segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nº66: Carlos Miguel Brandão Fernandes


  • Carlos Miguel Brandão Fernandes.
  • Defesa Esquerdo.
  • Nasceu a 5 de Maio de 1978 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Supertaça (1995/96).



O Carlos Fernandes é um defesa esquerdo português que pode ter passado ao lado de uma carreira melhor. De facto, o jovem formado em Alvalade apenas teve direito a 2 jogos na principal equipa leonina, o que não deu para ver se se podia afirmar no Sporting como o defesa esquerdo que o clube teve a espaços na década de 90. Depois de concluir a sua ligação ao Sporting, este defesa de boa marcação e propensão ofensiva, passou por clubes da 1ª Divisão, conseguindo afirmar-se em alguns e em outros nem por isso. Actualmente é jogador do Olhanense.


Equipa de Juniores 1994/95 do Sporting.
Em cima, da esquerda para a direita: Luís Pereira, Nuno Dias, Marco Almeida, Miguel Gama, Toni Kakinda e Nuno Santos.
Em baixo, pela mesma ordem: Carlos Fernandes, Paulo Tomás, Alhandra, Varão e Patacas.


Nascido em Lisboa, começou a jogar nos escalões jovens do Sporting, chegando a treinar com a equipa principal em 1995/96, estreando-se de leão ao peito.
Foi na antepenúltima jornada do Campeonato, num jogo em que o Sporting venceu fora o Gil Vicente por 2-0 com golos de Paulo Alves aos 30m e Carlos Xavier aos 87m, apesar da expulsão de Vidigal logo aos 10m. Esta foi a equipa colocada em campo por Octávio Machado: Costinha; Carlos Xavier, Naybet, Iordanov e Carlos Fernandes; Sá Pinto (Pedro Martins, 45m), Peixe, Mauro Soares (Filipe, 62m), Vidigal e Dominguez; Paulo Alves (Ouattara, 74m).
Na época seguinte, voltou a fazer parte do plantel de juniores e voltou a fazer apenas um jogo pela equipa principal. Foi na última jornada do Campeonato, frente ao Boavista (1-2). O Sporting alinhou com: Costinha; Saber, Beto, Vujacic e Carlos Fernandes; Luís Miguel (Simão, 45m), Vidigal, Peixe, Pedro Martins (Gil Baiano, 67m) e Afonso Martins (Hadji, 52m); Dominguez.



Foi emprestado no ano seguinte ao Lourinhanense, onde marcou uns excelentes 7 golos em 28 jogos. Foi novamente emprestado em 1998 ao Campomaiorense onde apenas jogou em 12 jogos, o que levou o Sporting a libertá-lo.
Rumou ao Algarve para jogar no Farense. Em 1999/00, jogou em 28 jogos. Contava já com 1 golo em 11 Internacionalizações sub-21 e 1 Internacionalização pela Selecção B.



Na época seguinte, jogou em 30 jogos e marcou 2 golos. Em 2001/02, jogou por 18 vezes.
Em 2002/03, rumou ao Belenenses onde foi dos melhores jogadores dos azuis nessa época, contando com 5 golos em 32 jogos disputados.



Em 2003/04, marcou 1 golo em 29 jogos disputados com a camisola azul. Foi contratado na época seguinte pelo Boavista onde jogou em 25 jogos e marcou 1 golo o que lhe valeu uma transferência no ano seguinte para Braga.
Fez apenas 6 jogos e foi emprestado ao Boavista para jogar pouco também, apenas 3 desafios.



Voltou a Braga em 2006/07 para jogar em 20 jogos e marcar 1 golo, para na época seguinte jogar em apenas 16 jogos.



Em 2008/09, foi contratado pelo Marítimo e teve uma época terrível jogando apenas em 2 jogos pela equipa principal e mais 4 pela equipa B sendo dispensado.
Esta época foi para o Olhanense onde se exibiu a bom nível como atestam os 2 golos marcados em 26 jogos.


Carreira

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting

1997/98: Lourinhanense

1998/99: Campomaiorense

1999/00: Farense

2000/01: Farense

2001/02: Farense

2002/03: Belenenses

2003/04: Belenenses

2004/05: Boavista

2005/06: Sp. Braga
Boavista

2006/07: Sp. Braga

2007/08: Sp. Braga

2008/09: Marítimo

2009/10: Olhanense

Carreira no Sporting*

1995/96: 1;- / -;- / -;-

1996/97: 1;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

sábado, 1 de maio de 2010

Nº65: António de Jesus Correia


  • António de Jesus Correia.
  • Extremo Direito.
  • Nasceu a 3 de Abril de 1924 em Paço de Arcos.
  • Faleceu a 30 de Novembro de 2003 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 7 Campeonatos Nacionais (1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52 e 1952/53), 2 Taças Portugal (1944/45 e 1947/48) e 2 Campeonatos de Lisboa (1944/45 e 1946/47).
  • 13 Internacionalizações com 3 golos marcados.


Jesus Correia, o “Necas”, foi um dos melhores jogadores de sempre do Sporting, fazendo parte da mítica equipa dos 5 Violinos. Era o extremo direito, dotado de uma velocidade e técnica estonteantes e com uma excelente capacidade de remate, o que faz dele um dos melhores marcadores de sempre do Sporting. Também era conhecido pelo “Dois Amores” já que se dedicou com igual sucesso ao futebol e ao hóquei em patins, suas grandes paixões. Aliás, abandonou jovem o futebol para se dedicar ao hóquei. Foi o último dos 5 Violinos a falecer, pouco tempo depois de dar o pontapé de saída na inauguração do novo Estádio de Alvalade.



Nasceu em Paço de Arcos e começou a jogar hóquei em patins no clube local. Tentou a sorte no futebol, mas foi rejeitado no Belenenses, sendo depois observado e contratado por Szabo para o Sporting. Foi este treinador que o lançou na 5ª jornada do Campeonato de Lisboa de 1943/44, frente ao Fósforos. Nesse dia o Sporting alinhou com: João Dores; Álvaro Cardoso e Manuel Marques: Canário, António Marques e Eliseu; Ermitério, Jesus Correia, Peyroteo, Virgolino de Jesus (o pai de Jorge Jesus) e João Cruz. No único jogo que jogou no Campeonato marcou 2 golos e fechou a época com 4 jogos e 2 golos.



Na época seguinte, assumiu-se como titular no lugar do histórico Adolfo Mourão e marcou um total de 18 golos em 23 jogos realizados, vencendo a Taça de Portugal. Aliás, a Taça foi vencida com um golo seu aos 86m frente ao Olhanense no dia em que o Sporting alinhou com: Azevedo; Álvaro Cardoso e Manuel Marques; Lourenço, Barrosa e Nogueira; Jesus Correia, Armando Ferreira, Veríssimo Alves, Albano e João Cruz.
Em 1945/46, realizou um total de 19 jogos e marcou 9 golos.



A sua estreia na selecção nacional ocorreu na época seguinte, somando 5 jogos e 1 golo pela equipa das quinas, juntando a isso uma época fantástica no Sporting, onde realizou 31 jogos e marcou uns impressionantes 42 golos, ficando ainda assim atrás de Peyroteo na lista de melhores marcadores.



Em 1947/48, conquista a dobradinha em pleno expoente máximo dos Cinco Violinos, somando mais 3 jogos na selecção. Para dar um exemplo do poderio ofensivo da equipa do Sporting veja-se o jogo em que brindámos o Lusitano VRSA com 12-0. O Sporting alinhou com: Azevedo; Álvaro Cardoso e Juvenal; Canário, Moreira e Veríssimo Alves; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Os golos foram repartidos entre os Cinco, com 5 para Peyroteo, 3 para Jesus Correia, 2 para Albano e 1 para Travassos e Vasques. Acaba a época com 17 golos em 26 jogos.
Em Junho desse ano, o Sporting joga em Madrid contra o Atlético na inauguração do estádio e brinda os madrilenos com 6-3, Jesus Correia marca os 6 golos do desafio. Nessa altura continuava a jogar hóquei sendo internacional português, também.
Na época seguinte, marca 12 golos em 18 jogos.



Na época a seguir, volta a jogar com regularidade ao disputar 24 jogos e marcar 19 golos, para em 1950/51 marcar 14 golos em 18 jogos.
Em 1951/52, marca 22 golos em 24 jogos conquistando mais um Campeonato.
Finalmente, em 1952/53, apenas disputa 2 jogos e marca 1 golo. O seu último jogo foi a vitória em casa do Benfica por 3-2 com 1 golo seu e 2 de Vasques. A equipa alinhou com: Carlos Gomes; Caldeira e Pacheco; Barrosa, Passos e Juca; Jesus Correia, Vasques, João Martins, Travassos e Albano. Pressionado pelo Sporting a escolher entre o futebol e o hóquei, escolhe, para choque da nação leonina, o hóquei, encerrando a carreira de futebolista aos 28 anos.
Figura muito querida dos sportinguistas venceu inúmeros prémios ao longo dos anos, sendo presença assídua em festas leoninas. Foi o último violino a morrer apenas 3 meses depois de dar o pontapé de saída no novo Estádio de Alvalade.


Carreira

1943/44: Sporting

1944/45: Sporting

1945/46: Sporting

1946/47: Sporting

1947/48: Sporting

1948/49: Sporting

1949/50: Sporting

1950/51: Sporting

1951/52: Sporting

1952/53: Sporting

Carreira no Sporting*

1943/44: 1;2 / 1;- / 2;-

1944/45: 15;10 / 8;8 / -;-

1945/46: 10; 7 / -;- / 9;2

1946/47: 21; 29 / -;- / 10;13

1947/48: 21;15 / 5;2

1948/49: 18;12

1949/50: 24;19

1950/51: 26;14 / 2;-

1951/52: 24;22 / -;-

1952/53: 2;1 / -;-

*Época: Campeonato (J;G)/Taça (J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

Avaliação: Craque

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Nº64: Joaquim Fernando Ferreira Murça


  • Joaquim Fernando Ferreira Murça.
  • Defesa Central / Lateral Direito.
  • Nasceu a 7 de Outubro de 1954 na Costa da Caparica.
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1977/78).
  • 2 Internacionalizações.


O Joaquim Murça é o irmão mais novo do clã Murça, um sobrenome conhecido do nosso futebol dos anos 70 e 80. Podia actuar em todos os lugares da defesa, com preferência pelo lado direito, por ser rápido, tecnicista e ter facilidade a chegar à linha de fundo e construiu uma carreira bastante meritória em alguns clubes da principal divisão do futebol português ao ponto de ter sido chamado à selecção nacional, que representou em 2 ocasiões. No Sporting, o Murça não teve sucesso, muito devido às reduzidas oportunidades de que dispôs, jogando muito pouco nas duas épocas em que equipou de leão ao peito.



Começou por jogar nos Pescadores da Costa da Caparica, antes de se transferir para o Barreirense em 1976/77. Destacou-se e atraiu o Sporting que o contratou para a época seguinte. Com apenas 22 anos, não foi aposta segura de Paulo Emílio e Rodrigues Dias realizando apenas um total de 6 jogos, vencendo ainda assim a Taça de Portugal.
A sua estreia ocorreu a 15 de Outubro de 1977 na vitória por 4-1 do Sporting sobre o Estoril. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Botelho; Murça (Inácio, 45m), Laranjeira, Manaca e Da Costa; Vítor Gomes, Aílton e Fraguito; Manuel Fernandes, Jordão e Carlos Freire (Barão, 81m).
Na época seguinte, voltou a actuar pouco, 6 jogos no total. O seu último jogo com a camisola do Sporting foi na última jornada do Campeonato frente ao Varzim (0-1), com a equipa de Pavic a alinhar com: Botelho; Bastos (Murça, 45m), Laranjeira, Meneses e Inácio; Baltasar, Ademar e Marinho; Carlos Freire, Vítor Manuel e Nicolau (Aílton, 45m).



Para 1979/80, Murça assinou pelo Portimonense. A equipa algarvia de regresso ao principal campeonato português realizou uma boa campanha ficando em 8º lugar, com Murça a ser aposta dos treinadores que por lá passaram, realizando 23 jogos.
Na época seguinte, marcou os seus primeiros 2 golos como profissional e realizou 29 jogos com a repetição do 8º lugar.
Em 1981/82, a equipa do Portimonense ficou no 6º posto e Murça realizou 28 jogos com 1 golo marcado.



Foi nessa época que se estreou na selecção num jogo realizado frente ao Brasil.
Em 1982/83, realizou a sua última época em Portimão com 21 jogos e 2 golos marcados e tem a sua segunda e última chamada à selecção para defrontar a Alemanha.
Na época seguinte vai para Guimarães onde joga na companhia do seu irmão Alfredo. Não joga assim tão regularmente, fazendo apenas 19 jogos, mas marca 4 golos, o seu melhor registo.
Em 1984/85, vai para o Belenenses.



No Restelo, realiza na sua primeira época 23 jogos e marca 2 golos no 6º lugar da equipa.
Na época seguinte, marca 1 golo em 24 jogos no 8º lugar da formação de Belém. Começa a jogar menos e no seguinte ano apenas joga em 16 jogos, para em 1987/88 apenas jogar em 4 jogos.
Acaba a sua carreira no Gil Vicente antes de se tornar treinador de guarda-redes, estando há mais de 15 anos a trabalhar no Belenenses.


Carreira

1976/77: Barreirense

1977/78: Sporting

1978/79: Sporting

1979/80: Portimonense

1980/81: Portimonense

1981/82: Portimonense

1982/83: Portimonense

1983/84: V. Guimarães

1984/85: Belenenses

1985/86: Belenenses

1986/87: Belenenses

1987/88: Belenenses

1988/89: Gil Vicente

Carreira no Sporting*

1977/78: 4;- / 2;- / -;-

1978/79: 5;- / 1;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

sábado, 10 de abril de 2010

Nº63: Salif Keita Traoré


  • Salif Keita Traoré.
  • Avançado.
  • Nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako (Mali).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1977/78).
  • 13 Internacionalizações pelo Mali com 11 golos marcados.


Salif Keita, a Águia do Mali, foi um fabuloso avançado que passou pelo Sporting na segunda metade da década de 70. Jogador bastante conceituado, chegou ao Sporting já no final da carreira, mas ainda foi a tempo de mostrar tudo o que tinha de bom, tanto a avançado como a jogar a médio ofensivo, atrás dos avançados, caracterizando-se pelo seu mortífero remate com o pé esquerdo, grande técnica, agilidade, força e uma grande velocidade que o fazia parecer uma gazela. Foi um privilégio ter no Sporting um jogador que tinha sido eleito o melhor jogador africano.



Nascido no Mali, começou a jogar futebol nos Pionniers Oulofobougou, passando em seguida para o AS Real Bamako. Em 1963, já tinha chegado com apenas 16 anos à selecção do Mali. Passou 4 anos no Real Bamako, vencendo 3 Campeonatos, tendo um interregno de um ano em que jogou no Stade Malien.
Em 1967 emigra para França para jogar no Saint Étienne onde se torna um verdadeiro ídolo. Logo no primeiro ano conquista a dobradinha, vencendo sempre o Campeonato nos dois anos seguintes. Em 1970 ganha a Bola de Ouro para melhor jogador africano, ficando ainda mais dois anos no Saint Étienne. Ao todo, foram uns impressionantes 125 golos marcados em 149 jogos pela equipa francesa.



Em 1972, foi para o Marselha onde marcou 10 golos em 18 jogos realizados.
Na época seguinte, emigra para Espanha para actuar no Valência marcando 7 golos em 29 jogos. Em 1974/75, marca 11 golos em 24 jogos, para na época seguinte baixar para os 5 golos em 22 jogos realizados.



Em 1976/77, chega a iniciar a época em Valência, mas é seduzido pelo convite de Jimmy Hagan para jogar no Sporting. Vem para Lisboa onde forma a inesquecível tripla atacante com Manoel e Manuel Fernandes.
Fez a sua estreia no primeiro jogo da época em que o Sporting venceu por 3-0 o Benfica com golos de Manuel Fernandes, Camilo e Baltasar. O Sporting alinhou com: Conhé; Inácio, Laranjeira, Mendes e Da Costa; Vítor Gomes (Camilo, 55m), Fraguito e Baltasar; Manoel, Manuel Fernandes e Keita.
Logo na jornada seguinte, marcou os primeiros golos com a camisola do Sporting, num jogo em que a equipa leonina foi vencer a Guimarães por 3-1 com 2 golos de Keita. Ao todo foram 27 jogos disputados em todas as competições, com 14 golos marcados, todos no Campeonato.



Em 1977/78, Keita permaneceu no Sporting e em alguns jogos chegou a ser capitão de equipa. A época individual teve algumas semelhanças com a da época anterior, já que jogou na 1ª jornada frente ao Benfica e marcou 2 golos à Académica na 2ª jornada. Ao todo foram 9 golos em 29 jogos em todas as competições. Venceu a Taça, na finalíssima frente ao FC Porto por 2-1 com golos de Vítor Gomes aos 55m e Manuel Fernandes aos 62m. A equipa foi a seguinte: Botelho; Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio; Vítor Gomes (Cerdeira, 81m), Ademar e Aílton; Manoel, Manuel Fernandes e Keita.



A época de 1978/79 foi a sua última no Sporting onde já jogou menos. Mesmo assim disputou um total de 21 jogos com 10 golos marcados.
Estreou-se apenas à 5ª jornada na vitória por 3-0 frente ao Famalicão, marcando 1 golo. O seu último jogo com a camisola do Sporting foi na 25ª jornada na derrota caseira frente ao Benfica por 1-0. O Sporting alinhou com: Botelho; Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio; Fraguito (Aílton, 45m), Marinho (Ademar, 69m) e Keita; Manuel Fernandes, Jordão e Manoel.



Saiu do Sporting e ainda foi jogar 1 ano para o New England Tea Men onde marcou 17 golos em 39 jogos.
Depois de se retirar do futebol continuou ligado a esta modalidade. Fundou o primeiro centro de formação desportiva do Mali, foi Ministro do Desporto e é desde 2005 o presidente da Federação Maliana de Futebol. Ainda é considerado o melhor jogador de sempre do Mali e é hoje um dos homens mais ricos e respeitados do país.


Carreira

1963/64: AS Real Bamako

1964/65: AS Real Bamako

1965/66: Stade Malien

1966/67: AS Real Bamako

1967/68: Saint Étienne

1968/69: Saint Étienne

1969/70: Saint Étienne

1970/71: Saint Étienne

1971/72: Saint Étienne

1972/73: Marselha

1973/74: Valencia

1974/75: Valencia

1975/76: Valencia

1976/77: Sporting

1977/78: Sporting

1978/79: Sporting

1980: New England Tea Men

Carreira no Sporting*

1976/77: 24;14 / 3;- / -;-

1977/78: 21;7 / 6;2 / 2;-

1978/79: 18;10 / 1;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

terça-feira, 30 de março de 2010

Nº62: Budimir Vujacic


  • Budimir Vujacic.
  • Defesa Esquerdo / Central.
  • Nasceu a 4 de Janeiro de 1964 em Podgorica (Montenegro).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • 12 Internacionalizações pela Jugoslávia.



O Vujacic foi um excelente lateral esquerdo, que também jogava a central, que passou pelo Sporting nos anos 90. Dono de uma marcação impiedosa sobre o adversário, muito duro, com um bom cabeceamento ainda marcou alguns golos com a camisola verde e branca. Um grande jogador que chegou a Lisboa já perto dos 30 anos, mas a tempo de demonstrar todo o bom futebol que tinha.


Começou a carreira no Obilic da sua terra natal, passando em seguida para a Alemanha, onde jogou no Friburgo durante 3 épocas realizando 76 jogos com 4 golos marcados.



Em 1987 voltou à Jugoslávia para representar o Vojvodina. Na primeira época fez apenas 10 jogos com 1 golo marcado, explodindo na segunda ao marcar 7 golos em 31 jogos realizados. Foi chamado à selecção jogando contra a Bélgica (0-1).
No final dessa época foi contratado pelo Partizan onde ficaria 4 anos. Fez 115 jogos pelo clube jugoslavo marcando 10 golos, um número bastante bom para um defesa.
É no final dessa época que é contratado por Sousa Cintra para fazer parte do plantel 1993/94 do Sporting. Ao princípio é apenas figurante na equipa de Bobby Robson, mas com a entrada de Carlos Queiroz começou a ganhar espaço. Estreou-se na difícil vitória do Sporting por 1-0 em casa do Salgueiros, com golo de Paulo Torres, em jogo a contar para a 18ª jornada do Campeonato. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nélson, Peixe, Vujacic e Paulo Torres; Figo, Poejo, Paulo Sousa e Balakov; Iordanov (Juskowiak, 78m) e Cadete (Porfírio, 86m).
Marcou o seu primeiro golo com a camisola leonina na goleada por 6-0 frente ao Gil Vicente, voltando a marcar na finalíssima da Taça perdida para o FC Porto.



Na época seguinte, Carlos Queiroz encostou-o à esquerda, relegando Paulo Torres para o esquecimento e Vujacic teve presença muito mais assídua no onze realizando um total de 35 jogos com 3 golos marcados. Um desses golos foi na Taça frente ao Olivais e Moscavide, sendo que os outros 2 foram no Campeonato. A estreia a marcar foi na jornada 16, na vitória por 2-1 em Chaves e o outro golo ocorreu na jornada 19 na vitória por 1-0 em Belém. Venceu a Taça e foi titular nesse jogo frente ao Marítimo: Costinha (Lemajic, 87m); Nélson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Figo, Oceano, Carlos Xavier (Filipe, 75m) e Balakov (Sá Pinto, 79m); Iordanov e Amunike.


Equipa que jogou a 1ª mão da Supertaça.
Em cima, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Luís Vasco, Oceano, Naybet, Vujacic e Amunike.
Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Sá Pinto, Nélson, Pedro Martins e Assis.


Em 1995/96, venceu a Supertaça e jogou um total de 22 jogos, marcando 3 golos todos no Campeonato: à 3ª jornada na vitória por 2-1 em Braga; na 5ª jornada na vitória por 1-0 em Faro; e na 8ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Marítimo.
Na época seguinte, faria apenas 1 jogo, transferindo-se para o Japão no Verão. Esse jogo foi na última jornada na derrota leonina no Bessa por 2-1. O Sporting alinhou com: Costinha; Saber, Beto, Vujacic e Carlos Fernandes; Luís Miguel (Simão, 45m), Vidigal, Peixe, Pedro Martins (Gil Baiano, 67m) e Afonso Martins (Hadji, 52m); Dominguez.
Foi jogar no Vissel Kobe do Japão até encerrar a carreira em 1998. Tornou-se olheiro do Manchester United, sendo responsável pela contratação das jovens estrelas Tosic e Ljajic.


Carreira

1984/85: Obilic

1985/86: Friburgo

1986/87: Friburgo

1987/88: Friburgo
Vojvodina

1988/89: Vojvodina

1989/90: Partizan

1990/91: Partizan

1991/92: Partizan

1992/93: Partizan

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting
Vissel Kobe

1997/98: Vissel Kobe

Carreira no Sporting*

1993/94: 16;2 / 4;1 / -;-

1994/95: 29;2 / 5;1 / 1;-

1995/96: 17;3 / 3;- / 2;-

1996/97: 1;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de março de 2010

Nº61: Diogo Maria de Sousa Franco de Matos


  • Diogo Maria de Sousa Franco de Matos.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 15 de Novembro de 1975 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (2001/02) e 1 Taça de Portugal (2001/02).


O Diogo foi um médio centro formado no Sporting, campeão e internacional nos escalões jovens, cuja carreira acabou por ficar aquém das expectativas. De facto, fez uma carreira quase em exclusivo no Alverca, retirando-se muito novo depois de regressar ao clube do coração e ganhar os dois mais importantes títulos nacionais. Depois, tornou-se o líder do projecto Escolas Academia Sporting.



Nascido em Lisboa, fez a sua formação no Sporting sendo internacional por diversas vezes nos escalões jovens. Em 1995/96, depois de conseguir o 3º lugar no Mundial de sub-20 com a selecção portuguesa, subiu aos seniores e foi emprestado à Académica a militar na IIª Divisão de Honra. A briosa realizou um péssimo campeonato, ficando à beira da descida, sendo que Diogo realizou 15 jogos.
Na época seguinte foi para o Alverca onde realizou 18 jogos, repetindo o 15º lugar que tinha alcançado com a Académica no ano transacto. Na época seguinte, assumiu-se como patrão do meio campo ao actuar em 22 jogos, num ano histórico para o Alverca que subiu pela primeira vez à principal divisão do futebol português. Nessa altura já contava com 3 jogos pela selecção B portuguesa.
Em época de estreia na Iª Liga, fruto de algumas lesões, Diogo contou apenas com 15 jogos realizados e 1 golo marcado, o seu primeiro como sénior, festejando ainda assim a manutenção.



Em 1999/00, o Alverca sob o comando de José Romão realizou um campeonato relativamente tranquilo, ficando no 11º lugar da geral e Diogo jogou em 24 encontros marcando 1 golo, na vitória por 2-0 sobre o Salgueiros na 27ª jornada.
Na época seguinte, o Alverca classificou-se, sob o comando de Jesualdo Ferreira, no 12º lugar e Diogo marcou 2 golos em 24 jogos realizados. O primeiro golo foi à 16ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Paços Ferreira e o segundo aconteceu na jornada seguinte na vitória por 4-0 em casa do Campomaiorense.



Em 2001/02, é convidado para regressar ao “seu” Sporting. Fica como figura de 2º plano numa época em que o Sporting ganha tudo a nível interno. Realiza apenas um total de 8 jogos em todas as competições. No Campeonato estreou-se na 5ª jornada na vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente, entrando aos 73m para o lugar de Jardel. O seu único jogo a titular foi na última jornada do Campeonato frente ao Beira-Mar (2-1). A equipa de Boloni actuou com: Nélson; Beto, André Cruz, Quiroga e Tello (César Prates, 25m); Pedro Barbosa (Nalitzis, 73m), Diogo, Paulo Bento, João Pinto e Hugo Viana (Quaresma, 54m); Jardel.
Na Taça, jogou em 2 jogos e igual número na Europa. Fez ainda 2 jogos pelo Sporting B.



Equipa da última jornada do Campeonato.
Em cima, da esquerda para a direita: Jardel, Quiroga, Beto, André Cruz, Pedro Barbosa e Nélson. Em baixo, pela mesma ordem: Paulo Bento, Hugo Viana, João Pinto, Tello e Diogo.


Na época seguinte, actuou no Las Palmas, fazendo apenas 3 jogos.
A época de 2003/04 foi a sua última, no Alverca, onde fez 20 jogos no 16º lugar da equipa de José Couceiro, o que ditaria a descida de divisão.
Voltou ao Sporting para se tornar o dirigente do projecto Escolas Academia Sporting.



Carreira

1995/96: Académica

1996/97: Alverca

1997/98: Alverca

1998/99: Alverca

1999/00: Alverca

2000/01: Alverca

2001/02: Sporting
Sporting B

2002/03: Las Palmas

2003/04: Alverca

Carreira no Sporting*

2001/02: 4;- / 2;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nº60: Carlos Jorge Camacho Dantas


  • Carlos Jorge Camacho Dantas.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 8 de Novembro de 1966 no Funchal.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.



O Carlos Jorge é um histórico defesa do Marítimo, que fazia da sua altura uma arma para afastar as ameaças aéreas para a sua baliza e para marcar alguns golos. Despertou o interesse do Sporting, onde esteve durante duas época nunca alcançando o nível que tinha na Madeira, muito por culpa das poucas ocasiões que teve para jogar.



Começou a sua carreira no Barreirense do Funchal, mudando-se para o Marítimo ainda nas camadas jovens. Aí iniciou uma ligação de uma carreira interrompida apenas em 2 ocasiões.
Subiu aos seniores em 1985/86, mas apenas se estreou no Campeonato na época seguinte, ao realizar 14 jogos com Juca.
Na época seguinte, foi emprestado ao U. Madeira que estava na 2ª Divisão, para ganhar rodagem regressando logo na época seguinte à casa mãe. Aí começou a ganhar um lugar ao lado de Oliveira, realizando 21 jogos no Campeonato.



Na época seguinte, ganhou a titularidade realizando 29 jogos com 1 golo marcado, para em 1990/91 marcar 5 golos em 38 jogos realizados. Em 1991/92 tem destaque ao formar uma excelente dupla de centrais com Jorge Costa, sob o comando de Paulo Autuori, marcando 3 golos em 32 jogos.
É depois dessa época que Jorge Costa regressa ao FC Porto e Carlos Jorge é contratado pelo Sporting.



Chegou ao Sporting de Bobby Robson e até começou a jogar a titular. Contudo, o fraco arranque no Campeonato, relegou-o para o banco e promoveu Barny à titularidade. Estreou-se logo na 1ª jornada do Campeonato no empate caseiro a 0 com o Tirsense, num dia em que o Sporting alinhou com: Ivkovic; Marinho, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo, Peixe, Filipe e Cadete; Iordanov e Juskowiak.
Nesse ano jogou um total de 13 jogos em todas as competições.
Na época seguinte, jogou um total de 16 jogos em todas as competições e marcou 2 golos, ambos na última jornada do Campeonato.
A sua estreia foi na 1ª jornada do Campeonato na vitória frente ao Salgueiros por 2-1, com golos de Cadete e Capucho e o Sporting alinhou com: Costinha; Nélson, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo (Capucho, 58m), Paulo Sousa, Balakov, Cherbakov (Juskowiak, 68m) e Pacheco; Cadete.
Marcou os seus golos na última jornada frente ao Paços Ferreira, num jogo em que Carlos Queiroz deu uma oportunidade aos menos utilizados. Assim, na vitória por 3-1 os golos foram marcados por Carlos Jorge aos 28m e 75m e Paulo Tomás aos 86m e o Sporting alinhou com: Costinha; Marinho, Carlos Jorge, Vujacic e Leal; Amaral (Paulo Tomás, 60m), Poejo, Filipe e Pacheco; Cadete e Porfírio (Renato, 55m).



Saiu no final da época para voltar ao Marítimo, onde ficou até final da carreira. Em 1994/95, realizou 19 jogos e marcou 1 golo, conquistando a titularidade quase absoluta na época seguinte, com 21 jogos e 3 golos marcados.
Em 1996/97, realizou 26 jogos ao lado de Márcio Theodoro no centro da defesa madeirense.



Em 1997/98, apadrinhou a estreia de Ricardo Silva e realizou um total de 30 jogos com 4 golos marcados. Na época seguinte, marcou 1 golo em 19 jogos e em 1999/00 perdeu o lugar com Nelo Vingada que preferiu deixar o capitão de fora e apostar na dupla Jorge Soares / Jokanovic. Mesmo assim, Carlos Jorge marcou 1 golo em 15 jogos.
Finalmente, retirou-se no final da época de 2000/01, contabilizando 20 jogos com a camisola do Marítimo.


Carreira

1985/86: Marítimo

1986/87: Marítimo

1987/88: U. Madeira

1988/89: Marítimo

1989/90: Marítimo

1990/91: Marítimo

1991/92: Marítimo

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Marítimo

1995/96: Marítimo

1996/97: Marítimo

1997/98: Marítimo

1998/99: Marítimo

1999/00: Marítimo

2000/01: Marítimo

Carreira no Sporting*

1992/93: 11;- / 2;- / -;-

1993/94: 11;2 / 3;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop