quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nº 6: António Manuel Pacheco Domingos

  • António Manuel Pacheco Domingos.
  • Extremo-esquerdo.
  • Nasceu a 1 de Dezembro de 1966 em Portimão.
  • Títulos no Sporting: 1 Taça de Portugal (1994/95).
  • 6 Internacionalizações.


António Pacheco foi um extremo-esquerdo português, formado nas escolas do Portimonense e que se notabilizou ao serviço do Benfica, realizando épocas de grande nível e chegando mesmo à selecção A portuguesa. No “Verão Quente” de 1993, rescindiu com o Benfica invocando justa causa e, juntamente com Paulo Sousa, rumou ao Sporting. Foi o princípio do fim de uma carreira auspiciosa, pois longe da Luz, Pacheco nunca mais se encontrou e nunca mais conseguiu pôr em prática o seu futebol, sendo, por isso, um flop leonino defraudando todas as expectativas que nele haviam sido colocadas.

Começou a sua carreira futebolística no clube da sua terra, o Portimonense efectuando aí a sua formação. Jogou em todos os escalões e, na sua primeira época como sénior, foi emprestado ao Torralta. Estávamos no ano de 1985. Regressou logo na época seguinte ao Portimonense para jogar 23 jogos numa época bastante boa da equipa de Portimão que se classificou no 10º lugar do Campeonato Nacional da Iª Divisão, despertando o interesse do Benfica que o contratou para a época seguinte.

Fixou-se logo no onze titular do Benfica, que se classificou em 2º nessa época e chegou à final da Taça dos Campeões Europeus. Pacheco realizou 25 jogos e marcou 5 golos. Na época seguinte, Pacheco realizou 26 jogos e marcou 5 golos, contribuindo de forma inegável para o título nacional alcançado pelos encarnados.
E foi no dia 15 de Fevereiro de 1989 que Pacheco chegou à selecção A portuguesa. Foi chamado pelo seleccionador nacional Juca para o compromisso a contar para o apuramento para o Mundial 90 frente à Bélgica. O jogo terminou empatado 1-1. Ao longo da sua carreira, Pacheco seria chamado por mais 5 vezes à selecção nacional.


Na época de 1989/90, o Benfica chegou mais uma vez à final da Taça dos Campeões Europeus. Pacheco seria figura de proa dessa equipa ao disputar 30 jogos e marcar 5 golos. A época seguinte seria a melhor de Pacheco que marcou 7 em 28 jogos realizados. Acrescente-se que no início dessa época, Pacheco ficou revoltado com a condição de suplente e fez declarações públicas que punham em causa a competência de Eriksson que o puniu imediatamente. Eriksson filmou um treino e entregou a cassete a Pacheco que admitiu que “sabia que era preguiçoso, mas não pensava que fosse tanto”. Foi depois reabilitado e tornou-se peça fundamental na conquista do título nacional. Em 1991/92, fez 27 jogos e marcou 6 golos, mais 2 na Taça dos Campeões e, na época seguinte, a sua última, fez 7 golos em 30 jogos.
No Verão de 1993, rescindiu unilateralmente com o Benfica e, juntamente com Paulo Sousa, rumou ao Sporting. Foi o princípio do fim da sua carreira, pois cá nunca atingiu o nível que demonstrou no Benfica.
Estreou-se pelo Sporting pela mão de Bobby Robson sendo titular no primeiro jogo da época frente ao Salgueiros a 21 de Agosto de 1993. O Sporting venceu por 2-1 com golos de Cadete aos 15m e Capucho aos 83m e apresentou o seguinte onze: Costinha; Nelson Alves, Carlos Jorge, Valckx e Paulo Torres; Paulo Sousa, Luís Figo (Capucho, 58m), Cherbakov (Juskowiak, 68m) e Balakov; Pacheco e Jorge Cadete. O seu primeiro golo com a camisola leonina foi na jornada seguinte, a 29 de Agosto, na difícil vitória do Sporting por 3-2 no Bonfim frente ao Vitória Setúbal. Pacheco marcou aos 77m, sendo os outros golos apontados por Balakov e Cherbakov aos 55m e 58m respectivamente. Nessa época marcaria mais 2 golos nos 32 jogos realizados, contabilizando todas as competições. 1 no Campeonato, sendo decisivo na vitória por 1-0 frente ao União da Madeira ao apontar o golo aos 74m e o outro na Taça UEFA ao fazer o segundo golo no jogo contra o Kocaelispor da Turquia aos 55m (o primeiro foi apontado por Cadete logo aos 6m).


Na época seguinte, já com Carlos Queiroz venceria a Taça de Portugal ao serviço do Sporting, mas nunca foi opção. Jogou apenas 1 encontro para a Taça frente ao Olivais e Moscavide nos quartos-de-final e 2 encontros no Campeonato, frente ao Chaves (2-1) e ao Beira-Mar (1-0).
Foi dispensado no final da época e rumou ao Belenenses onde apenas efectuou 12 jogos.


Na época seguinte seria contratado pela Reggiana e iria realizar 14 jogos e marcar 1 golo na Série A Italiana. Depois veio para os Açores para jogar no Santa Clara durante duas épocas, rumando a meio da segunda época para o Atlético onde terminaria a sua carreira em 2000.
Em 2000/01 iniciou a carreira de treinador no Atlético por lá ficando duas épocas. Esteve um ano sem actividade, rumando ao clube do coração, o Portimonense para ser adjunto de Dito. As coisas não correram bem e Dito foi despedido dando o lugar a Pacheco que desceu de divisão ao alcançar o 16º lugar da geral. Contudo, o Salgueiros desceu de forma administrativa permitindo ao Portimonense ficar na Liga de Honra. Pacheco começou a época ao leme da equipa, mas deu o lugar a Diamantino Miranda, após uma série de 10 jogos sem ganhar.


António Pacheco e Dito como técnicos do Portimonense em 2003/04.

Carreira

1985/86: Torralta

1986/87: Portimonense

1987/88: Benfica

1988/89: Benfica

1989/90: Benfica

1990/91: Benfica

1991/92: Benfica

1992/93: Benfica

1993/94: Sporting

1994/95: Sporting

1995/96: Belenenses

1996/97: Reggiana

1997/98: Santa Clara

1998/99: Santa Clara
Atlético

1999/00: Atlético

Carreira no Sporting*

1993/94: 20 2 / 7 - / 5 1

1994/95: 2 - / 1 - / - -

*Época: Campeonato (J; G)/ Taça (J;G)/ Europa (J;G)

Avaliação: Flop

6 comentários:

sloct disse...

Concordo em absoluto, flop. Nunca entendi as razões da sua contratação, mesmo no âmbito da guerra com o clube donde ele veio.
Um dos jogadores mais sobrevalorizados da história do futebol português.

Rui Moço disse...

Concordo com a atribuição, Flop

Uma guerrinha do Cintra...

Anónimo disse...

Discordo. O Pacheco era um bom jogador. Com o Robson jogou quase sempre e bem. O Caqueiró é que o encostou, e depois lembrou-se dele nos célebres 3-6. Muito, muito mal aproveitado!!!

Bruno V. disse...

Fez um bom início de época 93/94, além da boa carreira no Benfica. o Queiroz acabou com a sua carreira. Não devia gostar do seu estilo de jogo. Flop no Sporting.

OF disse...

Concordo com o anónimo

Jogou sempre com o Bobby Robson, tendo sido encostado pelo grande Queirós (coveiro da nossa selecção)

M. Paim disse...

Pois...inicio de campeonato muito bom, marcou o golo da vitória em Setúbal. Mas depois o Adjunto lá se lembrou de estragar mais uma carreira...