 jogos, num ano histórico para o Alverca que subiu pela primeira vez à principal divisão do futebol português. Nessa altura já contava com 3 jogos pela selecção B portuguesa.
Em época de estreia na Iª Liga, fruto de algumas lesões, Diogo contou apenas com 15 jogos realizados e 1 golo marcado, o seu primeiro como sénior, festejando ainda assim a manutenção.



Em 1999/00, o Alverca sob o comando de José Romão realizou um campeonato relativamente tranquilo, ficando no 11º lugar da geral e Diogo jogou em 24 encontros marcando 1 golo, na vitória por 2-0 sobre o Salgueiros na 27ª jornada.
Na época seguinte, o Alverca classificou-se, sob o comando de Jesualdo Ferreira, no 12º lugar e Diogo marcou 2 golos em 24 jogos realizados. O primeiro golo foi à 16ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Paços Ferreira e o segundo aconteceu na jornada seguinte na vitória por 4-0 em casa do Campomaiorense.



Em 2001/02, é convidado para regressar ao “seu” Sporting. Fica como figura de 2º plano numa época em que o Sporting ganha tudo a nível interno. Realiza apenas um total de 8 jogos em todas as competições. No Campeonato estreou-se na 5ª jornada na vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente, entrando aos 73m para o lugar de Jardel. O seu único jogo a titular foi na última jornada do Campeonato frente ao Beira-Mar (2-1). A equipa de Boloni actuou com: Nélson; Beto, André Cruz, Quiroga e Tello (César Prates, 25m); Pedro Barbosa (Nalitzis, 73m), Diogo, Paulo Bento, João Pinto e Hugo Viana (Quaresma, 54m); Jardel.
Na Taça, jogou em 2 jogos e igual número na Europa. Fez ainda 2 jogos pelo Sporting B.



Equipa da última jornada do Campeonato.
Em cima, da esquerda para a direita: Jardel, Quiroga, Beto, André Cruz, Pedro Barbosa e Nélson. Em baixo, pela mesma ordem: Paulo Bento, Hugo Viana, João Pinto, Tello e Diogo.


Na época seguinte, actuou no Las Palmas, fazendo apenas 3 jogos.
A época de 2003/04 foi a sua última, no Alverca, onde fez 20 jogos no 16º lugar da equipa de José Couceiro, o que ditaria a descida de divisão.
Voltou ao Sporting para se tornar o dirigente do projecto Escolas Academia Sporting.



Carreira

1995/96: Académica

1996/97: Alverca

1997/98: Alverca

1998/99: Alverca

1999/00: Alverca

2000/01: Alverca

2001/02: Sporting
Sporting B

2002/03: Las Palmas

2003/04: Alverca

Carreira no Sporting*

2001/02: 4;- / 2;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nº60: Carlos Jorge Camacho Dantas


  • Carlos Jorge Camacho Dantas.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 8 de Novembro de 1966 no Funchal.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.



O Carlos Jorge é um histórico defesa do Marítimo, que fazia da sua altura uma arma para afastar as ameaças aéreas para a sua baliza e para marcar alguns golos. Despertou o interesse do Sporting, onde esteve durante duas época nunca alcançando o nível que tinha na Madeira, muito por culpa das poucas ocasiões que teve para jogar.



Começou a sua carreira no Barreirense do Funchal, mudando-se para o Marítimo ainda nas camadas jovens. Aí iniciou uma ligação de uma carreira interrompida apenas em 2 ocasiões.
Subiu aos seniores em 1985/86, mas apenas se estreou no Campeonato na época seguinte, ao realizar 14 jogos com Juca.
Na época seguinte, foi emprestado ao U. Madeira que estava na 2ª Divisão, para ganhar rodagem regressando logo na época seguinte à casa mãe. Aí começou a ganhar um lugar ao lado de Oliveira, realizando 21 jogos no Campeonato.



Na época seguinte, ganhou a titularidade realizando 29 jogos com 1 golo marcado, para em 1990/91 marcar 5 golos em 38 jogos realizados. Em 1991/92 tem destaque ao formar uma excelente dupla de centrais com Jorge Costa, sob o comando de Paulo Autuori, marcando 3 golos em 32 jogos.
É depois dessa época que Jorge Costa regressa ao FC Porto e Carlos Jorge é contratado pelo Sporting.



Chegou ao Sporting de Bobby Robson e até começou a jogar a titular. Contudo, o fraco arranque no Campeonato, relegou-o para o banco e promoveu Barny à titularidade. Estreou-se logo na 1ª jornada do Campeonato no empate caseiro a 0 com o Tirsense, num dia em que o Sporting alinhou com: Ivkovic; Marinho, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo, Peixe, Filipe e Cadete; Iordanov e Juskowiak.
Nesse ano jogou um total de 13 jogos em todas as competições.
Na época seguinte, jogou um total de 16 jogos em todas as competições e marcou 2 golos, ambos na última jornada do Campeonato.
A sua estreia foi na 1ª jornada do Campeonato na vitória frente ao Salgueiros por 2-1, com golos de Cadete e Capucho e o Sporting alinhou com: Costinha; Nélson, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo (Capucho, 58m), Paulo Sousa, Balakov, Cherbakov (Juskowiak, 68m) e Pacheco; Cadete.
Marcou os seus golos na última jornada frente ao Paços Ferreira, num jogo em que Carlos Queiroz deu uma oportunidade aos menos utilizados. Assim, na vitória por 3-1 os golos foram marcados por Carlos Jorge aos 28m e 75m e Paulo Tomás aos 86m e o Sporting alinhou com: Costinha; Marinho, Carlos Jorge, Vujacic e Leal; Amaral (Paulo Tomás, 60m), Poejo, Filipe e Pacheco; Cadete e Porfírio (Renato, 55m).



Saiu no final da época para voltar ao Marítimo, onde ficou até final da carreira. Em 1994/95, realizou 19 jogos e marcou 1 golo, conquistando a titularidade quase absoluta na época seguinte, com 21 jogos e 3 golos marcados.
Em 1996/97, realizou 26 jogos ao lado de Márcio Theodoro no centro da defesa madeirense.



Em 1997/98, apadrinhou a estreia de Ricardo Silva e realizou um total de 30 jogos com 4 golos marcados. Na época seguinte, marcou 1 golo em 19 jogos e em 1999/00 perdeu o lugar com Nelo Vingada que preferiu deixar o capitão de fora e apostar na dupla Jorge Soares / Jokanovic. Mesmo assim, Carlos Jorge marcou 1 golo em 15 jogos.
Finalmente, retirou-se no final da época de 2000/01, contabilizando 20 jogos com a camisola do Marítimo.


Carreira

1985/86: Marítimo

1986/87: Marítimo

1987/88: U. Madeira

1988/89: Marítimo

1989/90: Marítimo

1990/91: Marítimo

1991/92: Marítimo

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Marítimo

1995/96: Marítimo

1996/97: Marítimo

1997/98: Marítimo

1998/99: Marítimo

1999/00: Marítimo

2000/01: Marítimo

Carreira no Sporting*

1992/93: 11;- / 2;- / -;-

1993/94: 11;2 / 3;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nº59: João Mendonça Azevedo


  • João Mendonça Azevedo.
  • Guarda-Redes.
  • Nasceu a 10 de Julho de 1915 no Barreiro.
  • Faleceu a 3 de Janeiro de 1991 no Barreiro.
  • Títulos no Sporting: 7 Campeonatos Nacionais (1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51 e 1951/52), 4 Taças de Portugal (1940/41, 1944/45, 1945/46 e 1947/48), 2 Campeonatos de Portugal (1935/36 e 1937/38), 9 Campeonatos de Lisboa (1935/36, 1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45 e 1946/47) e 1 Taça Império (1944).
  • 19 Internacionalizações.

O Azevedo foi um dos melhores guarda-redes portugueses de todos os tempos e, claro, dos melhores guardiões que passaram pelas redes leoninas. O Gato de Frankfurt, natural do Barreiro que tantos e tão bons jogadores deu ao futebol português, tinha que fumar um cigarro antes dos jogos para acalmar e destacava-se pela sua grande agilidade, velocidade a sair aos pés dos avançados, sempre destemido e autoritário a defender a soco, marcou uma geração. Aliás, foram muitas as vezes que defendeu mesmo quando estava fisicamente inferiorizado.



Começou a jogar futebol nas escolas do Barreiro, passando depois para o Luso do Barreiro.
Em 1935 chega ao Sporting para ser o guarda-redes das reservas, já que Artur Dyson ainda jogava e para seu substituto a curto prazo o Sporting tinha contratado o prestigiado Jaguaré de Vasconcelos. Contudo, depois dos 2 presumíveis titulares terem rodado no Campeonato de Lisboa, Azevedo agarrou a titularidade no Campeonato da I Liga, num jogo frente ao Boavista (2-2). O Sporting de Szabo alinhou nesse dia com: Azevedo; Jurado e Vianinha; Abelhinha, Rui de Araújo e Raúl Silva; Adolfo Mourão, Pireza, Soeiro, Rui Carneiro e Francisco Lopes. Ainda iria dar lugar a Dyson por mais uns jogos, mas uma série de maus resultados, alguns humilhantes ditaram o retorno de Azevedo à baliza, a tempo de garantir a vitória no Campeonato de Portugal numa final disputada frente ao Belenenses (3-1).
Em 1936/37, é titular absoluto e vence o Campeonato de Lisboa. Na época seguinte, ganha a alcunha de “Gato de Frankfurt”, devido à sua magnífica exibição no empate a um golo na Alemanha. Tempos depois faz história ao ser o guarda-redes da primeira vitória lusa frente à Espanha em Vigo e ainda na vitória sobre a Irlanda em Dublin. Foi titular da baliza lusitana durante uma década.



Em 1937/38, volta a ser o titular da equipa que venceu os Campeonatos de Lisboa e de Portugal.
Em 1940/41, o Sporting venceria tudo a nível interno: Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Campeonato de Lisboa, com Azevedo a ser o esteio defensivo dessas conquistas, já que era sempre totalista da baliza leonina.



Jogo histórico foi o que ocorreu a contar para o Campeonato de Lisboa de 1946, em que o Sporting foi ganhar a casa do Benfica por 3-1. Azevedo partiu a clavícula, com o jogo empatado a uma bola e saiu dando lugar na baliza a Jesus Correia e depois a Veríssimo. A meio da 2ª parte não aguentou e foi de braço ao peito para a baliza, “os outros que tratassem do ataque que ele tratava da defesa”. Heróico, Azevedo defendeu tudo e o Sporting venceu por 3-1, com golos de Jesus Correia, Peyroteo e Albano. O Sporting de Robert Kelly alinhou com: Azevedo; Álvaro Cardoso, Manuel Marques e Barrosa; Canário e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.
Fez o seu último jogo pelo Sporting na 2ª jornada da época 1951/52, frente à Académica (4-0, golos de Nobre, Travassos, Vasques e Albano. O Sporting alinhou com: Azevedo; Caldeira, Barros e Canário; Passos e Gervásio; Nobre, Travassos, Vasques, Albano e João Martins. Depois, Randolph Galloway promoveu a estreia de Carlos Gomes, que se tornou o titular da baliza leonina.



Esteve um ano sem jogar e depois foi jogar uma derradeira época no Oriental. Episódio curioso que o teve como protagonista foi o que aconteceu em Coimbra, num Académica – Oriental em que encaixou uma bola e, quando se preparava para a pontapear um academista tentou dificultar-lhe o pontapé. Azevedo, determinado, pega na bola com as duas mãos, dá-a a cheirar ao opositor uma, duas vezes, põe a bola no chão, driblou-o, tentou driblá-lo segunda vez, perde a bola, não se intimida, torna a recuperá-la e chuta forte bem lá para a frente.
Deixou de jogar e foi taxista no Barreiro, não fazendo grande negócio, pois generoso como era não cobrava a muita gente. Foi para Londres e tornou-se motorista de um colégio, regressando em 1982 a Portugal com uma boa reforma. Faleceu sem sobressaltos a 3 de Janeiro de 1991.



Carreira

1933/34: Luso Barreiro

1934/35: Luso Barreiro

1935/36: Sporting

1936/37: Sporting

1937/38: Sporting

1938/39: Sporting

1939/40: Sporting

1940/41: Sporting

1941/42: Sporting

1942/43: Sporting

1943/44: Sporting

1944/45: Sporting

1945/46: Sporting

1946/47: Sporting

1947/48: Sporting

1948/49: Sporting

1949/50: Sporting

1950/51: Sporting

1951/52: Sporting

1952/53: Sem Clube

1953/54: Oriental

Carreira no Sporting*

1935/36: 6;-11 / 6;-7 / -;-

1936/37: 11;-22 / 5;-9 / 10;-9

1937/38: 13;-20 / 7;-10 / 8;-8

*Época: Campeonato I Liga (J;G)/Campeonato Portugal(J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

1938/39: 14;-17 / 6;-8 / 10;-13

1939/40: 8;-10 / 4;-5 / 9;-11

1940/41: 12;-21 / 7;-7 / 10;-11

1941/42: 12;-19 / -;- / 9;-9

1942/43: 15;-32 / 3;-4 / 8;-11

1943/44: 15;-21 / 2;-5 / 3;-7

1944/45: 18;-37 / 8;-7 / 9;-16

1945/46: 22;-36 / 4;-6 / 9;-15

1946/47: 18;-23 / -;- / 9;-15

1947/48: 23;-35 / 5;-5 / -;-

1948/49: 20;-20 / 1;-2 / -;-

1949/50: 24;-32 / -;- / -;-

1950/51: 22;-25 / -;- / -;-

1951/52: 2;-3 / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G)/Taça (J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Nº58: Juan Roberto Seminário Rodríguez


  • Juan Roberto Seminário Rodríguez.
  • Extremo Esquerdo / Avançado.
  • Nasceu a 22 de Julho de 1936 em Piura (Perú).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Honra (1960/61).
  • 19 Internacionalizações pelo Perú com 6 golos marcados.



O Seminário foi um fabuloso jogador, dos melhores estrangeiros de sempre que passou pelo Sporting, muito acarinhado pelos adeptos. O extremo esquerdo, que jogava muitas vezes a avançado, ficou conhecido pelo Expresso de Lima, e pelas suas incursões rapidíssimas pela ala esquerda e as suas diagonais para rematar para golo. Depois de sair do Sporting ainda foi o melhor marcador do campeonato espanhol, ficando para sempre com o Sporting no coração, como ele próprio admitiu há uns tempos.



Nascido no Perú, começou a sua carreira no Deportivo Municipal em 1954. Dois anos depois, estreia-se pela selecção nacional peruana.
Em 1959, marca 3 golos à Inglaterra num jogo realizado em Lima, que o Perú venceria por 4-1, sendo que se tornou muito cobiçado a nível mundial. É por isso com surpresa que aterra em Lisboa para representar o Sporting nesse mesmo ano.



Estreou-se na 6ª jornada do Campeonato, pela mão de Fernando Vaz numa derrota fora frente ao Belenenses por 1-0. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Octávio de Sá; Mário Lino, Morato e Hilário; Ferreira Pinto, Fernando Mendes, Morais e Pérides; Arizaga, Puglia e Seminário.
Na jornada seguinte, marca pela primeira vez com a camisola leonina e logo por 3 vezes na goleada de 8-0 frente ao V. Setúbal. Os outros golos foram marcados por Hugo Sarmento, Puglia e três golos de Faustino Pinto. Alinharia em 17 jogos do Campeonato, marcando 10 golos, marcando mais 3 golos em 7 jogos da Taça.





Na época seguinte, Seminário começou logo por ser aposta do treinador Alfredo González, estreando-se logo na 1ª jornada na vitória por 4-2 frente ao Lusitano de Évora. Nesse jogo, o Sporting alinhou com: Carvalho; Mário Lino, Morato e Hilário; David Júlio, Fernando Mendes, Hugo Sarmento e Faustino Pinto; Figueiredo, Arizaga e Seminário.
Marcaria o seu primeiro golo na 3ª jornada, na vitória por 1-0 em Coimbra, aos 85m. Até final da época marcaria 8 golos em 26 jogos realizados em todas as competições. Despedir-se ia com um golo na vitória por 3-0 frente ao Atlético. O Sporting já sob o comando de Otto Glória alinhou com: Carvalho; Mário Lino, Morato, Lúcio e Hilário; Figueiredo, Fernando Mendes e Morais; Arizaga, Puglia e Seminário.



Seria vendido no final da época ao Saragoça, tornando-se estrela no Campeonato Espanhol. De facto, logo na primeira época foi o melhor marcador do Campeonato com 25 golos em 30 jogos realizados. Na época seguinte, marcaria 8 golos em 8 jogos, antes de se transferir a meio da época para a Fiorentina para ser estrela, também aqui.
No resto da época marcou 10 golos em 24 jogos, para na época seguinte marcar apenas 5 em 23 jogos.



Voltaria a Espanha em 1964/65, para jogar no Barcelona. Logo na primeira época marcou 14 golos em 23 jogos. Ficou mais 2 anos na cidade condal, para marcar apenas 1 golo em 13 jogos.
Rumaria ao Sabadell, onde marcou 8 golos em 25 jogos antes de marcar 1 em 10 jogos e rumar novamente ao Perú para encerrar a carreira no Grau, em 1970.


Carreira

1954: Deportivo Municipal

1955: Deportivo Municipal

1956: Deportivo Municipal

1957: Deportivo Municipal

1958: Deportivo Municipal

1959/60: Deportivo Municipal
Sporting

1960/61: Sporting

1961/62: Saragoça

1962/63: Saragoça
Fiorentina

1963/64: Fiorentina

1964/65: Barcelona

1965/66: Barcelona

1966/67: Barcelona

1967/68: Sabadell

1968/69: Sabadell

1970: Grau

Carreira no Sporting*

1959/60: 17;10 / 7;3 / -;-

1960/61: 20; 8 / 6;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nº57: João Manuel Vieira Pinto


  • João Manuel Vieira Pinto.
  • Médio Ofensivo.
  • Nasceu a 19 de Agosto de 1971 no Porto.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (2001/02), 1 Taça Portugal (2001/02) e 2 Supertaças (2000/01 e 2002/03).
  • 81 Internacionalizações com 23 golos marcados.


O João Pinto, o Menino D’Oiro, é um jogador que dispensa apresentações. Excelente médio ofensivo, um dos melhores de sempre do futebol português, destacava-se pela sua enorme técnica, velocidade e controlo de bola, fazendo inúmeras assistências e marcando ele próprio por diversas vezes. Também tinha um excelente cabeceamento.
Produto das escolas do Boavista, foi rei na Luz, sendo um dos mais amados de sempre dos adeptos benfiquistas que não queriam acreditar que depois da assinatura de um contrato vitalício fosse dispensado, rumando ao Sporting onde fez uma das melhores épocas de sempre sendo um pai para Jardel. Fazia parte da geração de ouro do futebol português, sendo que há poucos meses colocou o ponto final numa carreira repleta de sucessos.



Nascido no Porto, surge a jogar nos juniores do Boavista, sendo a estrela da companhia. Foi com 16 anos apenas que foi pai (o jovem jogador Tiago Pinto, fruto do casamento com Carla Pinto) o que o obrigou a abraçar a maturidade muito mais cedo do que o previsto. Em 1988/89 é chamado a jogar por 6 vezes pela equipa principal do Boavista, para na época seguinte começar a assumir um papel importante, depois de vencer o Mundial de Juniores em Riade. Realizou 11 jogos com a camisola axadrezada e marcou 3 golos, sendo que na época seguinte vai para o Atlético Madrid B onde não joga e regressa a Portugal depois de vencer novamente o Mundial de Juniores de Lisboa.
Faz uma excelente época de 1991/92, coroada com a estreia na selecção nacional num jogo frente ao Luxemburgo a 12 de Outubro (1-1). Um mês depois marca o primeiro golo pela selecção frente à Grécia (1-0) em jogo de apuramento para o Euro 92. Nessa época, faz 34 jogos no Campeonato e marca 8 golos sendo peça fundamental do Boavistão de Manuel José, vencendo a Taça. No final desse ano, acerta tudo com Sousa Cintra para ir para o Sporting, mas à última hora o Benfica resgata-o.


Equipa que venceu a Taça 1992/93.
Em cima, da esquerda para a direita: Rui Costa, William, Rui Águas, Futre, Neno e Mozer.
Em baixo, pela mesma ordem: Veloso, João Pinto, Schwarz, Paulo Sousa e Paneira.


Estreia-se no Campeonato frente ao Tirsense, em Santo Tirso, com Ivic, e marca o golo da vitória do Benfica. Ao todo faz 21 jogos e marca 7 golos, sendo que essa época fica marcada pelo pneumotórax sofrido antes de um jogo frente à Escócia, que quase põe fim à sua carreira. Refeito do susto, prossegue para a época 1993/94, mas com alguma polémica. No Verão Quente, rescinde com o Benfica e aceita a proposta do Sporting, mas a sua mulher Carla não se conforma e conta a Valentim Loureiro que faz com que Jorge de Brito impeça a sua saída.
Essa época ficou marcada pela sua melhor exibição de sempre com a camisola dos encarnados, nos míticos 6-3 frente ao Sporting em Alvalade. Nesse jogo, João Pinto dizimou as nossas esperanças no título ao marcar 3 golos e deixar a cabeça em água à defesa leonina. Essa época vale pelos seus 15 golos marcados em 34 jogos, o que o fez levantar a taça de campeão nacional.



Chega a capitão na época seguinte, muito novo, marcando 4 golos em 24 jogos realizados. Em 1995/96, inspirado pelo Europeu, marca 18 golos em 31 jogos, vence a Taça e é convocado por António Oliveira. Em Inglaterra disputa 3 jogos e marca 1 golo frente à Croácia.



Em 1996/97, o Benfica começa a decair muito, tendo em João Pinto e Preud’Homme os únicos que realmente faziam a diferença. Quanto ao avançado, este marca 7 golos em 28 jogos e assina o famoso contrato vitalício com o Benfica.
Em 1997/98, marca 6 golos em 25 jogos, para na época seguinte marcar 4 em 28 jogos, o que viria a ser o princípio do fim da sua carreira na Luz com Heynckes e Vale e Azevedo a cobrarem-lhe 20 golos época para fazer render o seu elevado ordenado (cerca de 500 mil contos ano).



Em 1999/00, marca 3 golos em 29 jogos e é convocado por Humberto Coelho para o Euro 2000. Marca o seu último golo frente ao Guimarães e faz o último jogo pelo Benfica frente ao seu futuro clube, o Sporting.
No Euro 2000, aparece como jogador sem clube, pois semanas antes numa conferência de imprensa no Hotel Radison assume o fim da sua ligação ao Benfica, o que deixa milhões de benfiquistas em estado de choque. Na competição de selecções deixa a sua marca logo no primeiro jogo ao marcar um fantástico golo de cabeça à Inglaterra. De resto, só não joga frente à Alemanha.



Depois do Euro 2000, pode-se dizer que à terceira foi de vez e Luís Duque contrata João Pinto para o Sporting. Estreia-se no Campeonato, com um golo frente ao Farense na vitória por 1-0, golo esse marcado aos 46m. Nesse dia, o Sporting de Inácio alinhou da seguinte maneira: Schmeichel; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Sá Pinto (Toñito, 73m), Bino, João Pinto, Paulo Bento e Edmilson (Horváth, 64m); Acosta.
Faz um total de 41 jogos e marca 7 golos em todas as competições, vencendo a Supertaça.



Na época seguinte, teve aquela que considerou a sua melhor de sempre. Foi um pai para Jardel que marcou 42 golos, vencendo tudo a nível interno. Fez um total de 44 jogos e marcou 12 golos. A sua estreia foi frente ao FC Porto, na 1ª jornada com vitória leonina por 1-0 com golo de Niculae aos 69m. O Sporting de Boloni alinhou com: Nélson; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Sá Pinto (Quaresma, 22m), Rui Bento, Horváth (Hugo, 88m), Paulo Bento e João Pinto; Niculae.
Marcou o seu primeiro golo da época frente ao Guimarães na goleada por 5-0. Realizou a campanha para o Mundial 2002, sob o comando de António Oliveira e marcou o seu último golo com as cores lusas, frente à Estónia (5-0). Esse Mundial foi de triste memória para Portugal e para João Pinto que esmurrou um árbitro depois de ser expulso, frente à Coreia do Sul. Nunca mais vestiu as cores nacionais.



Na época seguinte, esteve suspenso durante algum tempo, até se estrear frente ao Belenenses na 7ª jornada, marcando 1 golo aos 29m (o jogo ficou 2-0). O Sporting alinhou com: Nélson; César Prates, Beto, Contreras e Tello; Cristiano Ronaldo (Quaresma, 76m), Toñito, Paulo Bento, João Pinto (Rui Bento, 86m) e Kutuzov (Carlos Martins, 61m); Jardel.
Ao todo, nessa época realizou 26 jogos e marcou 8 golos.
Em 2003/04, com Fernando Santos fez a sua última época no Sporting, realizando um total de 31 jogos com 5 golos marcados. Estreou-se logo na 1ª jornada do Campeonato, na vitória por 2-1 frente à Académica. O Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia (Anderson Polga, 45m), Beto, Hugo e Rui Jorge (Tello, 57m); Luís Filipe (Toñito, 72m), Rochemback, Custódio e João Pinto; Lourenço e Silva.
O seu primeiro golo nessa época foi frente ao Beira-Mar (3-1). Realizou o seu último jogo com a camisola leonina na última jornada do Campeonato, em Guimarães, com vitória por 2-0, marcando o segundo golo aos 82m depois de Niculae marcar aos 73m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia, Polga, Quiroga e Paíto; Pedro Barbosa, Tinga (Carlos Martins, 31m), Paulo Bento e João Pinto (Hugo, 90m); Liedson e Niculae (Lourenço, 88m). Um desacordo de verbas leva-o a abandonar Alvalade, confessando depois esse ter sido o seu maior erro.


Equipa do Sporting 2003/04.
Em cima, da esquerda para a direita: Ricardo, Pedro Barbosa, Hugo, Polga, Custódio e Rochemback.
Em baixo, pela mesma ordem: Rui Jorge, João Pinto, Mário Sérgio, Liedson e Lourenço.

Volta ao Boavista para jogar de forma intermitente, depois de quase ir para o Médio Oriente, marcando 2 golos em 26 jogos. Separa-se de Carla Pinto e casa com Marisa Cruz. Na época seguinte, tem um ano de nível jogando 31 jogos com 9 golos marcados.
Quanto tudo esperava o final da carreira, assina pelo Braga, marcando 2 golos em 24 jogos, para sair a meio da época seguinte, com 1 golo em 9 jogos. Fala-se em testes para jogar na MLS, mas acaba por encerrar a sua carreira.


Carreira

1988/89: Boavista

1989/90: Boavista

1990/91: Atlético Madrid B

1991/92: Boavista

1992/93: Benfica

1993/94: Benfica

1994/95: Benfica

1995/96: Benfica

1996/97: Benfica

1997/98: Benfica

1998/99: Benfica

1999/00: Benfica

2000/01: Sporting

2001/02: Sporting

2002/03: Sporting

2003/04: Sporting

2004/05: Boavista

2005/06: Boavista

2006/07: Sp .Braga

2007/08: Sp. Braga

Carreira no Sporting*

2000/01: 31;6 / 5;1 / 5;-

2001/02: 33;9 / 6;2 / 5;1

2002/03: 25;8 / 1;- / -;-

2003/04: 26;5 / 1;- / 4;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 30 de janeiro de 2010

Nº56: Jorge Paulo Cadete dos Santos Reis


  • Jorge Paulo Cadete dos Santos Reis.
  • Avançado.
  • Nasceu a 27 de Agosto de 1968 em Porto Amélia (Moçambique).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça Portugal (1994/95) e 2 Supertaça (1987/88 e 1995/96).
  • 33 Internacionalizações com 5 golos marcados.



Este post é especial para mim, pois trata-se de Jorge Cadete, o meu ídolo de infância, um dos melhores avançados portugueses da década de 90. Naquela altura, para mim, Balakov era o melhor jogador da equipa, mas no recreio eu queria era ser o Cadete, o que marcava os golos, o que dava tudo o que tinha por esta camisola verde e branca que é sagrada para mim (e para ele). Era um avançado batalhador, que nunca dava uma bola por perdida, raçudo, um grande capitão do Sporting. Destacava-se também pela sua enorme agressividade, grande velocidade e um excelente cabeceamento e tempo de salto. Acabou por ser uma estrela no Sporting e no Celtic não vingando nos outros clubes por onde passou, especialmente no Benfica para onde se arrepende de ter ido e de lá ter dito uma ou duas coisas. É sportinguista de coração e por ele tinha ficado para sempre no Sporting, mas foi empurrado para fora do clube por algumas pessoas, com destaque para o adjunto Queiroz (deve ser daí que vem a minha antipatia por tal pessoa), falando-se neste momento num possível regresso a casa. Agora que fiz a maior introdução de sempre a um jogador deste blog passemos à sua carreira.



Começou a sua carreira no clube da terra, o Académico de Santarém até ser levado para Alvalade, depois de ter marcado uns incríveis 43 golos em 18 jogos. Aí fez a etapa de juvenis e juniores, sendo internacional pelas camadas jovens portuguesas por 10 ocasiões.
Chegou à equipa principal leonina na época de 1986/87, estreando-se logo na 1ª jornada, pela mão de Keith Burkinshaw, numa vitória por 4-1 frente ao Rio Ave. Entrou aos 80m para o lugar de Marlon. A sua estreia a titular foi na 3ª jornada, jogando a extremo esquerdo na vitória do Sporting por 2-0 frente ao Farense, com golos de Venâncio aos 43m e Paulinho Cascavel aos 51m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Rui Correia; João Luís, Venâncio, Duílio e Vítor Santos; Marlon, Oceano, Mário e Cadete (Carlos Xavier, 73m); Paulinho Cascavel e Silvinho. Até final da época jogaria em mais 6 jogos contando com todas as competições. Em 1988/89, foi emprestado ao V. Setúbal onde jogou com Jordão, sendo importante esta sua etapa de aprendizagem. Foi utilizado em 29 jogos e marcou 8 golos no excelente 5º lugar da equipa treinada por Manuel Fernandes.



Regressa a casa para a época de 1989/90. Ao princípio é pouco utilizado por Manuel José, mas é ainda com este treinador ao comando da equipa que marca o seu primeiro golo em jogos oficiais com a camisola do Sporting. Foi no dia 3 de Dezembro de 1989, em Santa Maria da Feira numa difícil vitória do Sporting por 2-1, com golos de Gomes aos 6m e Cadete aos 60m. Nesse dia, o Sporting apresentou a seguinte equipa: Ivkovic; João Luís, Luisinho, Venâncio e Leal; Carlos Manuel, Valtinho, Douglas e Marlon; Gomes (Filipe, 88m) e Cadete (Edel, 89m).
A época acabou por não correr bem em termos colectivos, mas Cadete fazia ao lado de Gomes um aperfeiçoamento das suas capacidades. Jogou um total de 30 jogos com 7 golos marcados, todos eles no Campeonato, conseguindo algumas assistências.



Estreia-se pela selecção nacional no dia 29 de Agosto de 1990, pela mão de Carlos Queiroz frente à RFA e inicia a época com a moral em alta, pronto a explodir em definitivo.
De facto, explodiu. Em termos de golos apenas marcou 10, 1 na Taça de Portugal frente ao Peniche, 3 no Campeonato e 6 na Taça UEFA, na brilhante campanha da equipa leonina, conseguindo imensas assistências para Gomes marcar os 29 golos dessa época.
A sua estreia a marcar foi frente ao Boavista para o Campeonato, na 4ª jornada, marcando os seus outros 2 golos no Campeonato frente ao E. Amadora e ao U. Madeira. Na Taça UEFA marcou o seu primeiro golo ao Malines de Michel Preud’Homme, marcando mais um golo na 2ª Mão. Na eliminatória seguinte entra para a história do Sporting ao apontar 3 golos na goleada de 7-0 frente ao Timisoara, tornando-se num dos 11 jogadores leoninos que conseguiram fazer um hat-trick nas competições europeias (à data foi o 8º a consegui-lo; depois dele só Pedro Barbosa, Jardel e Liedson por duas vezes é que igualaram o feito. Depois só volta a fazer o gosto ao pé nos quartos de final frente ao Bolonha. Aliás, é nessa época que dá um grande contributo para ser o 6º melhor em termos de média de golos nas competições europeias com meio golo por jogo.
É nessa época, também, que se estreia a marcar pela selecção no jogo frente a Malta (marca o 4-0, sendo que o jogo acabou 5-0), jogo esse que foi o último de Artur Jorge ao comando da selecção.



Em 1991/92, com a saída de Gomes, torna-se o ponta de lança de referência. Tem a sua época mais produtiva com um total de 26 golos em 38 jogos. Estreia-se a marcar logo à 2ª jornada frente ao Famalicão e a 22 de Fevereiro entra para a história do Sporting, novamente, ao marcar, já como capitão de equipa, 4 golos na goleada por 5-1 na Madeira frente ao União. A equipa desse dia foi a seguinte: Ivkovic; Marinho (Litos, 9m), Luisinho, Leal e Paulo Torres; Figo, Douglas, Peixe e Balakov; Cadete e Iordanov (Filipe, 70m) e os golos surgiram aos 51m, 63m, 67m e 85m com Douglas a fechar as contas aos 88m. Os 25 golos no Campeonato não chegaram para ser o melhor marcador já que Ricky marcou 30 golos.
Foi nesta época que deu início a 91 jogos consecutivos de leão ao peito, marca que é a 6ª melhor até hoje.



Na época seguinte, ganha o prémio de melhor marcador do Campeonato com 17 golos. De resto, marca um total de 22 golos em 41 jogos realizados. Esse prémio venceu-o na última jornada, ao marcar 1 golo ao Paços Ferreira. Bobby Robson colocou a seguinte equipa a jogar nesse jogo: Rogério; Nélson, Peixe, Carlos Jorge e Paulo Torres; Capucho, Filipe, Porfírio (Balakov, 45m) e Figo (Iordanov, 57m); Cadete e Juskowiak. É essa a sua melhor época em termos de golos pela selecção, já que marca 3 golos frente a Escócia e Malta, em jogos seguidos.



Excelente equipa do Sporting em 1993/94.
Em cima, da esquerda para a direita: Lemajic, Peixe, Valckx, Cherbakov, Pacheco e Paulo Sousa.
Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Paulo Torres, Nélson, Figo e Balakov.


Em 1993/94 fez a sua última época a sério no Sporting. Realizou um total de 36 jogos e marcou 15 golos. Marcou o primeiro golo da época frente ao Salgueiros, voltando a concretizar ao longo do Campeonato. Foi dele o primeiro golo na derrota por 6-3 frente ao Benfica que deixou o Sporting praticamente arredado do título. Nessa época cortou a sua famosa cabeleira.
Na época seguinte, curiosamente Queiroz começa a deixar Cadete de fora, especialmente depois do jogo da 2ª Mão frente ao Real Madrid, relembre-se que nesse jogo Juskowiak atirou ao poste e a bola esteve a dançar em frente à linha de golo. Fez apenas 3 jogos, sendo emprestado ao Brescia. Por curiosidade há que referir que na história do Sporting, Cadete foi o 6º jogador a ser transferido para o estrangeiro, depois de Carlos Gomes, Damas, Oceano, Carlos Xavier e Paulo Sousa.
Em Itália, realiza 13 jogos e marca 1 golo.



Em 1995/96, regressa ao Sporting, mas Queiroz volta a deixá-lo de parte (bastante palavrão ouviu este senhor). Faz apenas 4 jogos (como se houvesse melhor avançado no Sporting), sendo que o seu último jogo foi a 8 de Novembro frente ao Tirsense quando entrou aos 65m para o lugar de Paulo Alves.
No dia 15 do mesmo mês, carimba o apuramento português para o Euro 96 ao fazer o 3-0 frente à Irlanda. Depois, a história é conhecida: Queiroz tinha em Cadete o único ponta de lança de raiz disponível para o jogo em Guimarães e diz-lhe que vai ficar no banco, este não aguenta mais e rescinde contrato com o Sporting seguindo para a Escócia para representar o Celtic. Chega e marca logo no jogo de estreia, ao todo foram 5 golos em 6 jogos.
É convocado para o Euro 96 por António Oliveira e faz 2 jogos como suplente utilizado, falhando um cabeceamento mesmo no fim no jogo que ditou a eliminação lusa.



No Celtic, vive uma época de 1996/97 assombrosa, ao tornar-se o primeiro português a ser o melhor marcador num campeonato estrangeiro. Realizou 31 jogos e marcou 25 golos, marcando mais 13 golos noutras competições, formando com Di Canio e Van Hooijdonk os “three amigos”. Recebeu o apelido de Goal Machine e foi presenteado com a conhecida música que lhe dava pele de galinha: There’s only one Jorge Cadete, he puts the ball in the net, he’s portuguese and he scores with ease, walking in Cadete wonderland.
Queixa-se do frio e da comida e é vendido ao Celta de Vigo, onde na primeira época faz 7 golos em 29 jogos, realizando o último jogo pela selecção nacional, frente à Inglaterra.
Em 1998/99, marca 1 golo em 7 jogos e transfere-se no Mercado de Inverno para o Benfica, ganhando a antipatia de muitos adeptos leoninos que o idolatravam. Estreia-se frente ao Sporting, em Alvalade, no jogo dos 2 auto-golos de Beto e reclama a sua autoria. Acaba por marcar 3 golos em 16 jogos, estreando-se a marcar frente ao Rio Ave, marcando o último golo frente ao Chaves.



Na nova época faz apenas 3 jogos e ruma novamente a Inglaterra para representar o Bradford sem sucesso, realizando 7 jogos.
Em 2000/01, assina pelo Estrela da Amadora, onde faz 21 jogos sem marcar. Marca 2 golos em 7 jogos na temporada seguinte e sai para o desemprego. É nesta altura que participa no Big Brother Famosos e conhece Nicole com quem vive cerca de 4 anos.
Em 2003/04, vai fazer uma experiência à Escócia, ficando no Partick Thistle, marcando apenas 1 golo em 8 jogos. Já em declínio na carreira, assina pelo Pinhalnovense, onde marca 2 golos em 5 jogos.
Finalmente em 2005/06, vai para os distritais jogar no São Marcos da Ataboeira com Pitico e Fernando Mendes, encerrando no final da época a carreira em definitivo.
Daí para cá abriu uma escola de futebol e tem sido presença notada em diversos eventos sociais e do Sporting, falou-se num envolvimento com a Miss Playboy Sara Santos, podendo regressar ao Sporting para relações públicas num futuro próximo.
Para acabar, faço uma citação de uma frase que li do Cadete com a qual concordo: “Poderá haver jogadores com algumas das minhas características, mas seguramente – sem vaidades – não vejo, nem nunca vi um jogador que reunisse as minhas qualidades em termos de agressividade, tempo de salto, velocidade e cabeceamento”.


Carreira

1987/88: Sporting

1988/89: V. Setúbal

1990/91: Sporting

1991/92: Sporting

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting
Brescia

1995/96: Sporting
Celtic

1996/97: Celtic

1997/98: Celta

1998/99: Celta
Benfica

1999/00: Benfica
Bradford

2000/01: E. Amadora

2001/02: E. Amadora

2002/03: Sem Clube

2003/04: Partick Thistle

2004/05: Pinhalnovense

2005/06: São Marcos

Carreira no Sporting*

1987/88: 6;- / 1;- / 1;-

1989/90: 29;7 / 1;- / -;-

1990/91: 30;3 / 3;1 / 10;6

1991/92: 34;25 / 2;1 / 2;-

1992/93: 34;17 / 5;4 / 2;1

1993/94: 26;10 / 4;1 / 6;4

1994/95: 2;- / -;- / 1;-
(Até Outubro)

1995/96: 3;- / -;- / -;-
(Até Dezembro)

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque