sábado, 10 de abril de 2010

Nº63: Salif Keita Traoré


  • Salif Keita Traoré.
  • Avançado.
  • Nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako (Mali).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1977/78).
  • 13 Internacionalizações pelo Mali com 11 golos marcados.


Salif Keita, a Águia do Mali, foi um fabuloso avançado que passou pelo Sporting na segunda metade da década de 70. Jogador bastante conceituado, chegou ao Sporting já no final da carreira, mas ainda foi a tempo de mostrar tudo o que tinha de bom, tanto a avançado como a jogar a médio ofensivo, atrás dos avançados, caracterizando-se pelo seu mortífero remate com o pé esquerdo, grande técnica, agilidade, força e uma grande velocidade que o fazia parecer uma gazela. Foi um privilégio ter no Sporting um jogador que tinha sido eleito o melhor jogador africano.



Nascido no Mali, começou a jogar futebol nos Pionniers Oulofobougou, passando em seguida para o AS Real Bamako. Em 1963, já tinha chegado com apenas 16 anos à selecção do Mali. Passou 4 anos no Real Bamako, vencendo 3 Campeonatos, tendo um interregno de um ano em que jogou no Stade Malien.
Em 1967 emigra para França para jogar no Saint Étienne onde se torna um verdadeiro ídolo. Logo no primeiro ano conquista a dobradinha, vencendo sempre o Campeonato nos dois anos seguintes. Em 1970 ganha a Bola de Ouro para melhor jogador africano, ficando ainda mais dois anos no Saint Étienne. Ao todo, foram uns impressionantes 125 golos marcados em 149 jogos pela equipa francesa.



Em 1972, foi para o Marselha onde marcou 10 golos em 18 jogos realizados.
Na época seguinte, emigra para Espanha para actuar no Valência marcando 7 golos em 29 jogos. Em 1974/75, marca 11 golos em 24 jogos, para na época seguinte baixar para os 5 golos em 22 jogos realizados.



Em 1976/77, chega a iniciar a época em Valência, mas é seduzido pelo convite de Jimmy Hagan para jogar no Sporting. Vem para Lisboa onde forma a inesquecível tripla atacante com Manoel e Manuel Fernandes.
Fez a sua estreia no primeiro jogo da época em que o Sporting venceu por 3-0 o Benfica com golos de Manuel Fernandes, Camilo e Baltasar. O Sporting alinhou com: Conhé; Inácio, Laranjeira, Mendes e Da Costa; Vítor Gomes (Camilo, 55m), Fraguito e Baltasar; Manoel, Manuel Fernandes e Keita.
Logo na jornada seguinte, marcou os primeiros golos com a camisola do Sporting, num jogo em que a equipa leonina foi vencer a Guimarães por 3-1 com 2 golos de Keita. Ao todo foram 27 jogos disputados em todas as competições, com 14 golos marcados, todos no Campeonato.



Em 1977/78, Keita permaneceu no Sporting e em alguns jogos chegou a ser capitão de equipa. A época individual teve algumas semelhanças com a da época anterior, já que jogou na 1ª jornada frente ao Benfica e marcou 2 golos à Académica na 2ª jornada. Ao todo foram 9 golos em 29 jogos em todas as competições. Venceu a Taça, na finalíssima frente ao FC Porto por 2-1 com golos de Vítor Gomes aos 55m e Manuel Fernandes aos 62m. A equipa foi a seguinte: Botelho; Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio; Vítor Gomes (Cerdeira, 81m), Ademar e Aílton; Manoel, Manuel Fernandes e Keita.



A época de 1978/79 foi a sua última no Sporting onde já jogou menos. Mesmo assim disputou um total de 21 jogos com 10 golos marcados.
Estreou-se apenas à 5ª jornada na vitória por 3-0 frente ao Famalicão, marcando 1 golo. O seu último jogo com a camisola do Sporting foi na 25ª jornada na derrota caseira frente ao Benfica por 1-0. O Sporting alinhou com: Botelho; Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio; Fraguito (Aílton, 45m), Marinho (Ademar, 69m) e Keita; Manuel Fernandes, Jordão e Manoel.



Saiu do Sporting e ainda foi jogar 1 ano para o New England Tea Men onde marcou 17 golos em 39 jogos.
Depois de se retirar do futebol continuou ligado a esta modalidade. Fundou o primeiro centro de formação desportiva do Mali, foi Ministro do Desporto e é desde 2005 o presidente da Federação Maliana de Futebol. Ainda é considerado o melhor jogador de sempre do Mali e é hoje um dos homens mais ricos e respeitados do país.


Carreira

1963/64: AS Real Bamako

1964/65: AS Real Bamako

1965/66: Stade Malien

1966/67: AS Real Bamako

1967/68: Saint Étienne

1968/69: Saint Étienne

1969/70: Saint Étienne

1970/71: Saint Étienne

1971/72: Saint Étienne

1972/73: Marselha

1973/74: Valencia

1974/75: Valencia

1975/76: Valencia

1976/77: Sporting

1977/78: Sporting

1978/79: Sporting

1980: New England Tea Men

Carreira no Sporting*

1976/77: 24;14 / 3;- / -;-

1977/78: 21;7 / 6;2 / 2;-

1978/79: 18;10 / 1;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

terça-feira, 30 de março de 2010

Nº62: Budimir Vujacic


  • Budimir Vujacic.
  • Defesa Esquerdo / Central.
  • Nasceu a 4 de Janeiro de 1964 em Podgorica (Montenegro).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça Portugal (1994/95) e 1 Supertaça (1995/96).
  • 12 Internacionalizações pela Jugoslávia.



O Vujacic foi um excelente lateral esquerdo, que também jogava a central, que passou pelo Sporting nos anos 90. Dono de uma marcação impiedosa sobre o adversário, muito duro, com um bom cabeceamento ainda marcou alguns golos com a camisola verde e branca. Um grande jogador que chegou a Lisboa já perto dos 30 anos, mas a tempo de demonstrar todo o bom futebol que tinha.


Começou a carreira no Obilic da sua terra natal, passando em seguida para a Alemanha, onde jogou no Friburgo durante 3 épocas realizando 76 jogos com 4 golos marcados.



Em 1987 voltou à Jugoslávia para representar o Vojvodina. Na primeira época fez apenas 10 jogos com 1 golo marcado, explodindo na segunda ao marcar 7 golos em 31 jogos realizados. Foi chamado à selecção jogando contra a Bélgica (0-1).
No final dessa época foi contratado pelo Partizan onde ficaria 4 anos. Fez 115 jogos pelo clube jugoslavo marcando 10 golos, um número bastante bom para um defesa.
É no final dessa época que é contratado por Sousa Cintra para fazer parte do plantel 1993/94 do Sporting. Ao princípio é apenas figurante na equipa de Bobby Robson, mas com a entrada de Carlos Queiroz começou a ganhar espaço. Estreou-se na difícil vitória do Sporting por 1-0 em casa do Salgueiros, com golo de Paulo Torres, em jogo a contar para a 18ª jornada do Campeonato. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Lemajic; Nélson, Peixe, Vujacic e Paulo Torres; Figo, Poejo, Paulo Sousa e Balakov; Iordanov (Juskowiak, 78m) e Cadete (Porfírio, 86m).
Marcou o seu primeiro golo com a camisola leonina na goleada por 6-0 frente ao Gil Vicente, voltando a marcar na finalíssima da Taça perdida para o FC Porto.



Na época seguinte, Carlos Queiroz encostou-o à esquerda, relegando Paulo Torres para o esquecimento e Vujacic teve presença muito mais assídua no onze realizando um total de 35 jogos com 3 golos marcados. Um desses golos foi na Taça frente ao Olivais e Moscavide, sendo que os outros 2 foram no Campeonato. A estreia a marcar foi na jornada 16, na vitória por 2-1 em Chaves e o outro golo ocorreu na jornada 19 na vitória por 1-0 em Belém. Venceu a Taça e foi titular nesse jogo frente ao Marítimo: Costinha (Lemajic, 87m); Nélson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Figo, Oceano, Carlos Xavier (Filipe, 75m) e Balakov (Sá Pinto, 79m); Iordanov e Amunike.


Equipa que jogou a 1ª mão da Supertaça.
Em cima, da esquerda para a direita: Marco Aurélio, Luís Vasco, Oceano, Naybet, Vujacic e Amunike.
Em baixo, pela mesma ordem: Cadete, Sá Pinto, Nélson, Pedro Martins e Assis.


Em 1995/96, venceu a Supertaça e jogou um total de 22 jogos, marcando 3 golos todos no Campeonato: à 3ª jornada na vitória por 2-1 em Braga; na 5ª jornada na vitória por 1-0 em Faro; e na 8ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Marítimo.
Na época seguinte, faria apenas 1 jogo, transferindo-se para o Japão no Verão. Esse jogo foi na última jornada na derrota leonina no Bessa por 2-1. O Sporting alinhou com: Costinha; Saber, Beto, Vujacic e Carlos Fernandes; Luís Miguel (Simão, 45m), Vidigal, Peixe, Pedro Martins (Gil Baiano, 67m) e Afonso Martins (Hadji, 52m); Dominguez.
Foi jogar no Vissel Kobe do Japão até encerrar a carreira em 1998. Tornou-se olheiro do Manchester United, sendo responsável pela contratação das jovens estrelas Tosic e Ljajic.


Carreira

1984/85: Obilic

1985/86: Friburgo

1986/87: Friburgo

1987/88: Friburgo
Vojvodina

1988/89: Vojvodina

1989/90: Partizan

1990/91: Partizan

1991/92: Partizan

1992/93: Partizan

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting

1995/96: Sporting

1996/97: Sporting
Vissel Kobe

1997/98: Vissel Kobe

Carreira no Sporting*

1993/94: 16;2 / 4;1 / -;-

1994/95: 29;2 / 5;1 / 1;-

1995/96: 17;3 / 3;- / 2;-

1996/97: 1;- / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de março de 2010

Nº61: Diogo Maria de Sousa Franco de Matos


  • Diogo Maria de Sousa Franco de Matos.
  • Médio Centro.
  • Nasceu a 15 de Novembro de 1975 em Lisboa.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (2001/02) e 1 Taça de Portugal (2001/02).


O Diogo foi um médio centro formado no Sporting, campeão e internacional nos escalões jovens, cuja carreira acabou por ficar aquém das expectativas. De facto, fez uma carreira quase em exclusivo no Alverca, retirando-se muito novo depois de regressar ao clube do coração e ganhar os dois mais importantes títulos nacionais. Depois, tornou-se o líder do projecto Escolas Academia Sporting.



Nascido em Lisboa, fez a sua formação no Sporting sendo internacional por diversas vezes nos escalões jovens. Em 1995/96, depois de conseguir o 3º lugar no Mundial de sub-20 com a selecção portuguesa, subiu aos seniores e foi emprestado à Académica a militar na IIª Divisão de Honra. A briosa realizou um péssimo campeonato, ficando à beira da descida, sendo que Diogo realizou 15 jogos.
Na época seguinte foi para o Alverca onde realizou 18 jogos, repetindo o 15º lugar que tinha alcançado com a Académica no ano transacto. Na época seguinte, assumiu-se como patrão do meio campo ao actuar em 22 jogos, num ano histórico para o Alverca que subiu pela primeira vez à principal divisão do futebol português. Nessa altura já contava com 3 jogos pela selecção B portuguesa.
Em época de estreia na Iª Liga, fruto de algumas lesões, Diogo contou apenas com 15 jogos realizados e 1 golo marcado, o seu primeiro como sénior, festejando ainda assim a manutenção.



Em 1999/00, o Alverca sob o comando de José Romão realizou um campeonato relativamente tranquilo, ficando no 11º lugar da geral e Diogo jogou em 24 encontros marcando 1 golo, na vitória por 2-0 sobre o Salgueiros na 27ª jornada.
Na época seguinte, o Alverca classificou-se, sob o comando de Jesualdo Ferreira, no 12º lugar e Diogo marcou 2 golos em 24 jogos realizados. O primeiro golo foi à 16ª jornada na vitória por 2-0 frente ao Paços Ferreira e o segundo aconteceu na jornada seguinte na vitória por 4-0 em casa do Campomaiorense.



Em 2001/02, é convidado para regressar ao “seu” Sporting. Fica como figura de 2º plano numa época em que o Sporting ganha tudo a nível interno. Realiza apenas um total de 8 jogos em todas as competições. No Campeonato estreou-se na 5ª jornada na vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente, entrando aos 73m para o lugar de Jardel. O seu único jogo a titular foi na última jornada do Campeonato frente ao Beira-Mar (2-1). A equipa de Boloni actuou com: Nélson; Beto, André Cruz, Quiroga e Tello (César Prates, 25m); Pedro Barbosa (Nalitzis, 73m), Diogo, Paulo Bento, João Pinto e Hugo Viana (Quaresma, 54m); Jardel.
Na Taça, jogou em 2 jogos e igual número na Europa. Fez ainda 2 jogos pelo Sporting B.



Equipa da última jornada do Campeonato.
Em cima, da esquerda para a direita: Jardel, Quiroga, Beto, André Cruz, Pedro Barbosa e Nélson. Em baixo, pela mesma ordem: Paulo Bento, Hugo Viana, João Pinto, Tello e Diogo.


Na época seguinte, actuou no Las Palmas, fazendo apenas 3 jogos.
A época de 2003/04 foi a sua última, no Alverca, onde fez 20 jogos no 16º lugar da equipa de José Couceiro, o que ditaria a descida de divisão.
Voltou ao Sporting para se tornar o dirigente do projecto Escolas Academia Sporting.



Carreira

1995/96: Académica

1996/97: Alverca

1997/98: Alverca

1998/99: Alverca

1999/00: Alverca

2000/01: Alverca

2001/02: Sporting
Sporting B

2002/03: Las Palmas

2003/04: Alverca

Carreira no Sporting*

2001/02: 4;- / 2;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nº60: Carlos Jorge Camacho Dantas


  • Carlos Jorge Camacho Dantas.
  • Defesa Central.
  • Nasceu a 8 de Novembro de 1966 no Funchal.
  • Títulos no Sporting: Nada a assinalar.



O Carlos Jorge é um histórico defesa do Marítimo, que fazia da sua altura uma arma para afastar as ameaças aéreas para a sua baliza e para marcar alguns golos. Despertou o interesse do Sporting, onde esteve durante duas época nunca alcançando o nível que tinha na Madeira, muito por culpa das poucas ocasiões que teve para jogar.



Começou a sua carreira no Barreirense do Funchal, mudando-se para o Marítimo ainda nas camadas jovens. Aí iniciou uma ligação de uma carreira interrompida apenas em 2 ocasiões.
Subiu aos seniores em 1985/86, mas apenas se estreou no Campeonato na época seguinte, ao realizar 14 jogos com Juca.
Na época seguinte, foi emprestado ao U. Madeira que estava na 2ª Divisão, para ganhar rodagem regressando logo na época seguinte à casa mãe. Aí começou a ganhar um lugar ao lado de Oliveira, realizando 21 jogos no Campeonato.



Na época seguinte, ganhou a titularidade realizando 29 jogos com 1 golo marcado, para em 1990/91 marcar 5 golos em 38 jogos realizados. Em 1991/92 tem destaque ao formar uma excelente dupla de centrais com Jorge Costa, sob o comando de Paulo Autuori, marcando 3 golos em 32 jogos.
É depois dessa época que Jorge Costa regressa ao FC Porto e Carlos Jorge é contratado pelo Sporting.



Chegou ao Sporting de Bobby Robson e até começou a jogar a titular. Contudo, o fraco arranque no Campeonato, relegou-o para o banco e promoveu Barny à titularidade. Estreou-se logo na 1ª jornada do Campeonato no empate caseiro a 0 com o Tirsense, num dia em que o Sporting alinhou com: Ivkovic; Marinho, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo, Peixe, Filipe e Cadete; Iordanov e Juskowiak.
Nesse ano jogou um total de 13 jogos em todas as competições.
Na época seguinte, jogou um total de 16 jogos em todas as competições e marcou 2 golos, ambos na última jornada do Campeonato.
A sua estreia foi na 1ª jornada do Campeonato na vitória frente ao Salgueiros por 2-1, com golos de Cadete e Capucho e o Sporting alinhou com: Costinha; Nélson, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Figo (Capucho, 58m), Paulo Sousa, Balakov, Cherbakov (Juskowiak, 68m) e Pacheco; Cadete.
Marcou os seus golos na última jornada frente ao Paços Ferreira, num jogo em que Carlos Queiroz deu uma oportunidade aos menos utilizados. Assim, na vitória por 3-1 os golos foram marcados por Carlos Jorge aos 28m e 75m e Paulo Tomás aos 86m e o Sporting alinhou com: Costinha; Marinho, Carlos Jorge, Vujacic e Leal; Amaral (Paulo Tomás, 60m), Poejo, Filipe e Pacheco; Cadete e Porfírio (Renato, 55m).



Saiu no final da época para voltar ao Marítimo, onde ficou até final da carreira. Em 1994/95, realizou 19 jogos e marcou 1 golo, conquistando a titularidade quase absoluta na época seguinte, com 21 jogos e 3 golos marcados.
Em 1996/97, realizou 26 jogos ao lado de Márcio Theodoro no centro da defesa madeirense.



Em 1997/98, apadrinhou a estreia de Ricardo Silva e realizou um total de 30 jogos com 4 golos marcados. Na época seguinte, marcou 1 golo em 19 jogos e em 1999/00 perdeu o lugar com Nelo Vingada que preferiu deixar o capitão de fora e apostar na dupla Jorge Soares / Jokanovic. Mesmo assim, Carlos Jorge marcou 1 golo em 15 jogos.
Finalmente, retirou-se no final da época de 2000/01, contabilizando 20 jogos com a camisola do Marítimo.


Carreira

1985/86: Marítimo

1986/87: Marítimo

1987/88: U. Madeira

1988/89: Marítimo

1989/90: Marítimo

1990/91: Marítimo

1991/92: Marítimo

1992/93: Sporting

1993/94: Sporting

1994/95: Marítimo

1995/96: Marítimo

1996/97: Marítimo

1997/98: Marítimo

1998/99: Marítimo

1999/00: Marítimo

2000/01: Marítimo

Carreira no Sporting*

1992/93: 11;- / 2;- / -;-

1993/94: 11;2 / 3;- / 2;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Flop

segunda-feira, 1 de março de 2010

Nº59: João Mendonça Azevedo


  • João Mendonça Azevedo.
  • Guarda-Redes.
  • Nasceu a 10 de Julho de 1915 no Barreiro.
  • Faleceu a 3 de Janeiro de 1991 no Barreiro.
  • Títulos no Sporting: 7 Campeonatos Nacionais (1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51 e 1951/52), 4 Taças de Portugal (1940/41, 1944/45, 1945/46 e 1947/48), 2 Campeonatos de Portugal (1935/36 e 1937/38), 9 Campeonatos de Lisboa (1935/36, 1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45 e 1946/47) e 1 Taça Império (1944).
  • 19 Internacionalizações.

O Azevedo foi um dos melhores guarda-redes portugueses de todos os tempos e, claro, dos melhores guardiões que passaram pelas redes leoninas. O Gato de Frankfurt, natural do Barreiro que tantos e tão bons jogadores deu ao futebol português, tinha que fumar um cigarro antes dos jogos para acalmar e destacava-se pela sua grande agilidade, velocidade a sair aos pés dos avançados, sempre destemido e autoritário a defender a soco, marcou uma geração. Aliás, foram muitas as vezes que defendeu mesmo quando estava fisicamente inferiorizado.



Começou a jogar futebol nas escolas do Barreiro, passando depois para o Luso do Barreiro.
Em 1935 chega ao Sporting para ser o guarda-redes das reservas, já que Artur Dyson ainda jogava e para seu substituto a curto prazo o Sporting tinha contratado o prestigiado Jaguaré de Vasconcelos. Contudo, depois dos 2 presumíveis titulares terem rodado no Campeonato de Lisboa, Azevedo agarrou a titularidade no Campeonato da I Liga, num jogo frente ao Boavista (2-2). O Sporting de Szabo alinhou nesse dia com: Azevedo; Jurado e Vianinha; Abelhinha, Rui de Araújo e Raúl Silva; Adolfo Mourão, Pireza, Soeiro, Rui Carneiro e Francisco Lopes. Ainda iria dar lugar a Dyson por mais uns jogos, mas uma série de maus resultados, alguns humilhantes ditaram o retorno de Azevedo à baliza, a tempo de garantir a vitória no Campeonato de Portugal numa final disputada frente ao Belenenses (3-1).
Em 1936/37, é titular absoluto e vence o Campeonato de Lisboa. Na época seguinte, ganha a alcunha de “Gato de Frankfurt”, devido à sua magnífica exibição no empate a um golo na Alemanha. Tempos depois faz história ao ser o guarda-redes da primeira vitória lusa frente à Espanha em Vigo e ainda na vitória sobre a Irlanda em Dublin. Foi titular da baliza lusitana durante uma década.



Em 1937/38, volta a ser o titular da equipa que venceu os Campeonatos de Lisboa e de Portugal.
Em 1940/41, o Sporting venceria tudo a nível interno: Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Campeonato de Lisboa, com Azevedo a ser o esteio defensivo dessas conquistas, já que era sempre totalista da baliza leonina.



Jogo histórico foi o que ocorreu a contar para o Campeonato de Lisboa de 1946, em que o Sporting foi ganhar a casa do Benfica por 3-1. Azevedo partiu a clavícula, com o jogo empatado a uma bola e saiu dando lugar na baliza a Jesus Correia e depois a Veríssimo. A meio da 2ª parte não aguentou e foi de braço ao peito para a baliza, “os outros que tratassem do ataque que ele tratava da defesa”. Heróico, Azevedo defendeu tudo e o Sporting venceu por 3-1, com golos de Jesus Correia, Peyroteo e Albano. O Sporting de Robert Kelly alinhou com: Azevedo; Álvaro Cardoso, Manuel Marques e Barrosa; Canário e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.
Fez o seu último jogo pelo Sporting na 2ª jornada da época 1951/52, frente à Académica (4-0, golos de Nobre, Travassos, Vasques e Albano. O Sporting alinhou com: Azevedo; Caldeira, Barros e Canário; Passos e Gervásio; Nobre, Travassos, Vasques, Albano e João Martins. Depois, Randolph Galloway promoveu a estreia de Carlos Gomes, que se tornou o titular da baliza leonina.



Esteve um ano sem jogar e depois foi jogar uma derradeira época no Oriental. Episódio curioso que o teve como protagonista foi o que aconteceu em Coimbra, num Académica – Oriental em que encaixou uma bola e, quando se preparava para a pontapear um academista tentou dificultar-lhe o pontapé. Azevedo, determinado, pega na bola com as duas mãos, dá-a a cheirar ao opositor uma, duas vezes, põe a bola no chão, driblou-o, tentou driblá-lo segunda vez, perde a bola, não se intimida, torna a recuperá-la e chuta forte bem lá para a frente.
Deixou de jogar e foi taxista no Barreiro, não fazendo grande negócio, pois generoso como era não cobrava a muita gente. Foi para Londres e tornou-se motorista de um colégio, regressando em 1982 a Portugal com uma boa reforma. Faleceu sem sobressaltos a 3 de Janeiro de 1991.



Carreira

1933/34: Luso Barreiro

1934/35: Luso Barreiro

1935/36: Sporting

1936/37: Sporting

1937/38: Sporting

1938/39: Sporting

1939/40: Sporting

1940/41: Sporting

1941/42: Sporting

1942/43: Sporting

1943/44: Sporting

1944/45: Sporting

1945/46: Sporting

1946/47: Sporting

1947/48: Sporting

1948/49: Sporting

1949/50: Sporting

1950/51: Sporting

1951/52: Sporting

1952/53: Sem Clube

1953/54: Oriental

Carreira no Sporting*

1935/36: 6;-11 / 6;-7 / -;-

1936/37: 11;-22 / 5;-9 / 10;-9

1937/38: 13;-20 / 7;-10 / 8;-8

*Época: Campeonato I Liga (J;G)/Campeonato Portugal(J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

1938/39: 14;-17 / 6;-8 / 10;-13

1939/40: 8;-10 / 4;-5 / 9;-11

1940/41: 12;-21 / 7;-7 / 10;-11

1941/42: 12;-19 / -;- / 9;-9

1942/43: 15;-32 / 3;-4 / 8;-11

1943/44: 15;-21 / 2;-5 / 3;-7

1944/45: 18;-37 / 8;-7 / 9;-16

1945/46: 22;-36 / 4;-6 / 9;-15

1946/47: 18;-23 / -;- / 9;-15

1947/48: 23;-35 / 5;-5 / -;-

1948/49: 20;-20 / 1;-2 / -;-

1949/50: 24;-32 / -;- / -;-

1950/51: 22;-25 / -;- / -;-

1951/52: 2;-3 / -;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G)/Taça (J;G)/Campeonato Lisboa (J;G)

Avaliação: Craque

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Nº58: Juan Roberto Seminário Rodríguez


  • Juan Roberto Seminário Rodríguez.
  • Extremo Esquerdo / Avançado.
  • Nasceu a 22 de Julho de 1936 em Piura (Perú).
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Honra (1960/61).
  • 19 Internacionalizações pelo Perú com 6 golos marcados.



O Seminário foi um fabuloso jogador, dos melhores estrangeiros de sempre que passou pelo Sporting, muito acarinhado pelos adeptos. O extremo esquerdo, que jogava muitas vezes a avançado, ficou conhecido pelo Expresso de Lima, e pelas suas incursões rapidíssimas pela ala esquerda e as suas diagonais para rematar para golo. Depois de sair do Sporting ainda foi o melhor marcador do campeonato espanhol, ficando para sempre com o Sporting no coração, como ele próprio admitiu há uns tempos.



Nascido no Perú, começou a sua carreira no Deportivo Municipal em 1954. Dois anos depois, estreia-se pela selecção nacional peruana.
Em 1959, marca 3 golos à Inglaterra num jogo realizado em Lima, que o Perú venceria por 4-1, sendo que se tornou muito cobiçado a nível mundial. É por isso com surpresa que aterra em Lisboa para representar o Sporting nesse mesmo ano.



Estreou-se na 6ª jornada do Campeonato, pela mão de Fernando Vaz numa derrota fora frente ao Belenenses por 1-0. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Octávio de Sá; Mário Lino, Morato e Hilário; Ferreira Pinto, Fernando Mendes, Morais e Pérides; Arizaga, Puglia e Seminário.
Na jornada seguinte, marca pela primeira vez com a camisola leonina e logo por 3 vezes na goleada de 8-0 frente ao V. Setúbal. Os outros golos foram marcados por Hugo Sarmento, Puglia e três golos de Faustino Pinto. Alinharia em 17 jogos do Campeonato, marcando 10 golos, marcando mais 3 golos em 7 jogos da Taça.





Na época seguinte, Seminário começou logo por ser aposta do treinador Alfredo González, estreando-se logo na 1ª jornada na vitória por 4-2 frente ao Lusitano de Évora. Nesse jogo, o Sporting alinhou com: Carvalho; Mário Lino, Morato e Hilário; David Júlio, Fernando Mendes, Hugo Sarmento e Faustino Pinto; Figueiredo, Arizaga e Seminário.
Marcaria o seu primeiro golo na 3ª jornada, na vitória por 1-0 em Coimbra, aos 85m. Até final da época marcaria 8 golos em 26 jogos realizados em todas as competições. Despedir-se ia com um golo na vitória por 3-0 frente ao Atlético. O Sporting já sob o comando de Otto Glória alinhou com: Carvalho; Mário Lino, Morato, Lúcio e Hilário; Figueiredo, Fernando Mendes e Morais; Arizaga, Puglia e Seminário.



Seria vendido no final da época ao Saragoça, tornando-se estrela no Campeonato Espanhol. De facto, logo na primeira época foi o melhor marcador do Campeonato com 25 golos em 30 jogos realizados. Na época seguinte, marcaria 8 golos em 8 jogos, antes de se transferir a meio da época para a Fiorentina para ser estrela, também aqui.
No resto da época marcou 10 golos em 24 jogos, para na época seguinte marcar apenas 5 em 23 jogos.



Voltaria a Espanha em 1964/65, para jogar no Barcelona. Logo na primeira época marcou 14 golos em 23 jogos. Ficou mais 2 anos na cidade condal, para marcar apenas 1 golo em 13 jogos.
Rumaria ao Sabadell, onde marcou 8 golos em 25 jogos antes de marcar 1 em 10 jogos e rumar novamente ao Perú para encerrar a carreira no Grau, em 1970.


Carreira

1954: Deportivo Municipal

1955: Deportivo Municipal

1956: Deportivo Municipal

1957: Deportivo Municipal

1958: Deportivo Municipal

1959/60: Deportivo Municipal
Sporting

1960/61: Sporting

1961/62: Saragoça

1962/63: Saragoça
Fiorentina

1963/64: Fiorentina

1964/65: Barcelona

1965/66: Barcelona

1966/67: Barcelona

1967/68: Sabadell

1968/69: Sabadell

1970: Grau

Carreira no Sporting*

1959/60: 17;10 / 7;3 / -;-

1960/61: 20; 8 / 6;- / -;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nº57: João Manuel Vieira Pinto


  • João Manuel Vieira Pinto.
  • Médio Ofensivo.
  • Nasceu a 19 de Agosto de 1971 no Porto.
  • Títulos no Sporting: 1 Campeonato Nacional (2001/02), 1 Taça Portugal (2001/02) e 2 Supertaças (2000/01 e 2002/03).
  • 81 Internacionalizações com 23 golos marcados.


O João Pinto, o Menino D’Oiro, é um jogador que dispensa apresentações. Excelente médio ofensivo, um dos melhores de sempre do futebol português, destacava-se pela sua enorme técnica, velocidade e controlo de bola, fazendo inúmeras assistências e marcando ele próprio por diversas vezes. Também tinha um excelente cabeceamento.
Produto das escolas do Boavista, foi rei na Luz, sendo um dos mais amados de sempre dos adeptos benfiquistas que não queriam acreditar que depois da assinatura de um contrato vitalício fosse dispensado, rumando ao Sporting onde fez uma das melhores épocas de sempre sendo um pai para Jardel. Fazia parte da geração de ouro do futebol português, sendo que há poucos meses colocou o ponto final numa carreira repleta de sucessos.



Nascido no Porto, surge a jogar nos juniores do Boavista, sendo a estrela da companhia. Foi com 16 anos apenas que foi pai (o jovem jogador Tiago Pinto, fruto do casamento com Carla Pinto) o que o obrigou a abraçar a maturidade muito mais cedo do que o previsto. Em 1988/89 é chamado a jogar por 6 vezes pela equipa principal do Boavista, para na época seguinte começar a assumir um papel importante, depois de vencer o Mundial de Juniores em Riade. Realizou 11 jogos com a camisola axadrezada e marcou 3 golos, sendo que na época seguinte vai para o Atlético Madrid B onde não joga e regressa a Portugal depois de vencer novamente o Mundial de Juniores de Lisboa.
Faz uma excelente época de 1991/92, coroada com a estreia na selecção nacional num jogo frente ao Luxemburgo a 12 de Outubro (1-1). Um mês depois marca o primeiro golo pela selecção frente à Grécia (1-0) em jogo de apuramento para o Euro 92. Nessa época, faz 34 jogos no Campeonato e marca 8 golos sendo peça fundamental do Boavistão de Manuel José, vencendo a Taça. No final desse ano, acerta tudo com Sousa Cintra para ir para o Sporting, mas à última hora o Benfica resgata-o.


Equipa que venceu a Taça 1992/93.
Em cima, da esquerda para a direita: Rui Costa, William, Rui Águas, Futre, Neno e Mozer.
Em baixo, pela mesma ordem: Veloso, João Pinto, Schwarz, Paulo Sousa e Paneira.


Estreia-se no Campeonato frente ao Tirsense, em Santo Tirso, com Ivic, e marca o golo da vitória do Benfica. Ao todo faz 21 jogos e marca 7 golos, sendo que essa época fica marcada pelo pneumotórax sofrido antes de um jogo frente à Escócia, que quase põe fim à sua carreira. Refeito do susto, prossegue para a época 1993/94, mas com alguma polémica. No Verão Quente, rescinde com o Benfica e aceita a proposta do Sporting, mas a sua mulher Carla não se conforma e conta a Valentim Loureiro que faz com que Jorge de Brito impeça a sua saída.
Essa época ficou marcada pela sua melhor exibição de sempre com a camisola dos encarnados, nos míticos 6-3 frente ao Sporting em Alvalade. Nesse jogo, João Pinto dizimou as nossas esperanças no título ao marcar 3 golos e deixar a cabeça em água à defesa leonina. Essa época vale pelos seus 15 golos marcados em 34 jogos, o que o fez levantar a taça de campeão nacional.



Chega a capitão na época seguinte, muito novo, marcando 4 golos em 24 jogos realizados. Em 1995/96, inspirado pelo Europeu, marca 18 golos em 31 jogos, vence a Taça e é convocado por António Oliveira. Em Inglaterra disputa 3 jogos e marca 1 golo frente à Croácia.



Em 1996/97, o Benfica começa a decair muito, tendo em João Pinto e Preud’Homme os únicos que realmente faziam a diferença. Quanto ao avançado, este marca 7 golos em 28 jogos e assina o famoso contrato vitalício com o Benfica.
Em 1997/98, marca 6 golos em 25 jogos, para na época seguinte marcar 4 em 28 jogos, o que viria a ser o princípio do fim da sua carreira na Luz com Heynckes e Vale e Azevedo a cobrarem-lhe 20 golos época para fazer render o seu elevado ordenado (cerca de 500 mil contos ano).



Em 1999/00, marca 3 golos em 29 jogos e é convocado por Humberto Coelho para o Euro 2000. Marca o seu último golo frente ao Guimarães e faz o último jogo pelo Benfica frente ao seu futuro clube, o Sporting.
No Euro 2000, aparece como jogador sem clube, pois semanas antes numa conferência de imprensa no Hotel Radison assume o fim da sua ligação ao Benfica, o que deixa milhões de benfiquistas em estado de choque. Na competição de selecções deixa a sua marca logo no primeiro jogo ao marcar um fantástico golo de cabeça à Inglaterra. De resto, só não joga frente à Alemanha.



Depois do Euro 2000, pode-se dizer que à terceira foi de vez e Luís Duque contrata João Pinto para o Sporting. Estreia-se no Campeonato, com um golo frente ao Farense na vitória por 1-0, golo esse marcado aos 46m. Nesse dia, o Sporting de Inácio alinhou da seguinte maneira: Schmeichel; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Sá Pinto (Toñito, 73m), Bino, João Pinto, Paulo Bento e Edmilson (Horváth, 64m); Acosta.
Faz um total de 41 jogos e marca 7 golos em todas as competições, vencendo a Supertaça.



Na época seguinte, teve aquela que considerou a sua melhor de sempre. Foi um pai para Jardel que marcou 42 golos, vencendo tudo a nível interno. Fez um total de 44 jogos e marcou 12 golos. A sua estreia foi frente ao FC Porto, na 1ª jornada com vitória leonina por 1-0 com golo de Niculae aos 69m. O Sporting de Boloni alinhou com: Nélson; César Prates, Beto, André Cruz e Rui Jorge; Sá Pinto (Quaresma, 22m), Rui Bento, Horváth (Hugo, 88m), Paulo Bento e João Pinto; Niculae.
Marcou o seu primeiro golo da época frente ao Guimarães na goleada por 5-0. Realizou a campanha para o Mundial 2002, sob o comando de António Oliveira e marcou o seu último golo com as cores lusas, frente à Estónia (5-0). Esse Mundial foi de triste memória para Portugal e para João Pinto que esmurrou um árbitro depois de ser expulso, frente à Coreia do Sul. Nunca mais vestiu as cores nacionais.



Na época seguinte, esteve suspenso durante algum tempo, até se estrear frente ao Belenenses na 7ª jornada, marcando 1 golo aos 29m (o jogo ficou 2-0). O Sporting alinhou com: Nélson; César Prates, Beto, Contreras e Tello; Cristiano Ronaldo (Quaresma, 76m), Toñito, Paulo Bento, João Pinto (Rui Bento, 86m) e Kutuzov (Carlos Martins, 61m); Jardel.
Ao todo, nessa época realizou 26 jogos e marcou 8 golos.
Em 2003/04, com Fernando Santos fez a sua última época no Sporting, realizando um total de 31 jogos com 5 golos marcados. Estreou-se logo na 1ª jornada do Campeonato, na vitória por 2-1 frente à Académica. O Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia (Anderson Polga, 45m), Beto, Hugo e Rui Jorge (Tello, 57m); Luís Filipe (Toñito, 72m), Rochemback, Custódio e João Pinto; Lourenço e Silva.
O seu primeiro golo nessa época foi frente ao Beira-Mar (3-1). Realizou o seu último jogo com a camisola leonina na última jornada do Campeonato, em Guimarães, com vitória por 2-0, marcando o segundo golo aos 82m depois de Niculae marcar aos 73m. Nesse dia, o Sporting alinhou com: Ricardo; Miguel Garcia, Polga, Quiroga e Paíto; Pedro Barbosa, Tinga (Carlos Martins, 31m), Paulo Bento e João Pinto (Hugo, 90m); Liedson e Niculae (Lourenço, 88m). Um desacordo de verbas leva-o a abandonar Alvalade, confessando depois esse ter sido o seu maior erro.


Equipa do Sporting 2003/04.
Em cima, da esquerda para a direita: Ricardo, Pedro Barbosa, Hugo, Polga, Custódio e Rochemback.
Em baixo, pela mesma ordem: Rui Jorge, João Pinto, Mário Sérgio, Liedson e Lourenço.

Volta ao Boavista para jogar de forma intermitente, depois de quase ir para o Médio Oriente, marcando 2 golos em 26 jogos. Separa-se de Carla Pinto e casa com Marisa Cruz. Na época seguinte, tem um ano de nível jogando 31 jogos com 9 golos marcados.
Quanto tudo esperava o final da carreira, assina pelo Braga, marcando 2 golos em 24 jogos, para sair a meio da época seguinte, com 1 golo em 9 jogos. Fala-se em testes para jogar na MLS, mas acaba por encerrar a sua carreira.


Carreira

1988/89: Boavista

1989/90: Boavista

1990/91: Atlético Madrid B

1991/92: Boavista

1992/93: Benfica

1993/94: Benfica

1994/95: Benfica

1995/96: Benfica

1996/97: Benfica

1997/98: Benfica

1998/99: Benfica

1999/00: Benfica

2000/01: Sporting

2001/02: Sporting

2002/03: Sporting

2003/04: Sporting

2004/05: Boavista

2005/06: Boavista

2006/07: Sp .Braga

2007/08: Sp. Braga

Carreira no Sporting*

2000/01: 31;6 / 5;1 / 5;-

2001/02: 33;9 / 6;2 / 5;1

2002/03: 25;8 / 1;- / -;-

2003/04: 26;5 / 1;- / 4;-

*Época: Campeonato (J;G) / Taça (J;G) / Europa (J;G)

Avaliação: Craque